O presidente Luiz Inácio Lula da Silva explicou sua ausência na 34ª edição da Marcha para Jesus, realizada nesta quinta-feira em São Paulo, durante uma ligação telefônica com o Advogado-Geral da União, Jorge Messias. O ministro representou o presidente no evento, que foi organizado pelo apóstolo Estevam Hernandes.
Na ligação, Lula conversou com Estevam Hernandes e agradeceu o convite para participar da manifestação religiosa. Ele justificou por que não compareceu pessoalmente à marcha.
Jorge Messias divulgou o momento nas redes sociais, ressaltando que esteve na marcha a pedido do presidente e que sua presença teve como objetivo louvar e engrandecer a Deus.
O presidente também relembrou a sanção da lei que reconheceu a Marcha para Jesus como uma manifestação cultural nacional. Estevam Hernandes agradeceu o gesto e afirmou que a assinatura permanece no coração dos organizadores do evento.
Durante todo o tempo, Messias esteve ao lado de Hernandes em um dos trios elétricos que seguiram pela Avenida Tiradentes, no percurso entre a região da Luz e a Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira.
Missão de representar Lula
Antes da marcha, o Advogado-Geral da União comentou que recebeu do presidente a missão de representar o governo no evento e reforçar o caráter religioso da manifestação.
“O presidente me pediu para trazer o abraço dele a todos os irmãos em Cristo e que eu fosse louvar e adorar. A marcha não é um lugar para comício, é para louvor e adoração a Deus”, declarou Messias.
A edição deste ano da Marcha para Jesus reuniu lideranças religiosas e políticas de diversos grupos. No trio principal, Messias dividiu espaço com o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro.
Questionado sobre a presença do adversário político, o ministro fez uma alusão bíblica para defender a convivência no evento. “Na mesa de Jesus, tem lugar para Tiago, para Pedro, para Tomé e até para Judas. Na mesa de Jesus, o único perfeito é Deus”, afirmou.
Flávio Bolsonaro minimizou eventuais desentendimentos e ressaltou que todos estavam reunidos pelo mesmo propósito. “Não tem climão nenhum aqui”, afirmou o senador.

