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Israel anuncia novo assentamento após mudança da política americana

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Esta será a primeira colônia a ser construída na Cisjordânia desde que os Estados Unidos passaram a reconhecer a política israelense como legitima

A construção de assentamentos ocorre desde o fim da Guerra dos Seis Dias, em 1967 – 21/11/2019 (Ahmad Gharabli/AFP)

O ministro da Defesa de Israel, Naftali Bennet, anunciou no domingo 1 a construção de novos assentamentos no centro da cidade de Hebron, na Cisjordânia. Segundo os palestinos, as novas casas para os israelenses são a primeira consequência da mudança do entendimento dos Estados Unidos sobre a legalidade das colônias.

No dia 18 de novembro, o governo americano declarou que as colônias israelenses na Cisjordânia não são “incompatíveis com o direito internacional”, apesar da comunidade internacional condenar os assentamentos por meio de resoluções na Organização das Nações Unidos (ONU). Parte do território da Cisjordânia é ocupado por Israel desde o fim da Guerra dos Seis Dias em 1967, e desde então são construídos novos assentamentos judaicos na área.

O anúncio também ocorre em meio à crise na política israelense. Com o prazo se esgotando para formar um novo governo, o Parlamento corre contra o relógio para nomear um próximo primeiro-ministro, evitando novas eleições — a terceira em menos de um ano.

Israel planeja implementar a nova colônia no antigo mercado central da cidade de Herbron, que possui cerca de 800 residentes judeus, com uma forte proteção militar, em meio a cerca de 200.000 palestinos.

Os moradores palestinos de Hebron costumam se manifestar para que seja reaberta a rua Shuhada, antigo centro econômico da cidade velha, fechada devido ao fato de israelenses viverem perto do local.

A política de assentamentos israelenses teve início logo após a vitória de Israel em 1967, sendo duramente questionada e condenada pela comunidade internacional desde então. Mas, nos últimos anos, esse política foi ganhando força sob o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Nos últimos anos, Washington reconheceu a cidade de Jerusalém como capital de Israel e transferiu a embaixada americana de Tel Aviv para a cidade sagrada — o único país que mantêm uma embaixada em Jerusalém além dos Estados Unidos é a Guatemala. Em março de 2019, Trump também reconheceu como legítimo os assentamentos israelenses nas Colinas de Golã, um território próximo à Síria anexado pelos israelenses após 1967.

Mais de 600.000 israelenses vivem em colônias na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, que “carecem de base legal e constituem uma violação flagrante do direito internacional”, segundo a resolução 2334 do Conselho de Segurança da ONU.

A decisão de construir novas residências para colonos em Hebron “é o primeiro resultado palpável da decisão americana de legitimar a colonização”, reagiu o secretário-geral da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat. “Medidas concretas, incluindo sanções contra as colônias, são uma responsabilidade internacional”, assinalou.

Segundo Bennett, as colônias serão construídas onde existiu um mercado que era administrado pela comunidade judaica há 90 anos, e onde ocorreu um massacre de judeus por árabes em 1929. “Recuperar as terras de pessoas mortas pelo prefeito assassino de Hebron é um ato de justiça histórica que o povo judeu espera há 90 anos”, afirmou.

(Com AFP)

 

 

 

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Explosão de gás deixa 8 mortos em resort de esqui na Polônia

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Corpos de quatro crianças e quatro adultos, que provavelmente eram de duas famílias, foram encontrados sob os escombros do resort em Szczyrk

Polônia: desabamento de prédio provocou uma explosão de gás e matou oito pessoas em um resort (Radio Bielsko/Reuters)

O desabamento de um prédio de três andares provocado por uma explosão de gás matou oito pessoas em um resort polonês de esqui na quarta-feira, disseram autoridades locais nesta quinta.

Os corpos de quatro crianças e quatro adultos, que provavelmente eram de duas famílias, foram encontrados sob os escombros do resort em Szczyrk, cidade no sul da Polônia.

Cerca de 200 pessoas, incluindo bombeiros e policiais, participaram do resgate.

A operação de busca será reduzida nesta quinta-feira, disseram autoridades, e máquinas pesadas foram trazidas para vasculhar os escombros. Não se espera encontrar mais vítimas.

“É uma operação muito difícil. Não me lembro de um número tão alto de mortes em uma explosão de gás”, disse o chefe do Corpo de Bombeiros da região, Jacek Kleszczewski.

Uma empresa local de gás informou que a explosão provavelmente fou causada por um buraco na instalação.

 

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Membro da Marinha dos EUA mata duas pessoas na base de Pearl Harbor

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Funcionários da base disseram que as vítimas eram civis que trabalhavam para o Departamento de Defesa

Pearl Harbor: incidente ocorreu três dias antes do 78º aniversário do ataque de 7 de dezembro de 1941 à base naval (Hugh Gentry/Reuters)

Um militar da Marinha dos Estados Unidos matou a tiros dois civis que trabalhavam na histórica base de Pearl Harbor, no Havaí, na noite de quarta-feira, e feriu um terceiro antes de se matar, disseram autoridades militares.

As autoridades não identificaram as vítimas ou o atirador, descrito por uma testemunha como vestindo um uniforme da Marinha norte-americana, mas a mídia local informou que todos eram homens.

Funcionários da base disseram que as vítimas eram civis que trabalhavam para o Departamento de Defesa.

A motivação do atirador não estava imediatamente clara.

Ele morreu de “um aparente ferimento à bala auto-infligido”, e a terceira vítima estava em condições estáveis no hospital, disseram autoridades militares em entrevista coletiva.

“Confirmamos que duas (vítimas) estão mortas”, disse o comandante regional, contra-almirante Robert Chadwick.

O atirador “foi provisoriamente identificado como um marinheiro de serviço ativo designado para o USS Columbia SSN 771”, acrescentou.

O incidente ocorreu três dias antes do 78º aniversário do ataque de 7 de dezembro de 1941 à base naval, que levou os Estados Unidos a declararem guerra ao Japão e a entrar na Segunda Guerra Mundial.

A base, uma instalação combinada da Força Aérea e da Marinha dos EUA, localizada a 13 quilômetros da capital do Havaí, Honolulu, foi colocada em isolamento por cerca de duas horas após o incidente, sendo liberada e reaberta no final da quarta-feira.

Um porta-voz da Casa Branca disse que o presidente Donald Trump foi informado sobre o incidente.

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Fraude eleitoral na Bolívia a favor de Morales foi “imensa”, diz OEA

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Relatório de quase 100 páginas descreveu várias violações, incluindo o uso de um computador secreto concebido para fazer a votação pender para Morales

Evo Morales: líder de esquerda carismático e o primeiro presidente indígena da Bolívia, (David Mercado/Reuters)

Santiago — A Organização dos Estados Americanos (OEA) publicou na quarta-feira detalhes de medidas apontadas como “deliberadas” e “mal-intencionadas” para fraudar a eleição boliviana de outubro a favor do então presidente Evo Morales, que renunciou e deixou a nação andina em meio a uma crise política.

Um relatório de quase 100 páginas da OEA descreveu várias violações, incluindo o uso de um servidor de computador secreto concebido para fazer a votação pender para Morales.

Líder de esquerda carismático e o primeiro presidente indígena da Bolívia, Morales tentou a reeleição apesar de um referendo de 2016 que rejeitou uma proposta para lhe permitir concorrer a um quarto mandato consecutivo.

Ele pôde se candidatar depois que um tribunal repleto de figuras leais lhe deu sinal verde para concorrer indefinidamente.

“Dados os imensos indícios que encontramos, podemos confirmar uma série de operações mal-intencionadas que visaram alterar a vontade dos eleitores”, disse o relatório da OEA.

Entres as descobertas da OEA estão “ações deliberadas para manipular o resultado da eleição” que tornam “impossível validar” os resultados oficiais, segundo o relatório.

Morales fugiu para o México pouco após a divulgação do relatório inicial da OEA, no início de novembro. Ele descreveu as alegações de fraude eleitoral como um golpe político, dizendo que a OEA está “a serviço do império norte-americano”.

No final de novembro, o Congresso boliviano sancionou uma legislação para anular as eleições contestadas e abrir caminho para uma nova votação sem Morales, um grande avanço na crise política.

Ex-parlamentar conservadora, a presidente interina, Jeanine Áñez, também prometeu novas eleições.

 

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