A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 recuou pela terceira semana consecutiva, passando de 5,16% para 5,15%, que está 0,65 ponto percentual acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 4,50%. No entanto, considerando apenas as 50 projeções mais recentes, a mediana subiu de 5,10% para 5,17%.
Para 2027, a estimativa do mercado para o IPCA se manteve em 4,20%. Um mês antes, essa previsão era de 4,15%. Considerando só as 49 estimativas mais recentes, a mediana também permaneceu em 4,20%.
A previsão do Focus para a inflação de 2028 aumentou de 3,70% para 3,78%. Um mês atrás, estava em 3,70%. Para 2029, a projeção permaneceu em 3,50% pela 46ª semana seguida.
A trajetória esperada pelo mercado continua acima do que o Banco Central prevê. Segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre, o Banco Central indica uma alta do IPCA de 5,2% para 2026, 3,7% para 2027 e 3,1% para 2028.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, calculada com base no acumulado do IPCA em 12 meses. O objetivo central é 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Se a inflação ultrapassar essa faixa por seis meses consecutivos, o Banco Central é considerado como tendo falhado em atingir a meta.
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Estadão Conteúdo.
