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quarta-feira, 13/05/2026

Homem-bomba mata nove pessoas no Paquistão durante escalada de tensão

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Um ataque com um homem-bomba que dirigia um triciclo carregado de explosivos matou pelo menos nove pessoas e deixou outras 34 feridas nesta terça-feira (12/5) no noroeste do Paquistão, conforme informações da polícia local.

O atentado ocorreu poucos dias após outro ataque suicida com carro-bomba em um posto policial em Bannu, região próxima, que resultou na morte de 15 policiais durante um tiroteio com forças de segurança.

Muhammad Sajjad Khan, alto responsável da polícia da região, declarou à AFP que o homem-bomba se aproximou de dois policiais rodoviários em um posto de controle antes de detonarem a carga explosiva.

Após o ataque em Bannu, o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão convocou o principal diplomata afegão no país, afirmando que o atentado foi planejado por grupos terroristas que atuam no Afeganistão.

A província de Khyber Pakhtunkhwa, na fronteira com o Afeganistão, é alvo frequente de atentados reivindicados por grupos em oposição ao governo central do Paquistão. O governo acusa Cabul de abrigar esses grupos, o que é negado pelas autoridades afegãs.

O conflito entre os dois países se intensificou após o retorno do governo talibã em 2021, com confrontos que incluem bombardeios aéreos realizados pelo Paquistão no território afegão, inclusive sobre Cabul.

Impactos do conflito

Um relatório recente da ONU registrou 372 civis mortos e 397 feridos no Afeganistão entre janeiro e março de 2026, com diversas vítimas mulheres e crianças, em especial após um ataque a um hospital em Cabul que atendia exclusivamente homens.

O Paquistão afirma que seus bombardeios visam apenas alvos terroristas e militares, sem atingir hospitais ou centros de reabilitação.

A missão da ONU no Afeganistão observa que o número real de vítimas pode ser maior, pois muitos corpos estavam irreconhecíveis devido à violência dos ataques.

Recomendações foram feitas para que as partes em conflito respeitem áreas civis e unidades de saúde, investiguem possíveis violações humanitárias e estabeleçam registros para pessoas desaparecidas, atendendo às famílias das vítimas.

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