Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), que está preso pela Operação Compliance Zero, demonstrou vontade de ajudar nas investigações. A defesa dele fez um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) informando essa intenção.
No pedido enviado ao ministro André Mendonça, que é o responsável pelo caso, os advogados dizem que Costa deseja colaborar, possivelmente com uma delação premiada.
A defesa também solicitou que Paulo Henrique Costa seja transferido do Complexo Penitenciário da Papuda para outro local onde ele possa ter reuniões secretas com seus advogados, pois o atual lugar dificulta conversas reservadas e a análise das provas.
Essa colaboração, segundo a petição, depende da vontade do investigado, da avaliação da utilidade das informações e de uma decisão consciente sobre os termos do acordo.
Os advogados afirmam que sem um lugar adequado para reuniões, Paulo Henrique Costa não pode se defender direito. Por isso, pedem que ele seja levado para uma unidade que garanta sigilo nas conversas com seus defensores.
Além disso, na petição é mencionado que Costa é oficial da reserva das Forças Armadas, com patente de 2º tenente, o que poderia garantir a ele direito a prisão especial, como uma sala de Estado-Maior.
