Nossa rede

Brasil

Embraer tem prejuízo atribuído a acionista de R$ 314,4 mi no 3º trimestre

Publicado

dia

Receita líquida da Embraer mostrou alta de 1,8%, passando de R$ 4,609 bilhões no terceiro trimestre de 2018 para R$ 4,693 bilhões

Embraer: entre julho e setembro, a fabricante entregou 17 aeronaves comerciais e 27 executivas (Germano Lühders/Exame)

São Paulo — A Embraer registrou um prejuízo líquido atribuído aos acionistas de R$ 314,4 milhões no terceiro trimestre deste ano. O valor é 501,1% maior que os R$ 52,3 milhões reportados em igual período de 2018.

Já pelo critério ajustado, a companhia contabilizou prejuízo líquido de R$ 191,7 milhões, ante uma perda de R$ 73,8 milhões reportada um ano antes. Esse parâmetro exclui o imposto de renda e contribuição social diferidos no período.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) totalizou R$ 75,0 milhões entre julho e setembro, queda de 83,1% frente aos R$ 444,2 milhões registrados um ano antes. A margem Ebitda, por sua vez, ficou em 1,6%, contração de 8,0 pontos porcentuais (p.p.) sobre o terceiro trimestre de 2018.

O resultado operacional (Ebit) atingiu R$ 80,4 milhões negativos ante resultado positivo de R$ 208,6 milhões reportado um ano antes. Na mesma base de comparação, a margem Ebit ficou negativa em 1,7%, contra 4,5% positivos observados no terceiro trimestre de 2018.

Sobre o desempenho de suas operações no período, a companhia atribuiu a redução no Ebit e na margem Ebit a quedas de rentabilidade na Aviação Comercial (mix de entregas menos favorável), Defesa & Segurança (revisões da base de custos no contrato de desenvolvimento do KC-390) e Serviços & Suporte (queda de receita em peças sobressalentes e materiais). Porém, a empresa afirma que essa piora foi compensada por maior rentabilidade na Aviação Executiva, devido a receitas mais altas e diminuição nas despesas administrativas e comerciais.

A Embraer destaca ainda que, no trimestre, observou elevação das “outras receitas (despesas) operacionais líquidas”, principalmente em virtude dos custos de separação relacionados à parceria estratégica com a Boeing. No período, os valores relacionados a segregação do negócio de Aviação Comercial somaram R$ 138,1 milhões.

A receita líquida da Embraer mostrou alta de 1,8%, passando de R$ 4,609 bilhões no terceiro trimestre de 2018 para R$ 4,693 bilhões em igual período deste ano.

Os números de 2018 foram reapresentados por causa da adoção das normas contábeis IFRS 15 e IFRS 9.

Entre julho e setembro, a fabricante entregou 17 aeronaves comerciais e 27 executivas (15 jatos leves e 12 grandes), comparado aos 15 jatos comerciais e 24 executivos (17 leves e sete grandes) entregues um ano antes. Ao final do trimestre, a carteira de pedidos firmes atingiu US$ 16,2 bilhões, contra US$ 16,9 bilhões no segundo trimestre deste ano e US$ 13,6 bilhões no terceiro trimestre de 2018.

 

Comentário

Brasil

Educação: Possibilidade de escolhas e expectativas sobre o futuro

Publicado

dia

Ao se falar sobre preparação e formação dos jovens, o Colégio Marista João Paulo II acredita que é importante olhar a partir do projeto de vida do Estudante

Quando se fala de preparação e formação dos jovens, é importante olhar a partir do projeto de vida de cada um.
(foto: Pedro Lino)

A chegada do fim do ano letivo para os estudantes do ensino médio acaba trazendo certa ansiedade com relação ao futuro. A preparação para a formatura, a entrega dos resultados finais, as inscrições em vestibulares acabam ganhando uma dimensão maior e junto vem a conclusão de que uma nova fase está a caminho. É a hora de responder aquela velha e boa pergunta: o que eu vou ser quando crescer? São tantas dúvidas que surgem na cabeça dos jovens no final do ensino médio.
Escolher uma carreira mais rentável ou correr atrás daquela que trará mais realização pessoal? Seguir a mesma profissão dos pais ou mudar completamente de área? Curso técnico ou superior? Estudar no país ou conhecer o mundo afora? Em meio a tantas opções, fazer uma escolha torna-se uma tortura diante das próprias dúvidas e pressão familiar. Segundo levantamento realizado pelo Portal Educacional, cerca de 52% dos estudantes do terceiro ano de escolas particulares não decidiram ainda qual profissão seguir. É onde a escola tem um papel fundamental: cabe a ela oportunizar espaços e metodologia própria para o processo de construção das escolhas, em que o jovem possa conhecer suas expectativas em relação ao futuro e ter apoio  para encontrar opções que mais se encaixem e proporcionem diferentes experiências de vida.

Lucas Ribeiro Vidal (17), estudante do Ensino Médio do Marista João Paulo II.
(foto: Pedro Lino)

Na reta final do Ensino Médio, Lucas Ribeiro Vidal, 17 anos, contou com a ajuda da metodologia implementada no Marista João Paulo II, que fomenta a expressão pessoal dos estudantes por meio de projetos de trabalho, convidando-os a romper com práticas escolares embasadas em uma concepção de conhecimento fragmentado. “Estudo no Marista João Paulo II há 13 anos. Por conta dos projetos conduzidos aqui dentro que consegui ajuda para fazer as minhas escolhas e definir o que eu quero fazer daqui pra frente”, comenta o estudante. “Aqui, eu encontrei a possibilidade de estudar fora do Brasil e, com a ajuda da escola, encontrei o caminho das pedras para me matricular em uma universidade americana”, complementa.
Pilares de uma educação de excelência 

Alunos do Colégio Marista contam como as experiências escolares ajudaram na preparação para o futuro.
(foto: Pedro Lino)

Com uma reconhecida trajetória na educação, construída desde 1997 e atualizada permanentemente, o Colégio Marista João Paulo II oferece infraestrutura completa e adequada a cada nível de ensino. “A educação marista é pautada pela formação integral, afetividade, cultura da solidariedade e da paz, pela crença de que todo sujeito tem potencial para aprender e se preparar para todas as escolhas da vida e, assim, ser feliz!”, explica Marcos Scussel, diretor do Marista João Paulo II.

Janete Cardoso, coordenadora pedagógica do Ensino Médio do Marista João Paulo II.
(foto: Pedro Lino)

Segundo a coordenadora pedagógica do Ensino Médio do Marista João Paulo II, Janete Cardoso, é importante que os estudantes saibam que as escolhas nem sempre são para a vida toda. “É necessário desmistificar a ideia de escolhas certas ou erradas. Esses jovens não precisam acertar na escolha, mas precisam considerar tomar decisões maduras, embasadas em autoconhecimento e pesquisa”, afirma.
Projeto de vida
Quando se fala de preparação e formação dos jovens, é importante olhar a partir do projeto de vida de cada um. Quando o estudante entende como e o quanto a escola pode ajudá-lo na direção dos seus sonhos e em obter sucesso no alcance do seu projeto de vida, ele fica muito mais aberto à proposta escolar.

Ana Beatriz Lemos Leal (16), estudante do Ensino Médio do Marista João Paulo II.
(foto: Pedro Lino)

Para Ana Beatriz Lemos Leal, 16 anos, a questão dos valores ensinados no Marista João Paulo II é um ponto muito importante na formação do ser humano. “Aprendi no Marista a ser uma pessoa mais solidária, inclusive, escolhi o que fazer no futuro baseado no que aprendi aqui. Quero trabalhar com moda para ajudar na autoestima das pessoas. E, certamente, participar dos projetos da escola me ajudou muito nessa decisão”, destaca.

Luiz Gustavo Mendes, vice-diretor educacional do Marista João Paulo II.
(foto: Pedro Lino)

No colégio Marista João Paulo II, o estudante, na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, é visto como agente de sua aprendizagem, construtor e protagonista do seu saber, pesquisador, criativo, autônomo e empreendedor, capaz de identificar e solucionar problemas e de trabalhar em equipe. “Nesse sentido, a escola representa um espaço de excelência acadêmica, onde se insere a construção de um projeto de vida”, ressalta Luiz Gustavo  Mendes, vice-diretor educacional do Marista João Paulo II.

Bruno Boaventura Xavier (16), estudante do Ensino Médio do Marista João Paulo II.
(foto: Pedro Lino)

Após participar de um projeto de iniciação científica realizado pelo Colégio Marista João Paulo II, o estudante Bruno Boaventura Xavier, 16 anos, afirma que o resultado da experiência vivida é algo que levará para o resto da vida. “Me envolver neste projeto foi muito gratificante, agregou muito na minha vida, fez diferença na minha forma de pensar”, garante. “Ter esse primeiro contato com a produção de um artigo científico, ainda no Ensino Médio, foi algo gratificante. Essa oportunidade aumentou a minha curiosidade e a minha capacidade de questionar. E agradeço à escola por ter me proporcionado essa autonomia”, complementa.
Atualmente, o Marista João Paulo II conta com uma equipe de 300 educadores, que atuam diariamente na missão de construir conhecimentos e formar valores humanos, marcas do jeito marista de educar para a vida. “A nossa instituição trabalha a integralidade de cada ser, com metodologias diferenciadas. Os nossos estudantes são preparados para sonhar e realizar esses sonhos”, destaca Janete Cardoso, coordenadora pedagógica do Ensino Médio.
E, para 2020, realizar sonhos, pensando seu projeto de vida, ganhará ainda mais espaço ao integrar o currículo dos estudantes do 1° ano do Ensino Médio, possibilitando que os jovens percorram itinerários escolhidos por eles no próprio ambiente escolar, com uma proposta totalmente conectada às competências da Base Nacional Comum Curricular.
As matrículas do Marista João Paulo II para 2020 estão abertas. Mais informações pelos telefones (61) 3426-4600, pelo WhatsApp (61) 99381-7671 ou no site https://colegios.redemarista.org.br/joao-paulo-ii.
Ver mais

Brasil

Terminal Marítimo de Passageiros de Fortaleza vai ser leiloado

Publicado

dia

A Companhia Docas do Ceará, que administra o Porto de Mucuripe, estima que, após a movimentação no terminal pode aumentar cerca de 50%.

Terminal Marítimo de Passageiros de Fortaleza: leilão deve acontecer em março de 2020 (Jade Queiroz/Ministério do Turismo/Agência Brasil)

O Terminal Marítimo de Passageiros de Fortaleza, localizado no Porto Organizado de Mucuripe, que integra o Programa de Parcerias de Investimentos do governo federal (PPI), vai a leilão em março de 2020. Segundo o Ministério do Turismo, serão arrendados à iniciativa privada a estrutura destinada à movimentação de passageiros e a área de estacionamento.

O ministro Marcelo Álvaro Antônio disse que o leilão permitirá uma melhor estruturação do local, essencial para o desenvolvimento do mercado de viagens.

“Precisamos dar condições aos navios de aportarem e conseguirem fazer com que os turistas tenham acesso às cidades na costa brasileira. Isso é fundamental para girar a economia”.

A Companhia Docas do Ceará, que administra o Porto de Mucuripe, estima que, após o arrendamento, a movimentação de passageiros no terminal aumentará cerca de 50%. “Com o arrendamento, passamos a responsabilidade a um ente privado, que vai focar na administração do espaço e, com isso, conseguiremos dedicar mais esforços ao transporte de cargas”, disse a diretora-presidente da Docas do Ceará, Mayhara Chaves.

Desde o início das atividades, em 2014, a unidade já recebeu 42 embarcações e uma média de 63,5 mil turistas — 16 mil somente em 2018.

Para o secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura, Diogo Piloni, o arrendamento permitirá uma melhoria na qualidade de serviços a passageiros. “Isso além da promoção da atividade turística na região. É mais um feito do Ministério da Infraestrutura, em parceria com a agência reguladora, a Antaq”, disse.

Vencerá o leilão o grupo que oferecer o maior valor de outorga à Docas do Ceará. Pelas regras do edital, o responsável vai administrar um espaço de 27.640 m² por um período de 25 anos, prorrogável até o limite de 70 anos. Além disso, o edital prevê o pagamento de parcelas fixas de R$ 54.435,28 pelo arrendatário. Em contrapartida, ele poderá cobrar tarifa-teto de R$ 59,31 para o embarque e o desembarque de passageiros, bem como uma taxa de trânsito máxima de R$ 39,29. A empresa também vai ter de investir R$ 1,6 milhão na estrutura do terminal.

*Com informações do Ministério do Turismo

Ver mais

Brasil

Rio Tietê expõe calamidade do saneamento — que pode estar prestes a mudar

Publicado

dia

Infraestrutura estatal atende só metade dos 200 milhões de brasileiros, enquanto tramite lei para gerar melhoras com concorrência e setor privado

Poluição no Rio Tietê (Bitenka/Thinkstock)

A apenas 30 quilômetros do Itaim Bibi, coração financeiro e bairro chique de São Paulo, fica o rio mais poluído do Brasil.

A água do Tietê é cinza. Os peixes não sobrevivem. O cheiro é insuportável. No entanto, é a água que se vê da janela da cozinha da casa de Adriana Santos, 29 anos, seu marido e seus três filhos, e que é usada para tomar banho e cozinhar.

Eles estão entre as centenas de famílias que moram no Chácara Três Meninas, uma área de estradas de terra, casas mal conservadas, crianças doentes e infestações de tudo, de cobras a insetos e ratos – resultado de quase nenhum saneamento básico.

O Tietê e as favelas em suas margens são apenas um retrato do sistema de saneamento do país, considerado um dos piores do mundo. A infraestrutura estatal atende a apenas metade dos 200 milhões de brasileiros, após décadas de investimento insuficientes.

Cerca de 33 milhões de pessoas não têm acesso a água potável, o que prejudica a saúde do país e impede o desenvolvimento social e econômico.

Mas a situação pode estar prestes a mudar. O Congresso, com o apoio do governo Bolsonaro tenta alterar a legislação para privatizar o setor, uma medida que pode abrir US$ 200 bilhões em investimentos. Empresas como a Brookfield Asset Management Inc., China Communications Construction Co. e a Alberta Investment Management Corp. estão prontas para isso.

“São 6.000 piscinas olímpicas de esgoto bruto sendo colocadas nos rios por dia”, disse Teresa Vernaglia, CEO da BRK Ambiental, empresa de saneamento de propriedade majoritária da Brookfield. “Todo real investido em saneamento representa 4 reais em economia em saúde. É uma agenda ganha-ganha.”

O Problema

O saneamento é responsabilidade de duas dúzias de empresas estatais, que fazem a coleta e as obras de tratamento de esgoto de 2.245 das 5.570 cidades do país. Muitas dessas empresas têm orçamento limitado para investimento e suas pesadas folhas de pagamentos se traduzem em recursos escassos para universalizar o saneamento, e ainda, garantir manutenção do sistema existente.

O saneamento é uma atribuição das prefeituras e regulado por dezenas de agências diferentes e não em nível nacional centralizado. Isso desestimula os investidores privados que precisam de estruturas legais estáveis ​​para fazer o tipo de investimentos de longo prazo.

O investimento privado representou apenas US$ 500 milhões dos US$ 2,75 bilhões investidos em saneamento em 2018 e está em apenas 325 cidades. O baixo percentual de adesão do setor privado no saneamento ocorre fundamentalmente por insegurança jurídica.

“Investimos muito pouco e muito mal”, disse Diogo Mac Cord, secretário de Desenvolvimento e Infraestrutura do Ministério da Economia. “É impossível para o modelo estatal universalizar o esgoto e o tratamento de água no Brasil.”

A solução

A legislação que está sendo discutida pelo Congresso tem amplo apoio das equipes econômica e de infraestrutura do governo, que vêm trabalhando para reduzir o tamanho do estado. Com a maior economia da América Latina ainda emergindo lentamente da pior recessão de sua história, os investimentos privados são essenciais para recuperar o crescimento.

“Aprovar esta lei será muito importante porque impulsionará a atividade econômica e irá gerar muitos empregos. Existe demanda e espaço para investimentos relevantes no setor de saneamento”, diz o secretário de Fazenda de São Paulo e ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em entrevista.

Um dos principais avanços da lei é garantir maior concorrência. Os municípios passarão a estar obrigados a fazer licitações para contratar empresas de coleta e tratamento do esgoto. Atualmente, as empresas estatais detêm o monopólio efetivo dos contratos oferecidos pelos municípios.

O projeto também estabelece condições iguais para empresas públicas e privadas e um órgão regulador forte e centralizado, para evitar abusos relacionados à cobrança de impostos e ajudar a equilibrar os preços, evitando altos custos para as comunidades pobres.

Além de estimular as privatizações e parcerias público privadas, a nova lei deverá estabelecer metas para as empresas públicas, que se não forem cumpridas poderão levar à perda do direito de exploração.

A Oportunidade

Vários investidores estão de olho neste mercado, porque são projetos de infraestrutura que oferecem fluxos de receita constantes de clientes que pagam suas contas – exatamente como Adriana e sua família.

As empresas estatais que lidam com o saneamento, se privatizadas integralmente, podem valer cerca de US$ 35 bilhões, segundo estimativas do governo. Este valor varia se governos estaduais preferirem fazer parcerias público-privadas, concessões ou IPOs.

A Brookfield tem planos de expandir seus investimentos, seja por meio de aquisições ou concessões, disse David Aiken, diretor de Investimentos da empresa. Mesmo sem a legislação ainda aprovada, a BRK investirá cerca de R$ 1 bilhão por ano nos próximos 10 anos, afirmou Aiken.

“Em nenhum lugar do mundo desenvolvido você poderia comprar uma empresa de abastecimento de água e ter em qualquer lugar perto do potencial de crescimento que você tem no Brasil”, disse. “Se as pessoas estão procurando uma exposição de longo prazo protegida pela inflação no Brasil, essa é uma maneira fenomenal.”

AIMCO e GIC

Outras empresas estão fazendo o mesmo. A Alberta Investment Management comprou parte da Iguá Saneamento no ano passado de olho no mercado nacional. Em viagem ao Brasil em novembro passado para a Cúpula dos Brics, o presidente da China Communications Construction Co., Liu Qitao, anunciou interesse na despoluição das águas do Tietê, mas para isso quer garantia de estabilidade política. “A palavra chave é estabilidade política, porque só isso garante o retorno que a empresa espera ao fazer esse investimento.”

O fundo soberano de Cingapura, GIC, fez investimentos na Aegea, assim como a BRK Ambiental, uma das poucas empresas privadas que investem em saneamento no Brasil.

”A grande transformação para o capital privado é ter metas”, diz o CFO da Aegea Saneamento, Flavio Crivellari. Ele prevê um boom de investimentos neste setor nos próximos cinco anos. “Investir em saneamento é rápido, barato, rentável e estável.”

A Casa de Adriana

De volta à Chácara Três Meninas, os moradores encontram maneiras de contornar suas dificuldades de saneamento.

Ademir de Oliveira, 65 anos, 24 deles morando na comunidade, é dono de uma mercearia local. Ele construiu o encanamento de sua casa e de sua loja com a ajuda dos vizinhos. Joana dos Santos, aposentada de 74 anos, toma banho o mais cedo possível todos os dias porque a água escassa se esgota.

Na casa de Adriana, o sistema de esgoto alimenta diretamente o rio. Há três canos na casa: um conecta a pia da cozinha ao Tietê; outro, o chuveiro; e o terceiro joga todos os resíduos do banheiro no rio sem nenhum tratamento.

A esperança é que os investimentos privados resolvam situações como a de Adriana e tenham repercussões sociais de longo alcance para alguns dos mais pobres do Brasil.

Estudos vincularam a epidemia do vírus Zika ao mau saneamento. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a melhora no saneamento poderia evitar 6.000 mortes de crianças a cada ano no Brasil.

“O tamanho da oportunidade que temos diante de nós é incrível”, disse Vernaglia. “As empresas estatais estão tendo dificuldades financeiras para atingir o nível de investimento necessário em um país tão considerável quanto o Brasil.”

 

Ver mais

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade