Nossa rede

Política BSB

Dívida da União com precatórios mais que dobrou desde 2015

Publicado

dia

Montante devido a cidadãos e empresas que ganharam batalhas judiciais contra a União chega a R$ 53,4 bilhões este ano — valor mais do que dobrou desde 2015, quando estava em R$ 24,1 bilhões reservados no Orçamento

(crédito: Sérgio Lima/AFP – 18/3/20)

Historicamente bilionárias, as dívidas da União, dos estados e dos municípios com precatórios batem recordes anuais. Nos últimos cinco anos, o montante devido a pessoas e empresas que ganharam batalhas judiciais contra a União mais que duplicou: saltou dos R$ 24,1 bilhões reservados no Orçamento de 2015, para R$ 53,4 bilhões, este ano. Para 2021, o governo federal prevê um gasto de R$ 55,5 bilhões com precatórios. O levantamento foi feito pela ONG Contas Abertas, a pedido do Correio.

Já recorrente há anos, a preocupação com o pagamento dessa dívida aumentou no mês passado, quando parte da cifra passou a ser considerada como possível fonte de financiamento do novo programa de transferência de renda que o presidente Jair Bolsonaro pretende criar no lugar do Bolsa Família, o Renda Cidadã. Depois da repercussão negativa, a ideia foi afastada pelo governo, mas abriu o debate sobre as pendências com pessoas que venceram batalhas na Justiça e esperam receber o dinheiro ao qual têm direito.

Somando a dívida da União às de estados e municípios, os valores devidos em 2019 por determinação judicial chegaram a R$ 183,6 bilhões, levando em conta, inclusive, autarquias e fundações. Os dados são do mais recente Mapa Anual dos Precatórios, divulgado na última quinta-feira pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Significa dizer que o Brasil deve o equivalente a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) a cidadãos e empresas que ganharam ações judiciais contra algum dos entes.

A espera costuma durar meses ou anos até que o dinheiro entre na conta, após a determinação do pagamento dos precatórios, à qual não cabe recurso. Segundo o Conselho da Justiça Federal (CJF), mais de 175,2 mil pessoas estão na fila para receber os valores em 2021. A previsão é de que, no ano que vem, sejam quitadas dívidas relativas a mais de 110 mil processos vencidos contra a União.

Os maiores valores costumam ficar no âmbito do Ministério da Economia. O ex-Ministério do Planejamento, que hoje integra a pasta da Economia, pagou R$ 91,5 bilhões em precatórios nos últimos 10 anos — recorde entre todos os órgãos da União, pelo levantamento da ONG Contas Abertas. O da Economia pagou R$ 78,4 bilhões no mesmo período. E o extinto Ministério da Previdência Social, agora também parte da Economia, desembolsou R$ 50,5 bilhões na última década para quitar precatórios.

Não é de se espantar que a reação ao anúncio de que esse dinheiro poderia ser usado para pagamento de um novo programa social tenha sido alarmante. A “rolagem” dessa dívida é vista como um calote bilionário. “A proposta vai na contramão do esforço para quitar os débitos porque protelaria a despesa. A cifra, que já aumenta todo ano, cresceria ainda mais, porque os precatórios não vão acabar, o governo simplesmente começaria a empurrar com a barriga”, diz Gil Castello Branco, fundador da ONG Contas Abertas.

“A meu ver, não diz respeito ao Judiciário, mas à contabilidade criativa, postergando despesa. Muito próximo de uma pedalada. O princípio é o mesmo: deixar de pagar e protelar para o ano seguinte”, explica Castello Branco. O especialista ressalta que, além de ser uma pedalada, é “um desrespeito ao Judiciário e aos que conseguiram ganhar causas na Justiça, provavelmente demoraram anos, e ficariam sem expectativas de receber”.

Com entendimento parecido, até a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se posicionou oficialmente e classificou como inconstitucional o uso dessas verbas para arcar com outro tipo de despesa. Seria um “calote da dívida pública judicial”, definiu, em nota publicada em setembro, após o relator do projeto que criará o Renda Cidadã, senador Marcio Bittar (MDB-AC), ter anunciado que essa seria uma das fontes de financiamento do novo Bolsa Família.

A repercussão foi tão negativa que o ministro da Economia, Paulo Guedes, precisou reforçar mais de uma vez que o governo não vai usar dinheiro reservado ao pagamento de precatórios para qualquer outra finalidade. “É preciso respeitar a lei. Precatório transitado e julgado é dívida certa, ninguém pode brincar com calote”, assegurou, em entrevista coletiva, em 3 de outubro. O relator, Marcio Bittar, ainda não divulgou qual será, então, a fonte de financiamento do programa.

Entes com dificuldades

Embora a União tenha sido capaz de manter as dívidas em dia, apesar de o valor crescer a cada ano, estados e municípios não têm a mesma facilidade. Ao divulgar os números referentes a 2019, na última quinta-feira, o conselheiro do CNJ e presidente do Fórum Nacional de Precatórios (Fonaprec), Luiz Fernando Tomasi Keppen, lembrou que a maioria dos estados e municípios cumpre uma moratória com vigência até 31 de dezembro de 2024. A Emenda Constitucional 99/2017 aumentou o prazo para que os entes quitem os precatórios, em regime especial, de 2020 até 2024.

No Congresso, o período pode ser prorrogado ainda mais, até 2028, se a PEC nº 95/2019, em andamento, for aprovada. O problema é que, “vergonhosamente”, segundo o advogado tributarista Marcos Vinhas Catão, do escritório Catão & Tocantins Advogados, falta punição aos entes que deixam de pagar as dívidas. O ideal seria “cobrar juros maiores e responsabilizar o gestor”, defende. Uma das opções, na visão dele, seria permitir a penhora de bens da União, estados e municípios por falta de pagamento.

Procurador do Estado de São Paulo, Pedro Tiziotti lembra, no entanto, que a capacidade de pagamento dos estados e municípios é diferente da União. O governo federal pode, por exemplo, emitir dívida para pagar compromissos, ainda que esse seja o último recurso adotado. Já os outros entes dependem, basicamente, da arrecadação de impostos, o que dificulta o pagamento, principalmente, em anos de crise. “O fato é que o estado não tem dinheiro, nas atuais circunstâncias, para pagar o que tem de débito. Então, vai acumulando de um ano pro outro”, explica.

Apesar da previsão orçamentária, nem sempre a cifra que entra no caixa cobre todo o valor previsto no Orçamento. Por isso, principalmente em anos de dificuldade fiscal, é comum que estados e municípios peçam adiamento no pagamento dos precatórios. Em março deste ano, por exemplo, a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) defendeu a suspensão temporária de dívidas de longo prazo, devido à queda de receita causada pela pandemia do novo coronavírus. O assunto também segue em discussão entre parlamentares. (AA)

 

 

Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Política BSB

Voto de Nunes Marques deve definir destino de Lula no STF

Publicado

dia

Por

Na semana passada, uma decisão do ministro Ricardo Lewandowski, integrante da Segunda Turma, garantiu à defesa de Lula acesso à íntegra do material obtido pelos criminosos virtuais

(crédito: Fellipe Sampaio/SCO/STF)

Novato no Supremo Tribunal Federal, o ministro Nunes Marques deve selar o destino do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no habeas corpus que discute se o ex-juiz Sérgio Moro agiu com parcialidade ao condenar o petista na ação do triplex do Guarujá. O julgamento é acompanhado por aliados do presidente Jair Bolsonaro, responsável por indicar Marques à Corte, pois uma vitória de Lula abre a possibilidade para uma volta do petista à disputa eleitoral de 2022. Segundo o Estadão apurou, a Segunda Turma do STF deve retomar a análise da ação neste semestre.
A discussão, iniciada em dezembro de 2018, ganhou força após hackers divulgarem mensagens privadas trocadas por Moro e integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Na semana passada, uma decisão do ministro Ricardo Lewandowski, integrante da Segunda Turma, garantiu à defesa de Lula acesso à íntegra do material obtido pelos criminosos virtuais.
O objetivo de Lula é fazer um pente-fino nas mensagens para tentar reforçar a acusação de que Moro o via como um “inimigo” ao condená-lo a nove anos e meio de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo o imóvel.
Foi com base nessa condenação, confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), que o petista foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Inelegível, ele teve o registro de candidatura negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2018, o que obrigou o PT a substituí-lo por Fernando Haddad na cabeça da chapa.
Para a defesa do ex-presidente, uma decisão favorável no Supremo – e a consequente anulação da condenação – pode tornar Lula elegível novamente, afastando empecilhos jurídicos a uma eventual candidatura à Presidência em 2022. Bolsonaro pretende tentar a reeleição.
Se a Segunda Turma, formada por cinco dos 11 ministros do STF, concordar com a tese de que Moro foi parcial ao sentenciar Lula no caso do triplex, a condenação deve ser derrubada, fazendo o processo voltar à estaca zero. Uma decisão nesse sentido poderia respingar em outro caso, o do sítio de Atibaia, no qual Lula também foi condenado em segunda instância, na avaliação da criminalista Raquel Scalcon, professora de Direito Penal da FGV São Paulo.
“A suspeição não se dá em um processo apenas, mas na relação com o réu. A questão da parcialidade não é em qual processo, mas com qual réu, no caso o ex-presidente Lula. Há uma contaminação (na ação do sítio), porque atos processuais importantes foram proferidos por Moro”, afirmou Raquel.
Votos
A defesa de Lula pediu ao ministro Gilmar Mendes, presidente da Segunda Turma, “prioridade” no julgamento sobre a suspeição de Moro. Em dezembro de 2018, Gilmar pediu vista (mais tempo para análise), interrompendo o exame do caso depois que dois colegas já tinham votado contra as pretensões do petista.
O relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, e a ministra Cármen Lúcia rejeitaram o habeas corpus. Ainda faltam três votos: de Gilmar, Lewandowski e Marques. As mensagens obtidas pelos hackers foram divulgadas pelo site The Intercept Brasil meses depois do início do julgamento na Corte.
Gilmar e Lewandowski são da ala garantista do STF, críticos aos métodos de investigação da Lava Jato. Em um julgamento em agosto do ano passado, os dois atacaram Moro e indicaram que votarão pela suspeição do então juiz.
Na ocasião, a Segunda Turma analisou um outro pedido de Lula, para que a delação do ex-ministro Antonio Palocci fosse excluída da ação penal que mira o Instituto Lula. Gilmar e Lewandowski afirmaram que há indicativos de que Moro quebrou a imparcialidade e violou o sistema acusatório ao incluir a delação de Palocci na investigação e torná-la pública a seis dias da eleição de 2018.
Como Gilmar e Lewandowski já sinalizaram o voto pela suspeição de Moro, a definição do placar deve ficar com Nunes Marques. Em julgamentos e decisões individuais, Marques tem proferido votos alinhados a interesses do Planalto e da classe política. Ele também já se uniu a Gilmar e a Lewandowski para impor reveses à Lava Jato na Segunda Turma. Com o voto dele, por exemplo, o colegiado manteve a decisão de retirar a delação de Palocci da ação penal sobre o Instituto Lula.
‘Unanimidade’
Moro afirmou ao Estadão que o TRF-4 e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmaram, “sempre por unanimidade”, a condenação imposta a Lula no caso do triplex do Guarujá, “não havendo qualquer vício nela”. O gabinete de Nunes Marques e a assessoria de Lula foram procurados, mas não se manifestaram.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Ver mais

Política BSB

Saúde chama de “desconectada da realidade” intenção do Butantan de exportar doses

Publicado

dia

Por

Ministério reiterou cláusula de exclusividade do contrato e reforçou que tem até 30 dias após a última remessa das 46 milhões de doses para manifestar interesse pelas 54 milhões de doses adicionais

(crédito: Governo do Estado de São Paulo)

O Ministério da Saúde divulgou mais uma nota na noite da última quarta-feira (27/1) chamando de “desconectada da realidade” a afirmação do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, de que pretende fechar contratos com outros países da América Latina para exportar as vacinas da Coronavac caso a pasta não se manifeste até o fim desta semana. A ameaça é mais um episódio da briga política entre o governador de São Paulo, de João Doria (PSDB), e o presidente Jair Bolsonaro.

“Embora o governo de São Paulo tenha afirmado nesta quarta-feira que vai exportar doses extras da CoronaVac se o governo Jair Bolsonaro não manifestar interesse, e que Dimas Covas, do Instituto Butantan, tenha dito que o ‘Butantan tem compromisso com outros países e que, se o Brasil declinar desses 54 milhões, vamos priorizar demais países com que temos acordo’, tais afirmações são improcedentes, incoerentes, desconectadas da realidade e desprovidas de qualquer amparo legal”, diz nota do ministério.

A pasta, então, voltou a citar uma cláusula de exclusividade do contrato, que prevê que “a contratante terá o direito à exclusividade da vacina” e que o Butantan fica desobrigado apenas se a pasta desistir dos 54 milhões de doses. Mas para isso, o governo federal tem até 30 dias após a entrega da última remessa das 46 milhões de doses para se manifestar, segundo contrato. E o ministério disse ainda que aguardará este prazo contratual para dar uma resposta. Assim, se o Butantan entregar a última remessa (9,9 milhões de doses) no dia 30 de abril, como previsto, o órgão federal tem até fim de maio para se manifestar.

O ministério pontuou também que não celebrou contrato com o Instituto Butantan ou com o governo de São Paulo, mas, sim, com a Fundação Butantan, representada no ato legal pelo seu presidente, Rui Curi. “O ato midiático promovido pelo governo de São Paulo, sem governança sobre o presente contrato, promove a desinformação, a divisão e a politização da saúde pública do povo brasileiro”, pontuou.

Na quarta, Covas disse ainda que havia enviado na semana passada um ofício ao ministério, e que aguardava a resposta. A pasta disse que recebeu o ofício por e-mail apenas na última terça-feira (26), apesar de estar com a data do dia 21, quinta-feira da semana passada. “Em seu conteúdo, há somente a solicitação para que o contratante [Ministério da Saúde] avalie a possibilidade de antecipar sua manifestação sobre a opção de compra das doses adicionais”, afirmou o ministério.

 

Ver mais

Política BSB

Termina hoje prazo para justificar ausência no 2º turno da eleições

Publicado

dia

Por

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomenda que a justificativa seja feita, preferencialmente, por meio do aplicativo e-Título

(crédito: Antonio Augusto/Ascom/TSE)

O eleitor que não compareceu às urnas no segundo turno das eleições municipais de novembro tem até esta quinta-feira (28) para justificar a ausência. Caso o procedimento não seja realizado, o eleitor fica sujeito a pagar uma multa. Para o primeiro turno, o prazo já se encerrou em 14 de janeiro.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomenda que a justificativa seja feita, preferencialmente, por meio do aplicativo e-Título, disponível para celulares com sistemas operacionais Android ou iOS.

O procedimento pode ser feito também pela internet, em um computador, por meio do Sistema Justifica. Ou ainda de modo presencial, no cartório eleitoral. Em todo caso, o eleitor precisará preencher um Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE), descrevendo por que não votou.

O TSE pede que seja anexada alguma documentação para comprovar a razão da falta. Isso porque o requerimento de ausência pode ser recusado pela Justiça Eleitoral, se a justificativa não for plausível ou se o formulário for preenchido com informações que não permitam identificar corretamente o eleitor, por exemplo.

Se tiver o requerimento negado, para regularizar sua situação o eleitor precisará pagar a mesma multa de quem perdeu o prazo para a justificativa. O valor da multa pode ser de até R$ 3,51. O valor exato deve ser estipulado pelo juízo de cada zona eleitoral. Existe a possibilidade de o eleitor solicitar isenção, se puder comprovar que não tem recursos para arcar com a penalidade

O eleitor que não regularizar a situação pode ficar sujeito a restrições no futuro. Desde a semana passada, entretanto, as sanções para quem não justificou nem pagou a multa foram suspensas pelo TSE. O tribunal alerta, contudo, que se trata de uma medida temporária, e não de uma anistia permanente, que só poderia ser implementada pelo Congresso.

Nas eleições 2020, foi registrada abstenção recorde tanto no primeiro turno, de  23,14% do eleitorado, como no segundo turno, de 29,5%. Quando foram realizadas as votações, em 15 e 29 de novembro, o Brasil registrava 147.918.483 eleitores aptos a votar.

A justificativa para a ausência é necessária porque o voto é obrigatório para quem tem entre 18 anos e 70 anos de idade, conforme o artigo 14 da Constituição. Pelo Código Eleitoral, quem não justificar nem pagar a multa pela ausência fica impedido de exercer vários direitos:

– obter passaporte (1) ou carteira de identidade;

receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público, autárquico ou paraestatal, bem como fundações governamentais, empresas, institutos e sociedades de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam serviço público delegado, correspondentes ao segundo mês subsequente ao da eleição;

– participar de concorrência pública ou administrativa da União, dos estados, dos territórios, do Distrito Federal, dos municípios ou das respectivas autarquias;

– obter empréstimos nas autarquias, nas sociedades de economia mista, nas caixas econômicas federais e estaduais, nos institutos e caixas de previdência social, bem como em qualquer estabelecimento de crédito mantido pelo governo, ou de cuja administração este participe, e com essas entidades celebrar contratos;

– inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, e neles ser investido ou empossado;

 renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo;

– praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda;

– obter certidão de quitação eleitoral;

– obter qualquer documento perante repartições diplomáticas a que estiver subordinado.

Ver mais

Política BSB

PSL negocia vice-presidência da Câmara em troca de apoio a Lira

Publicado

dia

Por

Assunto foi tratado nesta quarta-feira (27/1), durante café da manhã de deputados do partido com Bolsonaro; atualmente, o vice da chapa do candidato é do PL

(crédito: Luis Macedo/Camara dos Deputados)

Em café da manhã nesta quarta-feira (27/1) com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio da Alvorada, deputados do PSL confirmaram que votarão em Arthur Lira (PP-AL) na eleição para a presidência da Câmara, marcada para a próxima segunda-feira (1º/2). Uma das condições do partido, porém, é ocupar a vice-presidência da Casa em uma eventual vitória de Lira. Essa exigência deve trazer dor de cabeça para o candidato alagoano, que tem como vice da chapa, desde o início da campanha, o deputado Marcelo Ramos (PL-AM).

O PSL tem sido alvo de disputa entre as candidaturas de Lira e de seu principal adversário, Baleia Rossi (MDB-SP). Inicialmente, o partido apoiava o emedebista, mas 36 deputados da legenda, a maioria da bancada, decidiram aderir ao candidato do PP. O PSL está rachado em dois grupos desde que Bolsonaro se desfiliou da sigla, em 2019, em meio a uma disputa pelo controle da máquina partidária.

O café da manhã, que não constava da agenda oficial de Bolsonaro, reuniu 30 deputados do PSL. O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, também compareceu.

Na saída do encontro, Bolsonaro disse, em frente ao Palácio da Alvorada, que espera “participar e influir” na eleição para a presidência da Câmara. “Viemos fazer uma reunião, aí, com 30 parlamentares do PSL e vamos, se Deus quiser, participar e influir na presidência da Câmara com estes parlamentares, de modo que possamos ter um relacionamento pacífico e produtivo para o nosso Brasil”, afirmou o presidente.

O PSL tenta emplacar como vice na chapa de Lira o deputado Major Vítor Hugo (GO), que já foi líder da sigla na Câmara. Essa informação foi confirmada ao Correio por Bibo Nunes (RS), um dos presentes ao café da manhã. “Vamos tentar pegar a primeira vice com o Major Vitor Hugo. Vamos tentar, pois somos 36 deputados do PSL. A maioria”, disse Nunes.

O parlamentar gaúcho também fez campanha para Vítor em um vídeo divulgado pelas redes sociais, divulgado após o café da manhã. Nas imagens, ele apresenta o deputado goiano como “o homem da Mesa” e diz que, apesar de não ser astrólogo, o colega “será o vice-presidente, merecidamente, para o bem da Câmara e por bem dos aliados do presidente” Bolsonaro.

Maia

A interferência do chefe do Executivo na disputa interna da Câmara tem incomodado o atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), principal apoiador da candidatura de Baleia Rossi. Na terça-feira (26), Maia ligou para o ministro Ramos, responsável pela articulação política do governo, para reclamar da interferência do Planalto na eleição.

A disputa pela vice-presidência na chapa de Lira deve trazer algum desconforto para a relação entre o candidato e o PL, atual ocupante da posição. Como na eleição para a presidência da Câmara, o voto será secreto, qualquer movimento em falso dos candidatos pode abrir caminho para “traições” de última hora.

 

Ver mais

Política BSB

Decreto que cria Política de Modernização do Estado é publicado no DOU

Publicado

dia

Por

Caberá ao Fórum Nacional de Modernização do Estado propor a adoção de modelos e estratégias nacionais ou internacionais que envolvam a temática de modernização do Estado

(crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

O governo federal publicou hoje (27), no Diário Oficial da União (DOU), um decreto instituindo o programa a Política Nacional de Modernização do Estado (Moderniza Brasil) e o Fórum Nacional de Modernização do Estado. Segundo o decreto, a política tem por objetivo direcionar os esforços governamentais para aumentar a eficiência e modernizar a administração pública, a prestação de serviços e o ambiente de negócios para melhor atender às necessidades dos cidadãos.

A atuação se dará por meio da integração de ações de modernização já existentes, com coordenação, articulação, adequação, monitoramento e avaliação das políticas, programas, ações e iniciativas do Poder Executivo Federal, em parcerias da União com estados, Distrito Federal e iniciativa privada.

Entre os princípios da política estão o foco nas necessidades dos cidadãos; a simplificação normativa e administrativa; a confiabilidade na relação Estado-cidadão e a competitividade dos setores público e privado.

Caberá ao Fórum Nacional de Modernização do Estado propor a adoção de modelos e estratégias nacionais ou internacionais que envolvam a temática de modernização do Estado, auxiliar na elaboração de um plano de modernização e traçar as diretrizes para a concessão de um selo de modernização do estado criado com a política.

O fórum será presidido pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República e contará com representantes dos ministérios da Economia; Comunicações; Ciência, Tecnologia e Inovações; da Controladoria-Geral da União; da Secretaria de Governo da Presidência da República, e da Advocacia-Geral da União.

Ver mais

Política BSB

Sob pressão, Baleia Rossi tenta conter dissidências e reduzir apoio a Arthur Lira

Publicado

dia

Por

No PSB, apoiadores de Lira dizem que não há 16 de 31 assinaturas necessárias para aderir ao bloco de Baleia

 

O crescimento da dissidência a favor de Arthur Lira (PP-AL) no DEM abriu uma crise entre os dois principais caciques do partido (Montagem/Exame)

A menos de uma semana da eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, a campanha de Baleia Rossi (MDB-SP) intensificou a operação para evitar mais “traições” a favor de Arthur Lira (PP-AL) que colocariam em risco suas pretensões. Baleia, apoiado pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), está sob risco de perder votos em diversos partidos de seu bloco, como o PSB, PSDB, DEM, MDB e PT, para Lira, candidato do presidente Jair Bolsonaro.

Uma das maiores fragilidades da campanha está no PSB — apoiadores de Lira dizem que não há 16 de 31 assinaturas necessárias para aderir ao bloco de Baleia. A cúpula do partido pressiona para que os parlamentares fiquem fiéis ao candidato do MDB, mas há cerca de 18 deputados simpáticos a Lira no partido, na contagem dos apoiadores do deputado do PP.

Contra orientação de Maia, onze deputados do DEM já declaram voto em Arthur Lira

O crescimento da dissidência a favor de Arthur Lira (PP-AL) no DEM abriu uma crise entre os dois principais caciques do partido, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), e o presidente da legenda, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, dois antigos aliados. Onze deputados da sigla já afirmam que votarão em Lira, que tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro, e não em Baleia Rossi (MDB-SP), patrocinado por Maia.

Ainda há dois ministros do governo, Onyx Lorenzoni (Cidadania) e Tereza Cristina (Agricultura), que voltarão à Casa para votar no preferido do Planalto, somando 13 parlamentares. O DEM terá 30 votos na eleição, que ocorre na segunda-feira.

Ver mais

Hoje é

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Publicidade

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?