O setor público, que inclui o governo central, Estados, municípios e estatais (exceto Petrobras e Eletrobras), teve um déficit de R$ 56,1 bilhões em maio, conforme informou o Banco Central na terça-feira, 30. Em abril, o setor havia registrado superávit de R$ 24,6 bilhões. Em maio de 2025, o déficit foi de R$ 33,7 bilhões.
Esse déficit foi maior do que o estimado pela pesquisa Projeções Broadcast, cujo valor mediano era de R$ 53,9 bilhões. As previsões variavam entre R$ 57 bilhões e R$ 38,9 bilhões em déficit.
Esse é o maior déficit registrado para o mês de maio desde 2024, quando o valor foi de R$ 63,9 bilhões.
Em maio de 2026, o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e INSS) registrou déficit de R$ 55,2 bilhões. Estados e municípios somaram um déficit de R$ 1,2 bilhão, enquanto as empresas estatais apresentaram superávit de R$ 273 milhões.
Os Estados tiveram um déficit de R$ 956 milhões e os municípios, de R$ 280 milhões.
Acumulado
De janeiro a maio de 2026, o setor público acumulou um déficit de R$ 24,9 bilhões, o que corresponde a 0,45% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados do Banco Central.
O déficit acumulado do governo central chegou a R$ 46,1 bilhões (0,83% do PIB), enquanto as estatais acumularam um déficit de R$ 7,4 bilhões (0,13% do PIB). Em contraste, os governos regionais apresentaram um superávit de R$ 28,7 bilhões (0,52% do PIB).
Separadamente, os Estados registraram superávit de R$ 20 bilhões (0,36% do PIB) e os municípios tiveram saldo positivo de R$ 8,6 bilhões (0,16% do PIB).
Estadão Conteúdo.
