A bandeira amarela continua aumentando o valor da conta de luz no Brasil, o que está incentivando projetos como o novo parque solar em Niterói. Anderson Oliveira, especialista no setor, destacou que a tecnologia solar fotovoltaica pode diminuir a dependência da rede elétrica em até 95%.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou que, em julho de 2026, a bandeira tarifária permanecerá amarela, com um custo adicional de R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos. A falta de água nos reservatórios hidrelétricos faz subir os custos de energia e acelera a procura por energia solar no país.
A bandeira amarela se mantém por causa da estação seca, que reduz o armazenamento nos reservatórios e obriga o uso de usinas termelétricas caras. Por isso, a Prefeitura de Niterói inaugurou o Parque Solar do Morro da Boa Vista, investimento de R$ 7,7 milhões em uma área de encosta no bairro São Lourenço.
Alguns dados técnicos do projeto municipal são:
- Mais de 2.000 módulos fotovoltaicos instalados em série.
- Produção estimada entre 150 mil e 165 mil kWh por mês.
- Economia anual prevista de R$ 1,6 milhão no orçamento da cidade.
O sistema de bandeiras tarifárias funciona assim para o consumidor:
- Bandeira verde: energia com custo normal, sem acréscimo;
- Bandeira amarela: acréscimo de R$ 0,01885 por kWh consumido;
- Bandeira vermelha – Nível 1: acréscimo de R$ 0,04463 por kWh;
- Bandeira vermelha – Nível 2: acréscimo de R$ 0,07877 por kWh.
Anderson Oliveira, CEO do Grupo EcoPower Eficiência Energética, explicou que as mudanças nas regras de energia estão acelerando o uso de fontes alternativas, como a solar, que pode reduzir o consumo da rede em até 95%, otimizando a energia usada no país.
Ele ressaltou que a EcoPower oferece desenvolvimento, instalação e manutenção de sistemas fotovoltaicos para residências, empresas, indústrias e propriedades rurais, permitindo aos consumidores produzir sua própria energia a partir do sol com painéis que duram cerca de 25 anos.
A Prefeitura de Niterói também destacou que a usina solar ajuda a proteger o meio ambiente e que os recursos economizados serão aplicados em novos projetos locais.
Anderson Oliveira ainda destacou que a crescente procura pela energia solar pelo setor público e empresas mostra os benefícios dessa fonte limpa: a economia gerada permite que cidades invistam mais em serviços públicos como educação, saúde e segurança, e que as empresas reduzam custos para oferecer melhores produtos a preços competitivos.
