FOLHAPRESS
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou que, em junho, a conta de luz continuará com a bandeira amarela. Isso significa que os consumidores vão pagar um valor extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, pelo segundo mês consecutivo.
A agência explicou que essa cobrança adicional permanece por causa do período de pouca chuva no Brasil, que reduz a geração de energia pelas hidrelétricas e aumenta o uso das usinas termelétricas, que custam mais caro.
De janeiro a abril deste ano, a bandeira foi verde, ou seja, sem custos extras, devido às boas condições para gerar energia. Em maio, a bandeira amarela começou a valer por causa da menor quantidade de chuvas na transição da estação chuvosa para a seca.
Essa mudança no valor da conta de luz fez com que ela subisse 2,16%, influenciando na alta da inflação medida pelo IPCA-15, que teve seu maior aumento em maio nos últimos dez anos. A energia elétrica foi o principal motivo dessa alta, contribuindo com 0,09 pontos percentuais.
Aneel também ressaltou que esses custos extras reforçam a importância de os consumidores economizarem energia para evitar desperdício e ajudar na sustentabilidade do setor elétrico.
O sistema de bandeiras tarifárias, que ajusta mensalmente o custo da energia para os consumidores, está em vigor há dez anos.
Entenda as bandeiras tarifárias
- Bandeira verde: condições favoráveis para gerar energia. A conta não tem custo adicional.
- Bandeira amarela: condições menos favoráveis. A conta tem acréscimo de R$ 0,01885 por kWh consumido.
- Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais caras para gerar energia. A conta tem acréscimo de R$ 0,04463 por kWh.
- Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais caras. A conta tem acréscimo de R$ 0,07877 por kWh.

