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Como comprar smartphones, computadores e tablets que durem

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Acha que precisa daquele novo aparelho sensacional? Cuidado: não caia na armadilha de profissionais de marketing

A ideia fundamental é comprar aquilo de que você realmente precisa (Glenn Harvey/The New York Times)

Quando compramos um aparelho hoje em dia, raramente acreditamos que ele vá durar.

Esperamos jogar um console de videogame apenas enquanto as empresas produzirem jogos para ele. Esperamos usar um smartphone ou um laptop apenas enquanto a bateria resistir, ou até que não possa mais rodar um software importante.

Em algum momento, achamos que devemos fazer um upgrade. Precisamos ter o melhor e mais recente modelo de câmera, e os aplicativos que funcionem mais rápido. Devemos ter telas mais brilhantes.

O negócio é o seguinte: isso é obra de profissionais de marketing, algo programado em nosso subconsciente. A realidade é que os eletrônicos de consumo, como o celular, o computador e o tablet, podem durar muitos anos. Basta uma pesquisa para comprar a tecnologia que vai durar. Esse exercício será cada vez mais importante em uma recessão induzida pela pandemia, o que forçou muitos de nós a apertar o cinto.

“É uma questão de comprar aquilo de que você precisa, e não o que a empresa alega que você precisa”, disse Carole Mars, diretora de desenvolvimento técnico e inovação do Consórcio de Sustentabilidade, que estuda a sustentabilidade dos bens de consumo.

Escolher estrategicamente a tecnologia com uma vida útil mais longa não é intuitivo. Envolve avaliar a facilidade ou não de reparar um determinado produto, e determinar quando faz sentido investir mais dinheiro. Aqui estão algumas perguntas a considerar em longo prazo.

O produto pode ser facilmente consertado?

Da próxima vez que você comprar um produto eletrônico, tente isto: antes de comprá-lo, descubra se você ou um profissional podem facilmente resolver algum problema. Se assim for, então vá em frente. Se for muito difícil, ignore-o, mesmo que seja uma opção difícil.

Vincent Lai, que trabalha para o Fixers’ Collective, um clube social em Nova York que conserta dispositivos antigos, ofereceu várias abordagens para avaliar se um aparelho pode ser facilmente consertado:

– Consulte o iFixit, site que oferece instruções sobre reparos de dispositivos. Para alguns produtos, o site abre os aparelhos e faz uma análise de sua facilidade de conserto. O iPhone SE da Apple, por exemplo, tem uma pontuação de reparo de 6 em 10 (10 sendo o mais fácil de reparar), por isso pode ser um dispositivo que vale a pena ser considerado para aqueles que buscam uma vida útil longa.

– Verifique se técnicos locais trabalham com o dispositivo. Muitos deles têm as peças e a capacidade de prestar serviços a telefones populares, como o iPhone e o Samsung Galaxy. Mas, se você quer comprar um aparelho de uma marca menos popular, como OnePlus ou Motorola, vale a pena ligar primeiro para descobrir se alguém pode consertá-lo caso algo dê errado.

– Descubra se há uma comunidade de entusiastas. Às vezes, não há assistência técnica local, mas talvez haja entusiastas que escrevam os próprios guias, que você pode seguir. Embora você provavelmente não possa encontrar alguém para consertar uma escova de dente elétrica Philips Sonicare que está fora da garantia, existem instruções sobre como fazê-lo no iFixit.

A bateria pode ser substituída?

Um dos indicadores mais claros da durabilidade de um produto é se a bateria é substituível. Os aparelhos que funcionam sem fio são alimentados por uma bateria de íons de lítio, que pode ser carregada apenas um número finito de vezes antes de se deteriorar.

Felizmente, a maioria dos telefones e laptops tem bateria que pode ser substituída por profissionais. Mas produtos mais compactos têm componentes colados e bem fechados, impossibilitando a substituição. Fones de ouvido sem fio como os AirPods da Apple e o QuietComfort 35 da Bose são exemplos de produtos populares com bateria insubstituível. Uma vez que a bateria morre, você tem de comprar outros.

Por isso, se você está comprando um produto com uma bateria – incluindo molduras digitais, câmeras de segurança sem fio e alto-falantes Bluetooth –, faça uma pesquisa na web para ver se a peça pode ser substituída. Se não, considere-o descartável.

O produto é confiável?

Como os eletrodomésticos, os produtos tecnológicos têm taxas de falha – a proporção entre unidades boas e defeituosas. Essas taxas podem dar uma noção da confiabilidade de uma marca.

A “Consumer Reports”, conhecida por publicar classificações de confiabilidade para eletrodomésticos, compila dados de confiabilidade semelhantes para smartphones, laptops, tablets, TVs e impressoras, fazendo pesquisa com seus assinantes que são usuários dos produtos.

As pessoas tendem a ter mais problemas com produtos que têm peças móveis, como impressoras com cartuchos de tinta, do que com eletrônicos como TVs ou tablets, explicou Jerry Beilinson, editor de tecnologia da “Consumer Reports”. As impressoras Brother se saíram bem nas pesquisas da publicação. Entre os telefones, Apple e Samsung tinham fortes índices de confiabilidade.

Lai, do Fixers’ Collective, recomenda uma abordagem antiquada para avaliar a confiabilidade. Ele lê fóruns web como o Reddit para ver o que as pessoas estão dizendo sobre um produto. Se um grande número de clientes relatar problemas com o dispositivo, ele o risca de sua lista.

Eu deveria gastar mais?

Outra regra a ser considerada é investir mais em um produto para fazê-lo durar. Isso não significa que você tem de comprar o celular ou o computador mais caro do mercado, mas sim investir em configurações que o farão mais feliz no longo prazo, disse Nick Guy, escritor sênior da Wirecutter, uma publicação do “The New York Times” que testa produtos.

Vamos usar o iPad como exemplo. Se você quisesse um iPad, poderia pagar US$ 329 pelo modelo básico, com 32 gigabytes de armazenamento. Mas provavelmente é melhor gastar US$ 429 no modelo com 128 gigabytes de armazenamento – isso quadruplica a capacidade, que você pode usar para manter aplicativos, jogos, fotos e vídeos para os anos seguintes.

Na linguagem tecnológica, essa estratégia é conhecida como “futureproofing” (garantia de futuro).

Se você desanima com a ideia de gastar muito, há uma maneira de contornar isso. É possível comprar o mesmo produto remodelado – o que significa que foi devolvido por um cliente e restaurado à sua antiga glória – com um desconto significativo, segundo Mars.

O software é de fácil atualização?

A maioria dos aparelhos modernos, como smartphones e tablets, não tem peças móveis, por isso seu software desempenha um papel importante na determinação de sua longevidade. Depois que uma empresa deixa de fornecer atualizações de software para um dispositivo, você pode esperar problemas – por exemplo, seus aplicativos favoritos deixam de funcionar corretamente.

É aqui que o iPhone tem uma vantagem sobre o Android. Todos os anos, quando a Apple lança um novo sistema operacional para o iPhone, ele geralmente funciona em celulares de até cinco anos atrás. (O iOS 14 da Apple, com lançamento previsto para este outono, suportará o iPhone 6S de 2015.) Isso significa que, quando você comprar um iPhone, ele provavelmente terá novos recursos e melhorias de estabilidade por pelo menos cinco anos.

Os usuários de Android terão mais dificuldades. Normalmente, os fabricantes fornecem atualizações de software para dispositivos Android por dois ou três anos.

Para contornar isso, os usuários podem recorrer à comunidade. Para alguns telefones Android, informou Lai, há entusiastas que oferecem as chamadas ROMs, sistemas operacionais personalizados que podem ser instalados para manter o software atualizado. Verifique o site XDA Developers para ver se estão desenvolvendo software personalizado para o celular Android que você pretende comprar.

O produto resolve meu problema?

Muitos dos chamados aparelhos domésticos inteligentes – aparelhos comuns com sensores sem fio e conexão à internet – oferecem benefícios interessantes, como uma geladeira com uma câmera que envia um alerta para nosso telefone quando o leite está acabando.

Basta ter em mente que produtos domésticos inteligentes podem criar mais problemas do que resolvê-los. Uma lata de lixo que abre automaticamente sua tampa quando você move a mão sobre ela pode parecer mágica, mas depende de baterias e peças móveis que acabam se desgastando.

“Se o objeto se move, se pisca, se pode se conectar à internet e coletar seus dados, é um eletrônico, e vem com todos os problemas de um eletrônico”, afirmou Mars.

A ideia fundamental é comprar aquilo de que você realmente precisa. Às vezes, um produto não inteligente serve muito bem.

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Além do ponto laranja: as novas funções de segurança do iPhone com iOS 14

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Atualização do sistema operacional do iPhone trouxe uma ferramenta de segurança que não agradou o Facebook

iPhone: iOS 14 promete aumentar a segurança dos usuários (Victor Caputo/Site Exame)

A nova atualização do sistema operacional da Apple, o iOS 14, foi liberado para iPhones e outros dispositivos da marca na semana passada. Um ponto laranja ao utilizar determinados aplicativos se tornou um enigma na cabeça dos usuários do aparelho — recurso que visa informar que o app usado naquele momento tem acesso à câmera e ao microfone do smartphone. Mas, além disso, outras novas ferramentas de segurança foram adicionadas à atualização.

Uma delas é a alteração de permissão de compartilhamento de localização com alguns aplicativos. Ao acessar “Ajustes > Privacidade > Serviços de Localização”, o usuário pode configurar, aplicativo por aplicativo, qual pode ter acesso à localização do seu dispositivo somente quando ele estiver sendo utilizado, sempre, nunca, ou se o app precisará perguntar toda vez que você abri-lo se você permite que ele acesse esse dado. Agora o indivíduo também pode escolher se quer oferecer apenas uma localização aproximada ou a localização exata do dispositivo.

Também na opção de privacidade do menu de ajustes, o usuário pode decidir quais aplicativos terão acesso às fotos amarzenadas no aparelho, e lá também se pode decidir se um app pode ter acesso a apenas algumas fotos ou álbuns ou se ele não pode acessar nenhuma das imagens. Depois de atualizado, toda vez que um aplicativo que precisa usar suas fotos for aberto em seu iPhone, será necessário confirmar a sua permissão. Se mudar de ideia depois, o usuário pode acessar “Ajustes > Privacidade > Fotos“.

O usuário também conseguirá, com o iOS 14, limitar o rastreamento de determinados aplicativos. Se você optar por cancelar qualquer pedido de rastreamento de um app, “qualquer aplicativo que tentar te pedir permissão terá essa função bloqueada e automaticamente será informado que você optou por não ser rastreado”. Com o bloqueio, o aplicativo também perderá acesso aos identificadores de anúncio do dispositivo. Para fazer qualquer alteração nessa parte, vá em “Ajustes > Privacidade > Rastreamento“. Se você permitir, as opções serão controladas da mesma forma que as fotos e a localização e a decisão poderá ser feita diferentemente de um app para o outro. Mas, segundo a Apple, a função estará funcionando totalmente em 2021, quando ela se tornará obrigatória para os desenvolvedores. É daí que surgiu a reclamação do Facebook de que essa opção pode acabar atrapalhando os anúncios que a rede social mostra para sua base de usuários.

Agora também é possível ver quais cookies de rastreamento foram bloqueados no Safari. Basta abrir o aplicativo e clicar no menu “AA”, no canto esquerdo da barra de endereços do navegador, e acessar a opção “Relatório de Privacidade”. Ali é mostrado quantos cookies do tipo foram bloqueados nos últimos 30 dias.

Em breve, o usuário também poderá ter um breve resumo das práticas de privacidade de um aplicativo antes de ser baixado na App Store — o que pode ter uma aderência maior do que os “Termos & Condições” enormes que poucos leem até o final. A opção ainda não está disponível porque os desenvolvedores precisam adicionar os resumos aos seus apps.

Por fim, as pessoas serão notificadas quando uma senha guardada no iCloud tiver sido violada. Para receber esse tipo de informação, clique em “Ajustes > Senhas” e deixe a opção de “Dectectar senhas comprometidas” ligada.

Aderência ao iOS 14

A aderência ao iOS 14 está sendo muito maior do que a do iOS 13, lançado no ano passado, segundo um relatório da empresa americana de serviços Mixpanel. Até o momento, nesta terça-feira, 22, a nova atualização do sistema operacional da Apple já está disponível em 29,27% dos dispositivos da marca. Em 2019, o iOS 13 demorou sete dias para alcançar a marca de 20% de instalações totais — que o iOS 14 não só atingiu, mas já bateu com folga.

No mundo todo, até agosto deste ano, o sistema operacional mais utilizado era o Android, do Google, usado por 74,25% dos usuários de smartphones. Em segundo lugar vem o iOS, com uma fatia de 25,15%.

 

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Apple ou Samsung? Mark Zuckerberg revela sua marca de smartphone preferida

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Fundador do Facebook revelou qual sua marca preferida durante uma entrevista para o youtuber Marques Brownlee

(Kay Nietfeld / AFP/AFP)

Mark Zuckerberg finalmente deu um fim a uma das principais perguntas pessoais ao seu respeito e que circulam na internet. Em uma entrevista em vídeo para o youtuber Marques Brownlee, o fundador do Facebook revelou qual a marca de smartphone é a sua preferida. E a escolha pode ser uma surpresa para alguns.

A revelação de Zuckerberg foi feita após Brownlee perguntar qual smartphone estava em seu bolso no momento da entrevista. Aos risos, Zuckerberg disse: “Sabe, tenho usado smartphones da Samsung por alguns anos e sou um grande fã deles. Acho que fazem ótimos celulares”. Ele também elogiou o sistema operacional Android, presente nos aparelhos da marca.

Vale lembrar que Zuckerberg já foi alvo de uma polêmica envolvendo marcas de celulares. O Em 2018, foi noticiado pelo jornal The New York Times de que o executivo havia proibido alguns funcionários de alto-escalão da rede social de utilizarem aparelhos da Apple.

O ato teria sido uma represália a críticas feitas pela Apple ao Facebook após o escândalo envolvendo a consultoria Cambridge Analytica. Na época, a rede social foi acusada de permitir que a consultoria britânica utilizasse dados de mais de 70 milhões de usuários da rede social na tentativa de manipular as eleições americanas e o referendo do Brexit.

E entrevista completa de Mark Zuckerberg, em inglês, pode ser vista neste link.

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Mercado em torno do Android movimenta R$ 136 bilhões, 2% do PIB

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O sistema operacional do Google é o favorito entre os desenvolvedores e usuários de smartphones no país, diz estudo

Android: dispositivos móveis com o sistema do Google ocupam quase metade do mercado nacional (Nurphoto/Getty Images)

Um novo estudo, realizado pela consultoria global Bain & Company, analisou os impactos que o sistema operacional Android possui no Brasil.

Gerando mais de 630 mil empregos diretos em todo o território nacional, o ecossistema representa uma boa parte da indústria de tecnologia e telecomunicações brasileira.

No início da década, uma porcentagem de 41% das pessoas maiores de 16 anos utilizava a internet. Hoje, esse número cresceu para mais de 70%. Dentre os brasileiros que utilizam a internet, mais de 90% faz uso do sistema operacional do Google, o Android.

Uma das razões para a maior adesão de dispositivos móveis com Android é o seu custo.

Com preços geralmente mais em conta do que os celulares da Apple, que rodam o sistema iOS, os celulares com o sistema do Google são mais difundidos entre os brasileiros. Nos últimos cinco anos, mais de 24 milhões de brasileiros adquiriram um smartphone Android.

Além da inclusão digital, o estudo também ressaltou que o sistema Android também é responsável por um grande impacto econômico no mercado,

Apenas em 2019, a somatória das receitas de empresas envolvidas com o sistema totalizou 136 bilhões de reais – o que representa 2% do PIB brasileiro. Dentre as empresas, estão serviços como aplicativos de entrega e transporte.

Esse recente fenômeno de crescimento fez com que mais de 75% dos desenvolvedores de aplicativos passassem a trabalhar no setor. Além disso, 83% dos desenvolvedores brasileiros acreditam que a parceria colaborativa entre os programadores e o Android é o que torna o sistema mais atrativo, especialmente para iniciantes.

Para o futuro dos dispositivos móveis, os pesquisadores ressaltam que cada vez mais empresas estarão utilizando o sistema para desenvolver negócios. O baixo custo operacional do 5G, que deve chegar para o Brasil no final de 2021, também irá contribuir para o aumento do uso dos sistemas para desenvolver produtos.

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Tesla divulga novas baterias que podem diminuir custo de carros elétricos

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Em transmissão do “Dia da Bateria”, empresa mostrou novas tecnologias e disse que fará baterias internamente.

Tesla: empresa realiza transmissão para divulgar as novas baterias para seus automóveis (Arnd Wiegmann/Reuters)

O presidente da fabricante de carros Tesla, Elon Musk, anunciou novidades nas baterias dos modelos da empresa, que contarão com uma nova tecnologia, que irá aumentar a potência e alcance dos automóveis da empresa.

O anúncio acontece no “Dia da Bateria”, decretado pela Tesla, e foi parte de um eventro transmitido no site oficial da marca. O evento aconteceu logo após a reunião de acionistas da Tesla, que participaram do evento de dentro de seus carros, no estacionamento da fábrica da empresa em Fremont, na Califórnia.

As novas baterias terão uma tecnologia sem abas e serão 6 vezes mais potentes do que as utilizadas antigamente pela empresa. Além disso, elas também virão com menos peças e terão 5 vezes mais energia do que as antecessoras. As baterias terão um comprimento de 80 milímetros e um diâmetro de 45 milímetros. Durante a transmissão, Musk anunciou que as baterias terão 5 vezes mais energia, 16% mais alcance.

A transição é uma grande mudança para a empresa, que atualmente utiliza baterias de ion de lítio com óxidos de alumínio e níquel da empresa japonesa Panasonic. Com o novo anúncio, a Tesla passará a produzir baterias em casa, o que, segundo Musk, deve diminuir o custo dos veículos elétricos e deixá-los, no limite, com o preço mais próximo de um modelo a combustão.

A mudança de tecnologia também pode impactar o preço dos automóveis, pois devem ajudar a diminuir o custo do kilowatt-hora, medida usada para medir a capacidade das baterias de carros elétricos. “Acredito que com isso poderemos vender um interessante carro elétrico de 25.000 dólares que seja também completamente autônomo”, disse Musk, quando perguntado o que o anúncio significa para os produtos da empresa.

Por meio de sua conta no Twitter, Musk já havia anunciado que as novas baterias chegarão para o mercado apenas em 2022.

Durante a apresentação, Musk relembrou o ano da empresa e destacou o crescimento da fábrica da Tesla em Xangai, na China. O presidente acrescentou que a empresa fechará o ano com um crescimento de cerca de 30%, apesar de 2020 “ter sido o pior ano da história da empresa”.

Para anunciar as baterias, o presidente da Tesla acrescentou que o lançamento faz parte da aceleração das novas tecnologias, mais saudáveis ao planeta, e que a mudança deve ser urgente.

Com as novas baterias, a Tesla irá deixar de depender de outras companhias para movimentar seus automóveis. A novidade, além disso, deve reduzir os custos de produção e venda de um mercado que foi afetado pela pandemia. No primeiro trimestre de 2020, o número de carros elétricos caiu 25%, de acordo com a consultoria americana McKinsey & Company.

A Tesla é a primeira empresa da área a atingir a marca de 1 milhão de veículos elétricos vendidos, se tornando a mais valiosa do mundo.

 

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TikTok com Oracle e Walmart: entenda o negócio bolado por Trump

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O acordo do aplicativo com a empresa de software e a varejista americana prevê a criação de uma nova companhia baseada nos EUA

TikTok (Hollie Adams/Bloomberg/Getty Images)

Criado em 2016 pela empresa de software chinesa ByteDance, aplicativo TikTok se viu no meio de uma disputa geopolítica entre os Estados Unidos e a China nos últimos meses. Em agosto, o presidente Donald Trump chegou a publicar um decreto que proibia o aplicativo nos Estados Unidos caso a ByteDance não se desfizesse da sua operação americana e vendesse o controle do aplicativo a uma empresa americana até o dia 20 de setembro.

Depois de uma negociação intensa, o aplicativo finalizou um acordo com a empresa de software Oracle e a varejista Walmart que agradou o presidente Donald Trump. Com isso, uma ordem que bania o TikTok das lojas de aplicativos a partir deste do domingo (20) foi adiada por uma semana, e a rede social criada pela ByteDance ganhou mais tempo para buscar uma solução para o embate.

O TikTok será vendido?

Os detalhes do acordo do TikTok com a Oracle e o Walmart não são públicos, mas o que se sabe até agora é que a Oracle concordou em uma parceria com o aplicativo para se tornar um “fornecedor tecnológico confiável”.

De acordo com o TikTok, os servidores da companhia serão usados para armazenar e gerenciar os dados dos usuários americanos do aplicativo, uma base de 100 milhões de pessoas.

A iniciativa pretende reduzir as preocupações do governo americano em relação à segurança nacional, para evitar que autoridades da China tenham acesso aos dados dos usuários americanos.

No caso do Walmart, ainda não está claro qual será o papel da varejista  americana na nova empresa.

O TikTok será controlado por americanos?

O acordo prevê a criação de uma nova empresa, a TikTok Global, que terá sede nos Estados Unidos e será responsável pelas operações do aplicativo no país.

De acordo com a imprensa americana, o acordo prevê que a Oracle terá uma participação de 12,5% na nova empresa, e o Walmart outros 7,5%, somando 20% ao todo.

O restante do capital da nova companhia (80%) continuará nas mãos da ByteDance, que tem entre os seus sócios fundos americanos e europeus, como as empresas de private equity General Atlantic, Sequoia Capital e Softbank.

Segundo a imprensa americana, no total, investidores e sócios americanos terão no final o controle de 53% da nova companhia dona do TikTok. No entanto, os fundadores chineses da ByteDance e os funcionários continuarão tendo participação no negócio.

É o fim das tensões?

Ainda não. O acordo com a Oracle e o Walmart ainda precisa ser avaliado e aprovado formalmente pelas autoridades americanas, apesar de o presidente Trump ter dito que estava satisfeito com o negócio “em teoria”.

A ordem que obrigava a retirada do TikTok das lojas de aplicativos nos Estados Unidos foi adiada em uma semana, para o próximo domingo, dia 27 de setembro, até que seja tomada uma decisão sobre o futuro do aplicativo.

Outra incerteza é a posição de Pequim no acordo do TikTok com a Oracle e o Walmart. Em agosto, o governo chinês fez uma mudança nas regras de exportação do país e incluiu uma nova regulamentação que proíbe a venda de tecnologias de inteligência artificial usadas para fazer a recomendação de conteúdo para empresas estrangeiras – uma medida que afeta diretamente o TikTok.

Embora a negociação com as empresas americanas não parece incluir uma venda da tecnologia original do TikTok para a nova companhia sediada nos Estados Unidos, ainda não se saber se as autoridades chinesas de fato vão estar de acordo com o negócio.

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12 mil contas brasileiras são clonadas por dia no WhatsApp

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O estado brasileiro mais atingido pelas clonagens foi São Paulo, com 68,5 mil afetados, segundo pesquisa da startup PSafe

WhatsApp: contas brasileiras são afetadas diariamente por invasores (Thomas Trutschel/Getty Images)

Mais de 12 mil contas de brasileiros no WhatsApp são clonadas por dia, segundo uma pesquisa do dfndr lab, laboratório de segurança da startup brasileira PSafe. Somente no mês de agosto, 377,3 mil contas foram atingidas — número 90% maior do que o registrado em janeiro deste ano.

O estado brasileiro mais atingido pelas clonagens foi São Paulo, com 68,5 mil afetados. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 41,4 mil e, depois, Minas Gerais, com 28,2 mil.

Na publicação do blog do laboratório de segurança, a PSafe afirma que “os golpistas sempre se aproveitam de temas em alta na mídia, como o próprio coronavírus, para criar estratégias e enganar as vítimas. Já identificamos golpes em que pessoas mal-intencionadas tentam se passar por pesquisadores do TeleSUS e até do Instituto DataFolha, alegando que estão fazendo pesquisas sobre a covid-19, e solicitando um suposto código de confirmação enviado para o celular do respondente para validar a pesquisa. O código, na verdade, trata-se do PIN do WhatsApp, um código de segurança único que não deveria ser informado a terceiros, e é de posse desse código que os cibercriminosos conseguem acessar e sequestrar a conta de WhatsApp das vítimas”.

Como se proteger da clonagem do WhatsApp?

Para evitar golpes no aplicativo de mensagens é importante não passar dados pessoais e nem o código PIN do WhatsApp para terceiros e tomar cuidado com os links recebidos.

Também é importante ativar a verificação em duas etapas, o que significa que, quando uma pessoa tentar entrar em sua conta, mas em outro dispositivo, terá de colocar uma senha para conseguir acessá-la. Para habilitar a opção, basta ir nas configurações de sua conta no WhatsApp e clicar em “confirmação em duas etapas” ou “verificação em duas etapas”, dependendo do sistema operacional do seu celular. Então crie uma senha de seis dígitos e não a compartilhe com ninguém.

O que fazer quando a conta é clonada?

Segundo a empresa, em casos de invasão é importante entrar novamente no aplicativo com o seu telefone e confirmar o código de seis dígitos que será enviado por SMS, o que fará com que sua conta deixe de funcionar automaticamente no celular do invasor. É importante também avisar o WhatsApp da situação e fazer um alerta para amigos e familiares não clicarem em nenhum link enviado por você até a situação estar sob controle.

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domingo, 27 de setembro de 2020

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