Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo cumpriram mandados de busca contra dois ex-servidores da Prefeitura de São Paulo nesta terça-feira, 7, suspeitos de fraudar licitações para compra de sistemas de ar-condicionado. Os servidores, exonerados em março, são investigados na Operação Ar Frio por supostamente direcionar processos licitatórios para beneficiar certas empresas em troca de propina entre 2022 e 2025.
A Prefeitura de São Paulo informou que, em março, além de exonerar preventivamente seis servidores, também encaminhou denúncias ao Ministério Público ao identificar irregularidades. A administração municipal e as secretarias dos ex-servidores não são alvo da investigação.
Vinícius Felipe Moreno, que atuava na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras (SIURB), e Bruno Conrado do Espírito Santo, ex-coordenador de licitações da Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB), são os investigados. A reportagem tenta contato com suas defesas.
Os investigadores estranham que um servidor com salário de R$ 2 mil fosse responsável por uma licitação no valor de R$ 1 bilhão. Durante as buscas, foram apreendidos R$ 100 mil em dinheiro com um dos envolvidos.
A apuração inicial, conforme reportado pelo Estadão, indica que várias licitações foram potencialmente manipuladas pelos investigados, incluindo uma contratação de serviços de ar-condicionado, que foi suspensa em 5 de março.
O Gaeco aponta que os valores obtidos com o esquema não correspondem aos salários declarados pelos investigados, indicando possível compra de imóveis, veículos e outros bens por meio de terceiros, o que pode configurar ocultação de patrimônio ilegal.
COM A PALAVRA, A PREFEITURA DE SÃO PAULO
“A Prefeitura de São Paulo esclarece que, em março deste ano, exonerou preventivamente seis servidores e levou a denúncia ao Ministério Público ao receber informações sobre irregularidades envolvendo eles. A administração reforça seu compromisso com ética, transparência e respeito ao dinheiro público, e continuará colaborando para que as denúncias sejam investigadas rigorosamente, garantindo o interesse público.”
Estadão Conteúdo.
