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Cientistas trabalham em injeção anticoncepcional para homens

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Método contraceptivo está sendo desenvolvido na Índia e apresentou eficácia de 97,3% nos testes realizados

Injeção: polímeros aplicados próximo aos testículos bloqueiam o caminho dos espermatozoides (Photo/Getty Images)

São Paulo – Uma injeção próxima aos testículos poderá se tornar o método de aplicação do primeiro contraceptivo masculino injetável do mundo. Desenvolvido na Índia, o método anticoncepcional está em fase final de testes.

A espera se dá por conta de uma aprovação do Controlador Geral de Remédios Indianos, órgão que funciona como uma espécie de Anvisa no país. A previsão é de que o veredito sobre a aprovação ou rejeição do contraceptivo ocorra em até sete meses. Ainda não há previsão de quando o medicamento chegaria ao mercado.

Estudado desde 1984, o método tem mostrado ser eficiente nos testes. Em avaliações com 303 voluntários, a taxa de eficácia de prevenção de gravidez foi de 97,3%. Para efeito de comparação, a camisinha – que também protege contra a transmissão de doenças sexuais – tem taxa de eficácia de 98%.

De acordo com o site Hindustan Times, o procedimento é simples e não registrou efeitos colaterais. A injeção aplicada leva material sintético para bloquear com um polímero o ducto deferente, canal em que os espermatozoides viajam até a ejaculação do esperma masculino.

Após a injeção, os efeitos para inibir a viagem dos espermatozoides duram por até 13 anos. O processo, porém, pode ser revertido quando o paciente desejar a partir do uso de medicações que anulem o efeito da injeção.

Criar um contraceptivo masculino é um desejo antigo de pesquisadores científicos e também da indústria farmacêutica. Nos Estados Unidos, testes com pílulas anticoncepcionais masculinas foram interrompidos por conta de efeitos colaterais como mudanças de humor, problemas dermatológicos entre outros – quase todos semelhantes aos apresentados por mulheres.

Mesmo assim, os testes continuam. Na Universidade de Washington, por exemplo, uma pilula está sendo criada para impedir a produção dos espermatozoides. Testes em humanos já foram realizados e tiveram resultados positivos. A previsão, contudo, é que o medicamento só chegue ao mercado daqui dez anos.

 

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Primeira etapa do próximo foguete que irá à Lua foi concluída

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O foguete SLS será maior que a Estátua da Liberdade e mais poderoso que o famoso Saturno V, que levou astronautas americanos ao satélite em 1969

Lua: Nasa prepara foguete para voltar à Lua (Soeren Stache/Getty Images)

A primeira etapa do primeiro exemplar do foguete de lançamento SLS da Nasa foi concluída — afirmou nesta segunda-feira (9) o chefe da agência espacial americana, que assegurou que o programa de retorno à Lua será mantido para 2024.

“A primeira etapa está completamente concluída”, diz uma faixa no local da montagem de Michoud, em Nova Orleans, onde fica a base principal do Sistema de Lançamento Espacial (SLS), construído pela Boeing para a Nasa.

Este equipamento laranja, que contém quatro motores, mede 60 metros de altura e conterá 2,7 milhões de litros de hidrogênio e oxigênio líquidos.

Seu papel será empurrar a cápsula habitada Orion a uma velocidade suficientemente alta (39.000 km/h) para que ela possa se separar da gravitação da Terra e se mover em direção à Lua.

O foguete SLS será maior que a Estátua da Liberdade e mais poderoso que o famoso Saturno V, que levou astronautas americanos à Lua de 1969 a 1972.

Desta vez, o programa não se chama Apollo, mas Artemis. A missão Artemis 1, originalmente programada para 2020, provavelmente decolará em junho de 2021, de acordo com um relatório de auditoria independente. Este primeiro voo de teste será sem astronautas.

“Vamos testar sua capacidade, vamos levá-la ao Cabo (Canaveral) e estaremos prontos para lançar astronautas americanos na Lua novamente”, disse Jim Bridenstine, administrador da Nasa.

Ele reiterou que a missão Artemis 3, que enviará os astronautas para pisar em solo lunar, será realizada em cinco anos, conforme solicitado pelo presidente Donald Trump.

“Nosso objetivo é enviar a primeira mulher e o próximo homem ao Polo Sul da Lua em 2024”, completou.

As despesas totais do programa de retorno à Lua, incluindo o SLS, Orion e as instalações terrestres, são próximas a US$ 34 bilhões.

 

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Brasil lançará, no dia 20, sexto satélite em parceria com a China

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O equipamento será lançado a partir de um espaço específico para isso em Taiyuan, no país asiático

Satélites: o lançamento faz parte, segundo Bolsonaro, de um acordo de cooperação fechado com os chineses em 1988 (ESA–Pierre Carril/Divulgação)

O lançamento do satélite CBERS-4A, desenvolvido pelo Brasil em parceria com a China está marcado para o dia 20, à 0h21, horário de Brasília. O equipamento será lançado a partir do Centro de Lançamento de Satélite de Taiyuan (TSLC – Taiyuan Satellite Launch Center), no país asiático. O evento foi mencionado pelo presidente Jair Bolsonaro em uma publicação no Twitter, na tarde desta segunda-feira (9).

“No próximo dia 20, serão lançados, da China, o satélite CBERS-4A, para monitoramentos diversos, e o nanossatélite Floripasat. Montado no INPE, com parte de tecnologia nacional, o CBERS-4A faz parte de um acordo de cooperação com a China desde 1988”, escreveu o presidente.

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

– No próximo dia 20, serão lançados, da China, o satélite CBERS-4A, para monitoramentos diversos, e o nanossatélite Floripasat. Montado no INPE, com parte de tecnologia nacional, o CBERS-4A faz parte de um acordo de cooperação com a China desde 1988.

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O CBERS-4A é o sexto satélite desenvolvido pelo Programa CBERS, acordo firmado em 1988 pelos governos brasileiro e chinês. A parceria garantiu aos dois países o domínio da tecnologia do sensoriamento remoto para observação da Terra. O satélite fornecerá imagens para monitorar o meio ambiente, como identificação de desmatamentos e desastres naturais, e para acompanhar a expansão agropecuária, das cidades, a situação de reservatórios de água, dos rios e da região costeira, entre outras aplicações.

Com mais de 30 anos, o programa está em sua segunda geração de satélites. De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o CBERS-4A leva a bordo duas câmeras brasileiras (MUX e WFI) e uma chinesa (WPM).

A MUX (Câmera Multiespectral Regular) vai gerar imagens de 16 metros de resolução, com revisitas a cada 31 dias. A WFI (Câmera de Campo Largo) possui resolução de 55 metros, com revisitas a cada cinco dias, enquanto a WPM (Câmera Multiespectral e Pancromática de Ampla Varredura) tem resolução de dois metros em modo pancromático e de oito metros em RGB (Red-Green-Blue, multiespectral).

O CBERS-4A ficará em uma altitude de órbita mais baixa, 628,6 quilômetros (km) da superfície terrestre, em relação ao CBERS-4, atualmente em operação, que fica a uma distância de 778 km. Por causa disso, as imagens geradas terão melhor resolução espacial, segundo o governo brasileiro.

Imagem da região metropolitana de Belém tirada pelo satélite CBERS-4, atualmente em operação – Divulgação/Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

Floripasat

O Floripasat, também citado por Bolsonaro em seu Tweet, é um projeto desenvolvido por alunos de graduação, mestrado e doutorado dos cursos de Engenharia Elétrica, Automação e Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O FloripaSat-1 é um cubeSat de pesquisa tecnológica construído em parceria com o programa Uniespaço da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Segundo a UFSC, um cubeSat é um tipo de satélite miniaturizado (nanossatélite), medindo múltiplas unidades cúbicas de 10cm (formato 1U) e pesando não mais do que 1,33 kg por unidade. Idealizado pelo grupo FloripaSat, coordenado pelo professor Eduardo Augusto Bezerra, o projeto tem vida útil estimada em dois anos e apresenta como principal objetivo envolver estudantes em uma missão espacial completa, além de capacitação, pesquisa e desenvolvimento de tecnologia para a área espacial.

Em sua postagem no Twitter, Bolsonaro disse que o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, está sendo preparado para voltar a lançar satélites a partir de 2021. Um acordo de salvaguardas tecnológicas foi assinado entre Brasil e Estados Unidos em março deste ano para permitir o lançamento, a partir de Alcântara, de equipamentos com tecnologia norte-americana. “O CLA continua em preparação para lançar satélites do Brasil, entre eles os brasileiros, de pequeno porte, a partir de 2021”, tuitou.

 

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Ciência

Atrasado, Brasil terá seu primeiro mapeamento genético da população

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Chamado de DNA do Brasil, estudo é liderado por duas cientistas da USP em parceria com o Google

DNA: finalmente será criado um banco de dados genético com informações dos brasileiros (Getty Images/Getty Images)

São Paulo – A população brasileira finalmente terá um banco de dados genético para chamar de seu. Com o apoio do Google Cloud, o serviço de nuvem da empresa americana, e dos laboratórios da empresa brasileira Dasa, a iniciativa de mapear o genoma brasileiro é das cientistas Lygia Pereira e Tábita Hünemeier, do Instituto de Biociência da Universidade de São Paulo.

Intitulado DNA do Brasil, o estudo terá duração de pelo menos 10 anos e será conduzido em três etapas que tratam da coleta, armazenamento e análise das informações. “O objetivo é entender, de fato, quem é o brasileiro e recontar a história do País através do estudo do genoma”, diz Haroldo Gali, executivo de vendas do Google Cloud.

Durante a próxima década, mais de 15 mil pessoas terão suas salivas coletadas. Desse total, apenas 3 mil participantes participarão do estudo de fato. A razão é financeira. O custo do sequenciamento genético ainda é alto e a pesquisa segue em busca de mais investimentos.

A falta de aporte financeiro atrapalha e contribui para o atraso do Brasil no desenvolvimento de estudo genético de sua população. Países como China e Estados Unidos já computaram dados de mais de 1 milhão de pessoas. A diferença por lá é que o processo de sequenciamento é mais barato e leva apenas 10 minutos para ser feito em centros de pesquisa ligados à Universidade de Harvard e ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts. O tempo médio por aqui é de 24 horas.

A pesquisa será feita em duas frentes. Uma consiste em observar os genes brasileiros para entender as diferenças genéticas da nossa população com outros povos. Isso poderia auxiliar a indústria farmacêutica, por exemplo, a produzir medicamentos mais efetivos para atuar nas particularidades do organismo brasileiro.

Outro objetivo tem caráter mais social e histórico. A ideia é construir uma árvore genealógica genética para entender cada ponto do DNA dos brasileiros. De onde eles vieram, quais tribos indígenas têm seus genes representados,

Para fazer isso, o primeiro passo é realizar o sequenciamento genômico dos participantes do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA), organizado por universidades federais de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e também pela Fundação Oswaldo Cruz. Após a coleta, o material biológico é transformado em dados informacionais e armazenado em servidores virtuais.

A colaboração do Google vem nessa parte. A gigante de Mountain View, através da divisão Google Cloud, firmou um acordo com as cientistas e vai ceder espaço e capacidade de armazenamento de dados na nuvem. Cada um dos 3 mil genomas analisados pode contar mais de 500 GB de dados. Em uma conta simples, seria necessário espaço para salvar 1,5 milhão de GB de informações (ou 1,5 petabyte).

Para manter a segurança das informações, o Google, que já presta serviços para a Dasa, garante que não terá qualquer acesso ao material. A companhia também informa que os dados serão anonimizados (eles não indicarão qual pessoa contribuiu com cada amostra coletada) e criptografados.

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