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Cientistas desenvolvem baterias automotivas mais ecológicas e eficientes

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A bateria que alimenta esses veículos tem reciclagem e descarte complexos. Nova técnica, desenvolvida por cientistas britânicos, recupera materiais usados nesses dispositivos de forma mais ecológica e 100 vezes mais rápida que os métodos atuais

Veículo é carregado em rua da Noruega: testes de bateria reciclada com nova tecnologia mostram que eficiência não muda – (crédito: Jonathan Nackstrand/AFP – 30/4/19)

Carros elétricos são, muitas vezes, apontados como a solução para reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa de um dos setores que mais emitem: o de transportes. Porém, nem tudo é tão verde quando se pensa nesses veículos que não precisam de combustíveis fósseis diretamente para funcionar. Um dos problemas está nas baterias de íon-lítio (as Li-Íon), cuja produção emprega uma quantidade muito grande de materiais e que, no fim da vida útil, acabam contribuindo para aumentar um outro problema ambiental cada vez mais grave: o lixo eletrônico.

Para contornar esses entraves, pesquisadores do projeto Instituição Faraday, das universidades britânicas de Leicester e Birmingham, desenvolveram uma tecnologia de recuperação dos materiais usados nas baterias em fim de vida. Com isso, podem utilizá-los na fabricação de novas pilhas. Segundo os pesquisadores, o novo método, que usa ondas ultrassônicas para separar material valioso dos eletrodos, é 100 vezes mais rápido, mais ecológico e leva a uma maior pureza em relação às tecnologias atuais de separação. A pesquisa foi publicada na revista Green Chemistry.

Para garantir que os benefícios ambientais e econômicos das baterias sejam totalmente atingidos, os pesquisadores da Faraday se concentram no ciclo de vida dessas peças — desde sua primeira produção até a reutilização em aplicações secundárias e, por fim, a eventual reciclagem. Um grande obstáculo, segundo eles, é o processo de segregação dos materiais, ou seja, como remover e separá-los — como lítio, níquel, manganês e cobalto — das pilhas usadas de forma rápida, econômica e ecologicamente correta.

A equipe desenvolveu uma nova técnica de delaminação (separação de materiais) ultrassônica que explode os componentes ativos dos eletrodos, deixando alumínio ou cobre virgem. Esse processo se mostrou altamente eficaz na remoção de óxidos de grafite e lítio-níquel manganês-cobalto, comumente conhecidos como NMC.

Os materiais recuperados usando a técnica demonstraram maior pureza nos testes e, portanto, maior valor, do que aqueles recuperados em abordagens convencionais de reciclagem. Além disso, segundo os cientistas, são potencialmente mais fáceis de serem usados na fabricação de novos eletrodos. A abordagem é rápida e adapta a tecnologia amplamente utilizada em outras indústrias.

Segundo Andrew Abbott, especialista da Universidade de Leicester, que lidera a pesquisa, a nova técnica funciona da mesma forma que o descalcificador ultrassônico de um dentista, quebrando as ligações adesivas entre a camada de revestimento e o substrato. “É provável que o uso inicial da tecnologia use a sucata de produção das instalações de fabricação de baterias como matéria-prima e alimente o material reciclado de volta à linha de produção da bateria, possivelmente no mesmo local. Isso pode ser uma mudança real na reciclagem de pilhas.”

Pureza

Os métodos de reciclagem atuais para a reciclagem de bateria de íon-lítio normalmente alimentam baterias no fim de vida em um triturador ou reator de alta temperatura. Um conjunto complexo de processos físicos e químicos é necessário, em seguida, para produzir fluxos de materiais utilizáveis de lítio, cobalto, níquel e cobre que eles contêm. Essas rotas de reciclagem pirometalúrgica e hidrometalúrgica consomem muita energia e são ineficientes, diz Abbott.

Se uma abordagem alternativa for tomada e as baterias em fim de vida forem desmontadas em vez de fragmentadas, há o potencial de recuperar mais material, em um estado mais puro. No estudo britânico, a desmontagem das pilhas usadas em carros elétricos conseguiu um alto rendimento (cerca de 80% do material original) e com maior pureza do que seria obtida com o uso de material triturado.

Além disso, técnicas atuais de reciclagem de delaminação usam ácidos concentrados em um processo de imersão em lote. A nova tecnologia ultrassônica é um processo contínuo de alimentação que utiliza água ou ácidos diluídos, como solvente, de modo que é mais ecológica e menos cara de operar. Ele pode delaminar 100 vezes mais material do eletrodo em um determinado tempo e volume do que as técnicas de delaminação em lote existentes.

Economia

“Devemos nos concentrar em todo o ciclo de vida — da mineração de materiais essenciais à fabricação de baterias e à reciclagem — para criar uma economia circular que seja sustentável para o planeta e lucrativa para a indústria”, comenta o professor Pam Thomas, presidente da Faraday Institution. “Esse esforço para gerar impacto comercial, social e ambiental está se mostrando uma grande promessa. É imperativo que a academia, a indústria e os governos redobrem seus esforços para desenvolver a infraestrutura tecnológica, econômica e legal para obter todos os benefícios de um setor de transporte descarbonizado.”

Os pesquisadores estão em discussões iniciais com vários fabricantes de baterias e empresas de reciclagem para colocar um demonstrador de tecnologia em um parque industrial ainda neste ano. A equipe de pesquisa das universidades de Leicester e Birmingham testou a tecnologia nos quatro tipos de pilhas para carros elétricos mais comuns e descobriu que ela funciona com a mesma eficiência em cada caso.

Segundo a equipe do Faraday, alguns fabricantes de automóveis já estão percebendo a importância de considerar a reciclagem no projeto dos veículos, como uma necessidade na criação de uma economia circular para as matérias-primas das baterias. “O projeto para reciclagem visa trabalhar com os fabricantes para realizar pequenas alterações nas estruturas do produto, de modo que as matérias-primas possam ser devolvidas mais facilmente ao processo de fabricação pela metade do custo em comparação com as fontes primárias”, escreveram no artigo da Green Chemistry.

Foco no uso e na produção

crédito: Universidade Chal
 (crédito: Universidade Chalmers de Tecnologia/Divulgação)

crédito: Universidade Chalmers de Tecnologia/Divulgação

Além do desafio no reaproveitamento de baterias, carros elétricos têm sido criticados, nos últimos tempos, devido ao processo de fabricação, que exige uso intensivo de energia, e porque, atualmente, a eletricidade usada para carregá-los é parcialmente produzida a partir de combustíveis fósseis. Porém, para Anders Nordelöf, pesquisador da Universidade Chalmers de Tecnologia, na Suécia, é hora de parar de discutir se esses veículos são mocinhos ou vilões. “Em vez disso, a indústria, as autoridades e os formuladores de políticas precisam trabalhar juntos para torná-los o mais ecologicamente corretos possível”, diz.

Nordelöf, especialista em análise de sistemas ambientais, é autor de uma tese recente na qual aponta ferramentas que ensinam como a avaliação do ciclo de vida pode auxiliar no desenvolvimento de carros elétricos mais sustentáveis. Para ele, é preciso focar na solução dos problemas que surgem na transição para a nova tecnologia. Dessa forma, comparar carros elétricos com veículos movidos a diesel ou gasolina é relevante, mas não a questão mais importante — nem o que resolverá os problemas em longo prazo.

“Sabemos que os combustíveis fósseis devem ser eliminados gradualmente. O mais importante, então, é encontrar o melhor caminho a seguir. Se carregarmos o carro a partir de uma fonte limpa de eletricidade e combinarmos isso com as emissões de dióxido de carbono mais baixas possíveis durante a produção, o carro elétrico será revolucionário. Mas não podemos esperar encontrar uma solução pronta imediatamente”, destaca.

Segundo o pesquisador, a avaliação do ciclo de vida (ACV), técnica que mensura os possíveis impactos causados como resultado da fabricação e utilização de um produto, pode ser usada para minimizar o impacto ambiental a longo prazo.

“É importante perceber que a fabricação de componentes representará uma proporção cada vez maior do impacto ambiental do carro elétrico à medida que nossos desenvolvimentos progridem, especialmente se você adotar uma perspectiva mais ampla do que apenas os gases de efeito estufa”, diz. “Existem grandes desafios ambientais na extração de metais, colocando muitos requisitos na cadeia de abastecimento.”

Na tese, o pesquisador comparou o impacto ambiental geral de três motores elétricos diferentes e indicou como projetar essas peças produzindo o mínimo impacto ambiental possível. Por fim, o cientista ressalta que a eficiência energética e a maior produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis são a chave para reduzir o impacto ambiental dos carros elétricos em fase de operação, em nível global.

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Renault testa conceito de carro voador “vintage”

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Chamado de Air4, o veículo é uma homenagem ao aniversário de 60 anos do clássico modelo 4L

O modelo experimental de carro voador Air 4, da Renault (Renault/Reprodução)

Para comemorar o aniversário de 60 anos do clássico modelo 4L, a Renault resolveu reimaginar o hatch que vendeu mais de 8 milhões de unidades como um veículo voador elétrico. O resultado do projeto é uma visão do que o futuro reserva para os carros da marca.

Batizado de Air4, ele é uma reinterpretação em fibra de carbono, com mesmo design conhecido do modelo, porém, com quatro hélices de duas pás no lugar das rodas. Cada uma das hélices gera 95 kg de empuxo vertical, ou seja, 380 kg ao todo.

O carro voador atinge velocidade máxima horizontal de 26 m/s, com inclinação máxima de 70 graus, e pode voar a até 700 metros de altura. Sua alimentação é feita através de baterias de polímero de lítio de 22.000 mAh.O veículo será exposto no centro de Paris a partir da próxima segunda-feira, no Atelier Renault na famosa Champs-Élysées. O AIR4 fica lá até o fim do ano, antes de ir para os Estados Unidos para eventos em Miami e Nova York.

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Tesla, Google e mais: como investir nas maiores empresas do planeta?

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Fundo inédito de BDRs do BTG possibilita a diversificação e dolarização da carteira com apenas uma aplicação; entenda como funciona e conheça as principais vantagens

(Getty Images)

Desde outubro do ano passado, quando as regras que incidem sobre os Brazilian Depositary Receipts (BDRs) foram flexibilizadas, o número de brasileiros procurando por este tipo de investimento cresceu exponencialmente.

Segundo dados da própria B3, o volume de negócios dos papéis, que em 2019 somavam pouco mais de R$5 bilhões, chegou à marca de R$28,6 bilhões no final do ano passado. Já a média diária de negociações, que há dois anos ficava em R$50 milhões, hoje está na casa dos R$500 milhões.

E todo esse interesse não é à toa. Com a nova regulamentação, mesmo os pequenos investidores passaram a ter acesso a ativos lastreados em ações de gigantes do mercado internacional, como Netflix, Google, Apple, Mercado Livre e Tesla.

Atualmente, com um cenário doméstico permeado por incertezas e volatilidade, o acesso facilitado a empresas estrangeiras continua sendo um dos principais responsáveis por manter a atratividade dos BDRs em alta. Mas esta está longe de ser a única vantagem deste tipo de investimento.

Veja, abaixo, outras características que reforçam a importância de ter BDRs na carteira.

Adeus, burocracia

Se antes o investidor brasileiro que desejava expor parte de seu portfólio a empresas com capital aberto no exterior precisava abrir conta e enviar recursos para corretoras internacionais, com os BDRs este processo foi facilitado. Isso porque eles são negociados diretamente na bolsa brasileira.

Isso quer dizer que, além de depender de menos intermediários (e burocracias!), as operações são realizadas no Brasil e a liquidação, portanto, é feita em reais.

Assim, o investidor que deseja ter acesso ao mercado internacional não precisa converter seu dinheiro para a moeda estrangeira ou arcar com os custos de operações cambiais.

Diversificação da carteira

Por estarem descorrelacionados de nosso mercado interno, os BDRs ajudam a garantir rentabilidade da carteira mesmo em momentos de alta volatilidade ou desvalorização do real. Em outras palavras, investir em BDR é uma forma eficiente de diversificar o portfólio e mitigar os riscos decorrentes do cenário macroeconômico brasileiro.

Clique aqui e garanta já a sua passagem para investir sem fronteiras.

Investimento fracionado e acessibilidade

Desde que deixaram de estar disponíveis apenas para investidores qualificados (aqueles que possuem mais de R$1 milhão em aplicações) e passaram pelo processo de desdobramento na bolsa brasileira, o preço unitário dos BDRs ficou mais acessível.

Assim, papéis cujos valores chegavam aos quatro dígitos, hoje podem ser encontrados por menos de R$100 na B3. É o caso dos BDRs da Coca Cola (COCA34), do Mercado Livre (MELI34) e da Apple (AAPL34), que hoje são negociados na casa dos R$50, R$59 e R$89, respectivamente.

Como investir em BDRs?

Com o objetivo de facilitar ainda mais o acesso aos BDRs no Brasil, o BTG Pactual digital lançou em sua plataforma um fundo inédito, que permite que os clientes conquistem a tão sonhada diversificação com ativos internacionais a partir de um único produto.

Acessível a partir de 100 reais, o BTG Pactual Diversificação Ações Globais BDR Nível 1 FIA tem como base as cotas de fundos de índices estrangeiros renomados. A maior parcela(75%) da aplicação  está nos Estados Unidos. Os outros 25% estão distribuídos entre regiões como União Europeia, Mercados Emergentes e Japão.

O ativo tem taxa de administração de 1,0% ao ano e zero taxa de performance. Já a liquidez é D+4, o que significa que é possível resgatar o investimento quatro dias úteis após a solicitação.

Quer investir em ativos internacionais com segurança, comodidade e gestão especializada? Saiba mais sobre o BTG Pactual Diversificação Ações Globais BDR Nível 1 FIA.

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Google mostra os produtos mais procurados na véspera da Black Friday

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Levantamento realizado nesta quinta-feira mostra que moda permanece como a categoria de maior crescimento; acessórios eletrônicos também têm aumento

(SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

 

Um estudo realizado pelo Google nesta quinta-feira mostrou que a categoria de roupas teve o maior crescimento em intenção de compras na Black Friday, com aumento de 237%. O segundo lugar fica com relógio inteligente, com 208% de aumento e, o terceiro, com laptop, com aumento de 165%.  O levantamento compara dados das 11h às 13h de hoje ante o período das 9h às 11h da mesma data.

“Há muitos produtos relacionados à retomada da vida social, como roupas e relógio para monitorar exercícios, por exemplo”, diz Rodrigo Chamorro, diretor de Insights e Analytics do Google. Impossível ignorar, também, o papel da inflação elevada correlacionado à busca dos brasileiros por itens de tíquete médio mais baixo no período.

Veja a lista completa:

1 – Roupas (+237%)

2 – Relógio inteligente (+208%)

3 – Laptop (+165%)

4 – Lâmpada inteligente (162%)

5 – Máquina de café(+158%)

6 – Vinho (+154%)

7 – Tênis (+154%)

8 – Cômoda de bebê (+153%)

9 – Chapéu (+148%)

10 – Smart TV 4k (+148%)

Dentro da categoria de moda, o Google detalhou quais os termos que têm destaque no volume de intenções de busca. “Botas femininas”, “Calça pantalona branca”, “sandálias femininas”, “vestido paetê” e até “croc” aparecem na lista.

Já em relação aos eletrônicos, os smartwatches têm destaque. O Galaxy Fit 2 tem o maior destaque em volume de buscas, junto ao Amazfit Band. “A maior busca por esses itens pode refletir dois tipos de comportamento. Ou as pessoas estão procurando itens de tíquete médio mesmo ou aguardam o ápice da BF pra ver se o tíquete médio aparece melhor amanhã”, diz Rodrigo. Olhando especificamente para produtos, dados do Google Shopping desta quinta-feira mostram aumento de buscas principalmente direcionado para o smartphone Samsung Galaxy S20, Galaxy M52 e  iPhone 11.

Por fim, eletrodomésticos e eletroportáteis também têm destaque no levantamento realizado pelo Google, com termos como “geladeira brastemp frost free”, “cervejeira electrolux”, lava roupas, dolce gusto e fritadeira sem óleo.

Em relação aos móveis, uma das principais categorias da Black Friday do último ano, há aumento de buscas em categorias como cama box e guarda-roupa. “Agora que as pessoas têm uma visão um pouco melhor do modelo de trabalho, elas estão tomando decisões mais acertadas do que elas precisam dentro de casa”, diz Rodrigo.

Ampliando o olhar para as buscas, o Google também mostra quais são as 10 categorias com maior crescimento de buscas na semana de 14 a 20 de novembro ante o mesmo período do ano anterior. Nesse sentido, o topo do ranking é ocupado mais uma vez por Moda (+34%), Esportes e Lazer (+23%) e Bebidas (+17%).

Semana de 14 a 20 de novembro vs. mesmo período do ano anterior

1 – Moda  (+34%)

2 – Esportes e Lazer (+23%)

3 – Bebidas (+17%)

4 – Eletroportáteis (+11%)

5 – Beleza e Saúde (+155)

6 – Alimentos (+9%)

7 – Perfumaria (+6%)

8 – Eletrodomésticos (+4%)

9 – Cama e banho (+3%)

10 – Bebê (+3%)

A Black Friday do cashback

Se em 2020 o frete grátis foi a “grande estrela”  da Black Friday, em 2021 é o cashback que mais está presente na mente dos consumidores na hora de procurar on-line por ofertas. Ainda olhando para os dados do Google de 14 a 20 de novembro versus o mesmo período do ano anterior, a procura por cashback cresceu 38%, superando todas as demais condições comerciais analisadas.

Ainda assim, o frete grátis tem alta em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo a preocupação dos brasileiros com custos para entrega em um momento de inflação elevada.

Busca por condições comerciais:

  • Promoção (-4%)
  • Cupom (+7%)
  • Frete grátis (+3%)
  • Cashback (+38%)
  • Retire na loja (+6%)
  • Frete rápido (-17%)

E o varejo físico?

Para monitorar as vendas nas lojas físicas, o Google conta com ferramentas que possibilitem à plataforma entender o fluxo de pessoas que vão para os locais físicos após verem um anúncio online. por exemplo. Para a Black Friday, algumas lojas específicas receberam uma nova função, em que é possível ter mais detalhes sobre geolocalização e o reflexo disso nas lojas físicas. “Por enquanto, não são todas as lojas, mas algumas para testar essa nova função”, diz André Silva, gerente de engenharia comercial do Google Brasil.

Além disso, a companhia realizou uma pesquisa recente com foco nas principais razões pelas quais consumidores vão às lojas físicas ou realizam uma compra on-line. Do lado presencial, os principais motivos apontados foram “não esperar tanto” ou “saber se o produto está em perfeitas condições”. Já do lado do varejo digital, prevalece a oferta exclusiva para o site — mostrando que o brasileiro já entendeu os esforços de marketing das marcas ao longo dos últimos anos para comprar de forma digital.

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E-commerce: Confira cinco dicas para uma Black Friday mais confiável

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É preciso planejar e tomar sua decisão de compra; para isso, fique por dentro das dicas que te ajudarão nesse momento

Esta promete ser a maior Black Friday de todos os tempos, com alta de 18% em faturamento, segundo a Neotrust (Leandro Fonseca/Exame)

Por Andrea Fernandes*

Muita gente vem me perguntando qual é o melhor momento para comprar na Black Friday.

Preciso admitir que eu mesma me faço esta pergunta. Neste ano, por exemplo, quero comprar uma máquina de café expresso de presente para o meu pai (não é spoiler!) — e ainda não encontrei aquela oferta incrível.

O certo é que, com a Black November, ficou muito mais fácil planejar. O consumidor ganhou tempo para pesquisar e tomar sua decisão de compra.

Um bom primeiro passo é observar os varejistas comprometidos com entrega/troca/devolução. Afinal, trata-se de um direito do consumidor. Posso dar meu testemunho: no ano passado, comprei uma impressora e dias depois vi o mesmo modelo, exatamente na mesma loja, a um preço muito mais barato. Não tive dúvidas: pedi a devolução e fiz nova aquisição. E a loja cumpriu direitinho o combinado.

Essa promete ser a maior Black Friday de todos os tempos, com alta de 18% em faturamento, segundo a Neotrust.

Para te ajudar a ter uma boa experiência, compartilho aqui cinco dicas.

1-Considere o valor total da compra

Todo mundo ama frete grátis. Eu também amo! Mas vale ficar de olho: tem vezes que o chamado “frete grátis” já está embutido no preço. Então, regrinha bem básica para comparar e decidir: avalie o valor total da compra, somando preço do produto e do frete.

2-Desconfie de preços muito baixos

Ninguém tem dúvidas: a principal atração da Black Friday é o preço. Se for absurdamente baixo, vale um cuidado a mais — pode ser sinal de fraude. Faça uma busca em outros sites. Pesquisar bem é fundamental para não cair em uma cilada. E antes de clicar, verifique se o site da oferta tentadora é mesmo confiável.

3-Cuidado com o phishing

Esse tipo de fraude ganha sofisticação. Basicamente, os golpistas lançam milhões de iscas. Podem ser e-mails, SMS, mensagens via Whatsapp ou em redes sociais. Elas vêm com links falsos, que simulam uma promoção ou um cupom de desconto, levando para uma loja falsa. O objetivo, claro, é pescar seu dinheiro e capturar seus dados: CPF, identidade, conta corrente, números do cartão de crédito e senhas. É um ilusionismo que fisga a gente pelo impulso. Todo mundo pode cair — por isso vale redobrar a atenção. Evite abrir links que cheguem por e-mail ou Whatsapp. Procure sempre o site oficial do varejista.

4-Procure canais confiáveis

Como saber se a empresa é confiável? Uma recomendação é observar se os sites contam com certificações de segurança reconhecidas pelo mercado. Mas vou falar aqui de uma dica que conheço bem, porque foi desenvolvida pelo T.Group. É o selo Confi. Para receber essa certificação, as empresas passam por um rigoroso processo de análise — são avaliados mais de 700 critérios. Essa certificação já foi dada a mais de três mil estabelecimentos, que vão das gigantes (Magalu, O Boticário, Marisa e Fast) até varejistas de pequeno e médio portes. O aplicativo, inteiramente gratuito, também emite notificações em tempo real para consumidores e varejistas sobre possíveis fraudes em compras. Ou seja, se alguém estiver tentando se passar pela Andrea ao adquirir um produto, essa fraude pode ser identificada.

5-Cuidado com o método de pagamento

O Banco Central acaba de anunciar medidas para ampliar a segurança do Pix. E isso é ótimo. Afinal, a ferramenta deve ser, já nesta Black Friday, segundo a Neotrust, o segundo meio de pagamento mais usado. Mas vale ficar atento. O Pix é muito difícil de ser rastreado e, em alguns casos, você pode ser direcionado para dados falsos, fazendo uma transferência para golpistas. Em caso de dúvida, um bom refúgio é o cartão de crédito, onde você conta com o suporte de uma instituição financeira. Nessa Black Friday, as tentativas de fraudes devem aumentar. Mas a maioria vai fracassar — assim como no ano passado. Dados da Clearsale mostram que a edição de 2020 foi 77% mais segura. A maioria – dos consumidores e dos varejistas — é boa e sempre será. Tome seus cuidados e boas compras.

*Andrea Fernandes é CEO do T.Group

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Brasil é onde os produtos da Apple são os mais caros do mundo

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Segundo pesquisa, o Brasil é o país onde o iPhone, iPad, AirPods e Mackbook são os mais caros do mundo 

Apple: mesmo com o alto custo no Brasil, empresa possui um público fiel à marca, mais de 14% de todos os celulares vendidos são do sistema operacional iOS (Thiago Lavado/Exame)

Desejado por muitos brasileiros, os produtos da Apple têm um preço considerado caro para a maioria da população. Ao levar em consideração o salário-mínimo, os brasileiros precisam trabalhar o equivalente a 14 meses para comprar um iPhone 13 Pro Max 1TB

Segundo pesquisa realizada pelo portal de descontos CupomValido.com.br com a Statista e Nukeni — onde foram compilados os preços das lojas oficiais da Apple —, o Brasil é o país onde o iPhone, iPad, AirPods e Mackbook, são os mais caros do mundo.

Mesmo com o alto custo no Brasil, a Apple possui um público fiel no país, mais de 14% de todos os celulares vendidos, são do sistema operacional iOS.

 (Statista, CupomValido.com.br, Nukeni/Reprodução)

Aproximadamente 40% do preço de um iPhone é somente para pagar a carga tributária cobrada pelo Brasil. São diversos impostos cobrados como o: IPI, imposto de importação, PIS, Cofins e ICMS.

O segundo motivo é devido ao preço do dólar que está em alta desde o ano passado. No último ano, o real foi a moeda que mais desvalorizou no mundo —  mais de 40%. Isso significa que o custo de todos os produtos importados subiram significativamente.

Preço no Brasil em comparação com outros países

Ao considerar todos os produtos da marca — Macbook, AirPods, iPhone, iPad e iMac — e todas as configurações — desde a menor armazenagem até a maior —, para todas elas o Brasil sempre fica em primeira posição com o preço mais caro do mundo. Até ao observar os outros países da América Latina, eles possuem preços até 50% menores que o Brasil.

O mais impressionante é que se considerarmos o produto mais caro da Apple — Macbook Pro de 16 polegadas 10×32 Core, 32GB RAM, 1TB SSD, no valor de 45.499 reais, um brasileiro que ganha um salário-mínimo precisaria trabalhar mais de quatro anos para adquirir o notebook.

Outros países emergentes, como a Turquia e Índia, também estão próximos do Brasil no quesito de maiores preços. Na ponta oposta, os Estados Unidos é país com o menor preço dos produtos da marca, seguindo por Japão e Hong Kong.

No quesito de tempo de trabalho para comprar um iPhone 13 Pro Max 1TB, os americanos necessitam de pouco mais de um mês para comprar o mesmo smartphone, e no caso australianos necessitam somente de 12 dias de trabalho.

 (Statista, CupomValido.com.br, Nukeni/Reprodução)

Produtos da Apple mais vendidos

O produto de maior sucesso ainda é o iPhone, responsável por 48% do total da receita da empresa. Porém, um segmento com um dos maiores crescimentos são os relógios, fones e acessórios que há poucos anos representavam 5% e atualmente subiram para 11%.

Para efeito de grandeza, somente a soma das vendas dos AirPods, fone de ouvido sem fio da marca, é maior que o total de faturamento de empresas como a Spotify, Twitter, Snapchat e Shopify juntas.

Com o lançamento de novos modelos da linha de produtos, a Apple deve movimentar bilhões de dólares em todo o mundo. Com o recente lançamento do iPhone 13, a expectativa é um crescimento ainda maior.

A empresa criada pelo Steve Jobs é a segunda mais valiosa do mundo — perdendo somente para a Microsoft —, com valor de mercado de 2,4 trilhões de dólares.

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Tecnologia

Conheça as 5 principais tendências do marketing de mídias sociais em 2022

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Ficar antenado em novas redes e novas possibilidades é possibilitar a expansão de seu conteúdo

Segredo para prever tendências e acompanhar as novidades que fazem a diferença é estar atento (Getty Images/Getty Images)

Por Alexandre Loures e Flávio Castro*

Nos últimos dois anos, o uso das redes sociais cresceu muito, devido, inclusive, à pandemia quando as pessoas se mantiveram mais em casa, trabalhando em regime de home office.

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em parceria com a Neotrust fez um estudo que concluiu que cerca de 20 milhões de pessoas realizaram a sua primeira compra virtual durante a pandemia.

Houve também o lançamento de novos aplicativos, incorporação de novos recursos adaptados à nova realidade — na maioria das redes sociais —, e uma nova forma de nos comunicar se intensificou, com o uso em massa de aplicativos como o WhatsApp.

Facebook virou Meta; Twitter lançou seu pacote de recursos premium; Instagram está preparando seu serviço de assinatura; Youtube está retirando a contagem pública de seu botão ‘dislike’.

Tudo muda o tempo todo!

E as redes continuarão mudando e se adaptando ao que surgir de novidades.

É por isso que listamos aqui cinco tendências do marketing de mídias sociais para 2022.

O que isso quer dizer?

Que postagens padrões, que ficam permanentemente no feed das redes sociais, são mais eficazes do que o conteúdo que sai do ar depois de um período.

Essas postagens permanentes podem ser vistas depois e criam a história da marca.

Bom ficar de olho e investir em um conteúdo atemporal, que contenha sempre o ‘DNA’ da marca.

2. Quanto mais dados, mais eficiente será o marketing.

A capacidade de atender o cliente de forma eficaz, depende da métrica da fonte de dados disponível.

Atualmente não é possível fazer um marketing competitivo sem a medição de dados.

3. Vídeos curtos continuarão sendo uma importante ferramenta para a divulgação de conteúdo, tanto no TikTok, Stories do Instagram e YouTube Shorts.

Vídeos mantém a voz da marca e comunicam com uma rapidez única. Vale sempre o investimento!

4. Utilizar novos canais para distribuir seu conteúdo é chegar em pessoas que antes você não tinha acesso.

O mesmo conteúdo pode ser adaptado e distribuído para diferentes canais onde públicos que ainda são desconhecidos serão alcançados.

5. Marketing de Influência é uma das táticas que terá mais investimento no próximo ano.

Segundo levantamento feito pela Youpix, em parceria com a AlgoritmCOM, 71% das grandes empresas já consideram os influenciadores como parte importante de suas estratégias de marketing.

Essa é mais uma abordagem que veio para ficar. Os influenciadores já têm um público cativo e engajado.

Os profissionais de marketing podem vincular suas campanhas a personas, contratar micro influenciadores, expandir suas marcas por meio de outras vozes.

O que é mais importante?

Produzir conteúdo nunca é demais. Ficar antenado em novas redes e novas possibilidades é possibilitar a expansão de seu conteúdo.

Os influenciadores são sempre bem-vindos. A escolha tem que ser assertiva e bem pensada.

Medir e medir.

Cada vez mais a métrica nos traz dados que não teriam a possibilidade de serem colhidos se não fosse a inovação da tecnologia que tem que ser usada, cada vez mais.

O segredo para prever tendências e acompanhar as novidades que fazem a diferença é estar atento.

Atenção às novidades e “mão na massa”. Isso nunca irá mudar!

*Alexandre Loures e Flávio Castro são sócios da FSB Comunicação

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