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quinta-feira, 04/06/2026

China nega trabalho forçado e rejeita tarifas dos EUA

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China rejeitou nesta quarta-feira (3/6) as tarifas unilaterais propostas pelos Estados Unidos e negou as acusações relacionadas ao uso de trabalho forçado no país.

A manifestação da China surge após uma investigação dos EUA apontar que 60 países, incluindo China e Brasil, não estabeleceram leis que impeçam a importação de produtos provenientes de trabalho forçado. Com isso, esses países enfrentam a aplicação de uma tarifa de 12,5% sobre seus produtos.

Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, afirmou que não existe trabalho forçado na China e criticou a utilização dessa acusação como pretexto para medidas políticas.

Mao ressaltou ainda que a China sempre se opôs a medidas tarifárias unilaterais e considerou que uma guerra comercial não beneficia nenhum país. Segundo ela, os conflitos econômicos e comerciais devem ser resolvidos por meio do diálogo, com base na igualdade e no respeito mútuo.

Taxas adicionais dos EUA

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendou a imposição de tarifas adicionais sobre produtos importados de 60 países, divididos em dois grupos conforme o combate ao trabalho forçado:

  • 54 países: falharam em estabelecer legislação que proíba a importação de produtos provenientes de trabalho forçado, e por isso terão tarifas de 12,5%. Entre eles estão Brasil, China, Colômbia, Chile, Israel, Rússia, Reino Unido e Suíça.
  • 6 países: possuem as leis, mas falharam na fiscalização prática, incluindo investigações e apreensões. São Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão.

Essas medidas mostram a intensificação do combate dos EUA ao trabalho forçado em produtos importados, mas também têm gerado críticas por parte dos países afetados, que negam as acusações e pedem diálogo para resolver as questões comerciais.

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