Um acordo entre Brasil, China e África do Sul criou uma rede de pesquisa para observar fenômenos rápidos no céu. Assinado em maio, o memorando deu origem à Gotta–Brics Pathfinder Network, que tem o objetivo de ampliar a observação de eventos celestes de curta duração.
No Brasil, a coordenação é feita pelo Laboratório Nacional de Astronomia (LNA), que pertence ao MCTI, através do Observatório do Pico dos Dias, localizado na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. A rede inclui também observatórios na China, em Xinglong e Lenghu, e um observatório na África do Sul.
Fenômenos como explosões de estrelas e mudanças no brilho no espaço são exemplos dos eventos transitórios que a rede vai analisar. Além do LNA, outras instituições do MCTI participam do projeto, incluindo o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), o Observatório Nacional (ON) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O projeto planeja desenvolver novas tecnologias para usar redes de telescópios conectados, incluindo inteligência artificial para observações em tempo real. Será criada uma infraestrutura para compartilhar dados e formar profissionais na área.
Segundo o diretor substituto do LNA, Luciano Fraga, o acordo formaliza um plano conjunto entre Brasil, África do Sul e China para criar uma rede colaborativa de observação astronômica e aumentar a participação dos países em grandes projetos científicos internacionais. A Gotta-Brics Pathfinder é uma etapa para integrar futuramente o projeto maior, Brics Intelligent Telescope and Data Network (BITDN), voltado para cooperação científica e tecnológica do bloco.
