Helena Schuster
Folhapress
O Brasil caiu sete posições no ranking de competitividade global de 2026, organizado pelo instituto suíço IMD, ficando em 65º lugar entre 70 países. O ranking avalia a capacidade dos países de criar um ambiente favorável para que as empresas sejam competitivas.
O estudo considera quatro aspectos principais: desempenho econômico, eficiência do governo, eficiência das empresas e infraestrutura. O Brasil piorou em todos esses pontos, especialmente em eficiência empresarial e governamental, onde caiu 11 e seis posições, respectivamente.
Este resultado negativo segue uma melhora registrada em 2025, quando o país subiu quatro posições. O aumento nos gastos públicos tem sido destacado como um dos principais desafios para o Brasil pelo IMD.
Na América Latina, o Brasil fica à frente apenas da Venezuela, que está em último lugar. Os países latino-americanos melhor colocados são Chile (43º), Argentina (58º), Colômbia (59º) e Peru (60º).
No topo do ranking estão Singapura, Hong Kong e Suíça, que ocupam as três primeiras posições. Singapura retomou o primeiro lugar, perdido para a Suíça no ano anterior.
O relatório do IMD destaca que o sucesso de Singapura reflete a capacidade de uma economia se adaptar e ajustar sua direção de forma eficiente, um fator importante para a competitividade.
Nos Estados Unidos, após três anos de queda, houve uma recuperação, e o país figura novamente no top 10, ocupando o 10º lugar. Essa melhora foi impulsionada pela recuperação da confiança entre os empresários, que está evoluindo mais rapidamente que a situação fiscal e comercial do país.
Os 10 melhores países no ranking 2026
- Singapura
- Hong Kong
- Suíça
- Taiwan
- Emirados Árabes Unidos
- Dinamarca
- Irlanda
- Holanda
- Suécia
- Estados Unidos
Os 10 países com pior desempenho no ranking 2026
- Peru
- Romênia
- México
- Eslováquia
- Gana
- Brasil
- Botsuana
- Mongólia
- Nigéria
- Namíbia
- Venezuela
