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Brasil cai 2 posições em ranking de negócios do Banco Mundial

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O relatório destacou que 78% das reformas realizadas no ano passado para favorecer o ambiente de negócios ocorreu em países em desenvolvimento

Brasil: o Brasil está atrás de todas as principais economias da América Latina e do Caribe (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Washington – Nova Zelândia, Cingapura e Dinamarca lideram um ranking elaborado pelo Banco Mundial (BM) para monitorar o ambiente de negócios dos países, enquanto o Brasil caiu duas posições nesta nova edição da lista, ocupando apenas o 125º lugar entre 190 países estudados.

O relatório “Doing Business 2018”, divulgado nesta terça-feira e um dos documentos mais importantes da organização, destacou que 78% das reformas realizadas no ano passado para favorecer o ambiente de negócios ocorreu em países em desenvolvimento.

A maior parte das medidas implementadas buscava reduzir custos e a complexidade burocrática para criar empresas.

“As políticas públicas têm um papel decisivo na hora de facilitar a constituição, as operações e a expansão de pequenas e médias empresas”, ressaltou a diretora para Economia do Desenvolvimento do BM, Shanta Devarajan, em entrevista coletiva.

Devajaran destacou o papel desse relatório anual da organização. Segundo ela, os governos de todo mundo estão usando o “Doing Business” como um dado objetivo para decidir suas ações.

Desde o início da elaboração do relatório, em 2003, o tempo médio mundial gasto para abrir uma empresa era de 51 dias. Agora, esse prazo caiu mais do que pela metade, cerca de 20 dias.

Entre os dez primeiros classificados não há mudança nos cinco primeiros: Nova Zelândia, Cingapura, Dinamarca, Hong Kong e Coreia do Sul. Os Estados Unidos subiram do oitavo para o sexto lugar. Completam o ‘top-10’ o Reino Unido, Noruega, Geórgia e Suécia.

A China subiu quatro posições, do 78º lugar para o 74º. Já a Índia avançou 30 colocações, para a 100ª posição, um dos saltos mais chamativos da lista. Segundo o BM, isso ocorreu devido a uma “significativa simplificação” da burocracia para abrir um negócio.

O Brasil, por sua vez, caiu duas posições, para o 125º lugar, atrás de todas as principais economias da América Latina e do Caribe. O México, por exemplo, é o primeiro da região na lista, na 49ª colocação. O Chile ocupa o 55ª posição, seguido do Peru, no 58º lugar, e da Colômbia, em 59º. A Argentina é a 117ª no ranking.

Os dados do relatório se baseiam nas regulações aplicáveis às pequenas e médias empresas locais em 11 áreas de seu ciclo de vida. Entre elas estão a abertura de um negócio, a obtenção de eletricidade, o registro de propriedades, a conquista de crédito e a proteção dos investidores.

Nos últimos anos, além disso, o BM acrescentou indicadores de gênero, que mostram que em 36 países existem restrições para as mulheres empresárias.

Nesta edição do relatório, a organização celebrou o fato de a República Democrática do Congo eliminou a norma existente no país, que obrigava que as mulheres tivessem permissão de seus maridos para registrar um negócio.

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Economia

Impacto da Covid na economia alemã pode ser menor do que o temido

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Alemanha agiu rapidamente para aumentar os gastos e esse dinheiro, junto com outro impulso do BCE, parece ter amortecido o impacto da pandemia

Terminal portuário em Haburgo, Alemanha (Fabian Bimmer/Files/Reuters).

 

A Alemanha pode resistir à recessão provocada pela pandemia melhor do que o esperado, sugeriram indicadores do setor privado nesta terça-feira, em um sinal de esperança para a economia que tradicionalmente serve como motor de crescimento da Europa.

Com boa parte da atividade econômica ainda restringida pela Covid-19, o governo da Alemanha agiu rapidamente para aumentar os gastos e esse dinheiro, junto com outro impulso do Banco Central Europeu, parece ter amortecido o impacto da pandemia.

A projeção para o Produto Interno Bruto agora é de contração de apenas 5,2% neste ano, disse o instituto Ifo, mais otimista do que sua estimativa anterior de queda de 6,7% e da previsão do banco central de contração de 7,1%.

“O declínio no segundo trimestre e a recuperação estão atualmente se desenvolvendo mais favoravelmente do que esperávamos”, disse o economista-chefe do Ifo, Timo Wollmershaeuser.

Para 2021, o instituto cortou sua previsão de crescimento de 6,4% para 5,1%, mas mesmo isso indica que a economia da Alemanha pode ficar próxima do nível pré-crise ao final do próximo ano. O BCE ainda espera que a zona do euro como um todo precise de mais um ano para compensar o declínio.

Parte da melhoria prevista partiu do consumo inesperadamente resiliente, e a associação de varejo HDE disse que espera que as vendas nominais no varejo cresçam 1,5% este ano, uma revisão para cima acentuada de sua estimativa anterior de queda de 4%.

(Reportagem de Michael Nienaber)

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O preço da gasolina da Petrobras está em linha com o mercado internacional, mas o do óleo diesel está defasado, diz especialista

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Precisamos que a dívida seja vista como estável ao longo do tempo. Precisamos de reforma emergencial, no curto prazo, administrativa”, diz ex-chefe do BC

Ex-presidente do Banco Central do Brasil, Ilan Goldfajn: “A taxa de juros não ficará em 2%, mas não voltará mais a dois dígitos” (Adriano Machado/Reuters)

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Economia

PIB argentino sofre queda histórica de 19,1% no 2º tri

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Bandeira argentina com a frase: “força, Argentina” em rua com comércio fechado em Buenos Aires. 20 de junho de 2020. (Ricardo Ceppi/Getty Images)

O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina registrou contração de 19,1% no segundo trimestre deste ano, em comparação com igual período de 2019, de acordo com cálculos preliminares do Instituto Nacional de Estatísticas e Censo (Indec), divulgados nesta terça-feira, 22.

Em relação ao primeiro trimestre, a atividade econômica teve retração de 16,2%. No semestre como um todo, a queda foi de 12,6%.

Segundo a instituição, o desempenho negativo foi puxado pelos setores de hotéis e restaurantes, que tiveram tombo anualizado de 73,4%, seguido por atividades de serviços comunitários sociais e pessoais (-67,7%).

“As restrições globais à circulação de pessoas com objetivo de mitigar a pandemia de covid-19 afetam a um conjunto significativo de atividades econômicas em todos os países”, destaca o Indec, em relatório.

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Proposta de reforma administrativa pode ser ampliada, diz secretário

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Segundo o secretário especial de Desburocratização, o próprio Congresso poderá ampliar o escopo da reforma durante sua tramitação

Secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Caio Paes de Andrade (Leandro Fonseca/Exame)

O secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Caio Paes de Andrade, afirmou nesta terça-feira que o governo optou por não encaminhar uma reforma administrativa que afetasse todos os servidores dos demais Poderes (Legislativo e Judiciário) para evitar o que chamou de “judicialização precoce”, mas ele afirmou que o próprio Congresso poderá ampliar o escopo da reforma durante sua tramitação.

“Não mandamos uma reforma (administrativa) pronta, mandamos um arcabouço para que aconteça o que chamamos de uma reforma da nova administração pública”, afirmou Paes de Andrade em live promovida pela corretora Necton.

A proposta de reforma apresentada pela equipe econômica no início deste mês poupou parlamentares, magistrados e militares de medidas destinadas a restringir uma série de benefícios, como férias de mais de 30 dias e aposentadoria compulsória como punição.

 

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Economia

Espanha enfrenta problema incomum: como gastar bilhões contra a crise

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Absorver dinheiro extra repentinamente é um desafio para o país, que não consegue aprovar orçamento anual desde 2016 por causa de uma paralisia política

Madri, Espanha 31/7/2020 (Javier Barbancho/Reuters)

Depois de garantir uma porção generosa dos fundos de recuperação da União Europeia para combate à crise do coronavírus, a Espanha enfrenta um problema inusitado — como fazer uso de todo o dinheiro, disseram fontes do governo à Reuters.

“Esta não é uma crise de dinheiro, é uma crise de ideias”, disse uma das fontes, referindo-se a projetos de investimento concretos para ajudar a economia a sair de uma recessão recorde.

Em um país que não conseguiu aprovar um orçamento anual desde 2016 por causa de uma prolongada paralisia política, a necessidade de absorver dinheiro extra repentinamente é um desafio, disseram as fontes.

A Espanha foi especialmente atingida pela pandemia. O país registrou mais de 640 mil casos de Covid-19, o maior número de infecções na Europa Ocidental, e a doença matou mais de 30 mil vidas espanholas.

A economia espanhola despencou 18,5% no segundo trimestre, contração superada na Europa apenas pelo Reino Unido.

Para ajudar a Espanha a se recuperar, o país receberá cerca de 140 bilhões de euros em subsídios e empréstimos do pacote de recuperação do coronavírus da UE, de 750 bilhões de euros.

Isso inclui 43 bilhões de euros em subsídios apenas nos próximos dois anos — o equivalente a cerca de 8% das despesas anuais.

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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

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