O bilionário Bill Gates deve prestar depoimento em junho a um comitê do Congresso americano que investiga o falecido agressor sexual condenado Jeffrey Epstein e sua cúmplice Ghislaine Maxwell. O depoimento será feito em um formato fechado, semelhante aos já realizados com o ex-presidente Bill Clinton e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton.
Documentos recentes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos citam Bill Gates em conexões próximas com Epstein, incluindo transações financeiras e fotografias privadas. Embora Gates tenha afirmado que não participou ou testemunhou qualquer conduta ilegal de Epstein, ele está disposto a colaborar com as investigações.
Confissão de erros pessoais
Bill Gates admitiu ter cometido um erro ao se associar com Jeffrey Epstein. Segundo ele, teve relacionamentos extraconjugais com duas mulheres russas, mas nega qualquer envolvimento com os crimes cometidos por Epstein.
Em um rascunho de e-mail, Epstein alegou que Gates manteve casos extraconjugais e facilitou encontros ilícitos, afirmações essas que Gates contesta. Ele ressaltou que sua relação com Epstein começou em 2011, anos após o financista ter sido condenado por solicitar prostituição de menor.
O empresário também declarou que sua então esposa, Melinda Gates, expressou preocupações sobre a associação em 2013, mas ele manteve contato com Epstein por pelo menos mais um ano.
“Não fiz nada ilícito. Não vi nada ilícito.”, disse Bill Gates sobre sua relação com Jeffrey Epstein.
