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Auxílio emergencial: prazo para recurso acaba nesta segunda-feira

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Quem teve negado o pedido para receber o novo auxílio emergencial tem só até esta segunda-feira para contestar a decisão por meio do site da Dataprev. Resposta, porém, será dada pelo governo apenas em maio. Maioria dos beneficiários receberá R$ 150 por mês

(crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil)

O governo federal esperava conceder o novo auxílio emergencial para 45 milhões de pessoas, mas só aprovou o pagamento para 40,4 milhões de brasileiros até agora. Quem teve o benefício negado, mas precisa da ajuda do governo deve se apressar para pedir uma reavaliação cadastral. É que o período de contestação dos resultados do novo auxílio acaba hoje.

O pedido de reavaliação deve ser feito no Portal de Consultas da Dataprev, o mesmo utilizado pelo cidadão para saber se teve e o pagamento do novo auxílio aprovado pelo governo. Se fez a consulta e percebeu que foi considerado inelegível para o benefício, basta clicar no campo ‘Contestar’.

E o prazo para isso acaba nesta segunda-feira porque, de acordo com o Ministério da Cidadania, os brasileiros têm 10 dias corridos para reclamar administrativamente da avaliação cadastral, e os resultados dessa análise foram publicados no último dia 2.

A resposta do governo para esses brasileiros, no entanto, não deve ser tão rápida. É que, depois de recebidas as contestações, a Dataprev vai reprocessar esses cadastros “no mês seguinte à solicitação, a partir de dados mais atualizados dos cidadãos nas bases oficiais do Governo Federal” para, então, responder se os reclamantes terão direito ao auxílio. Segundo o órgão, o objetivo desse intervalo “é que as análises realizadas se aproximem o máximo possível à situação atual do cidadão”.

O movimento Renda Básica Que Queremos alerta que muitos brasileiros podem não ser aprovados para receber o novo auxílio mesmo depois da nova análise de dados. O movimento explicou que, como o orçamento destinado ao auxílio emergencial caiu de R$ 293 bilhões, em 2020, para R$ 44 bilhões, em 2021, o governo implementou regras mais rígidas para o benefício. O Renda Básica Que Queremos calcula que um em cada quatro brasileiros que receberam o auxílio emergencial no ano passado não terá direito à ajuda desta vez. Se a previsão for confirmada, serão 17 milhões de pessoas a menos na lista de pagamentos do auxílio, que chegou a 68 milhões de cidadãos em 2020. Além disso, lembra o movimento, a maior parte dos brasileiros que devem receber o benefício neste ano terá direito à parcela de menor valor — R$ 150, apesar de o governo dizer que o auxílio médio será de R$ 250 e pode chegar a R$ 375 para mulheres chefes de família.

Auxílio emergencial

Auxílio emergencial (foto: CB/D.A Press )

Controle
“O nível de controle imposto pelo novo teto do auxílio está prejudicando os beneficiários. Além disso, a contestação não é permitida para todos que foram considerados inelegíveis. Basicamente, só é permitida para situações que dependem única e exclusivamente de uma atualização da base de dados do governo”, reclamou a diretora de Relações Institucionais da Rede Brasileira de Renda Básica, Paola Oliveira. Ela disse que, por conta disso, o movimento está em diálogo com a Defensoria Pública da União (DPU) para solicitar que, assim como fez no ano passado, a DPU ajude esses brasileiros a pedir a ajuda do governo.

Quem precisou recorrer à Justiça para receber o auxílio no ano passado porque estava com as informações desatualizadas nos bancos de dados do governo, por sinal, ainda não aparece na lista de beneficiários do novo auxílio emergencial, segundo Paola. Ela disse, contudo, que este erro o governo prometeu consertar. O Executivo também informou ao Renda Básica Que Queremos que iria publicar até ontem à noite o resultado das avaliações que ainda estavam em processamento no sistema na semana passada.

O prazo foi apresentado depois de o movimento oficiar o Ministério da Cidadania acerca das reclamações de cidadãos que estavam na expectativa para receber o auxílio, mas não tiveram o cadastro aprovado e não sabem o que motivou a negativa. “Temos recebido inúmeras mensagens de pessoas que estavam recebendo o auxílio no fim do ano passado, mas, agora, foram consideradas inelegíveis. Além disso, muita gente ficou sem saber se teria direito ao auxílio, porque o cadastro ainda estava em processamento”, explicou Paola.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, dois fatores têm motivado boa parte dos cortes da base de beneficiários do auxílio. É que, neste ano, o recurso será liberado para apenas uma pessoa da família. Além disso, não vai receber o auxílio quem tem uma renda familiar mensal superior a meio salário mínimo por pessoa ou renda familiar mensal superior a três salários mínimos no total. Assim como no ano passado, também não têm direito à ajuda aqueles brasileiros que estão recebendo algum benefício previdenciário, trabalhista ou assistencial, com exceção do Bolsa Família; que moram no exterior; que têm um emprego na iniciativa privada, no serviço público ou nas Forças Armadas; ou têm militares sem renda identificada na família.

Para evitar contestações indevidas, o governo listou as situações em que é possível fazer o pedido. Por isso, a contestação está disponível, por exemplo, para quem não teve o CPF localizado pelo governo, quem aparece como morto nas bases de dados oficiais, quem está com a idade errada no cadastro, quem não está mais recebendo benefícios previdenciários e quem perdeu o emprego, mas ainda não teve o vínculo empregatício atualizado pelo empregador. “O sistema aceitará apenas critérios passíveis de contestação, ou seja, aqueles em que é possível haver atualização de bases de dados da Dataprev, onde são processados os auxílios”, informou o Ministério da Cidadania.

Pagamentos
O novo auxílio emergencial começou a ser pago na semana passada, no valor de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375. De acordo com o Ministério da Cidadania, o benefício já foi depositado na conta digital de 7 milhões de brasileiros, nascidos em janeiro, fevereiro ou março. E, nesta semana, também será liberado para os brasileiros nascidos em abril, na terça-feira; em maio, na quinta-feira; e em junho, no domingo. Os pagamentos seguem até o fim do mês, de acordo com o mês de nascimento do cidadão, e ocorrem exclusivamente pelo aplicativo Caixa Tem, pois o saque só será liberado no próximo mês. Também nesta semana ocorre o primeiro pagamento do auxílio emergencial para os beneficiários do Bolsa Família. Neste caso, o auxílio vai substituir o Bolsa Família quando for mais vantajoso, e o dinheiro será liberado no mesmo dia do pagamento do Bolsa. Na sexta-feira, recebem, portanto, os beneficiários cujo NIS termina em 1.

“O nível de controle imposto pelo novo teto do auxílio está prejudicando os beneficiários. Além disso, a contestação não é permitida para todos que foram considerados inelegíveis. Basicamente, só é permitida para situações que dependem única e exclusivamente de uma atualização da base de dados do governo”

Paola Oliveira, diretora de Relações Institucionais da Rede Brasileira de Renda Básica

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Covid-19: DF terá selo para identificar empresa que respeitar normas sanitárias

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Selo Estabelecimento Saudável e Seguro reconhecerá empresas que adotam os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar a contaminação pelo coronavírus

Selo Estabelecimento Saudável e Seguro reconhecerá empresas que adotam os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar a contaminação pelo coronavírus

Em meio à pandemia de coronavírus, os consumidores contarão com uma ferramenta visual para verificar se os estabelecimentos comerciais seguem as regras sanitárias preconizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O governador Ibaneis Rocha (MDB) sancionou um projeto de lei que cria o selo Estabelecimento Saudável e Seguro, e reconhece as empresas que cumprem as medidas exigidas para evitar a contaminação pela covid-19.

A medida, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quarta-feira (12/5), exige que os empreendimentos que queiram obter a certificação implementem um protocolo interno de higienização, além de adotar procedimentos que assegurem o funcionamento seguro das atividades comerciais.

A Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal (DF Legal) é a pasta que vai entregar o selo e fiscalizar o cumprimento das regras. Os fiscais vão realizar auditorias aleatórias nas empresas para fazer a verificação.

Pelo ato, o selo ficará visível tanto no espaço físico quanto nas páginas da empresa na internet. Entre os requisitos para poder receber o selo, as empresas devem garantir o fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs) aos trabalhadores, assim como aferir a temperatura deles duas vezes ao dia. Além disso, é necessário disponibilizar álcool em gel 70% aos clientes, e dispensadoras com solução antisséptica.

O texto é de autoria do deputado Hermeto (MDB) e foi aprovada em dois turnos pela Câmara Legislativa (CLDF) em março, e aguardava a sanção do governador para entrar em vigor.

 

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Covid-19: Ibaneis pretende vacinar rodoviários após professores

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Governador Ibaneis Rocha (MDB) adiantou ao Correio que a categoria estará entre os grupos prioritários de imunização. Por enquanto, o DF está fazendo as aplicações em pessoas com comorbidades e nos demais públicos iniciados. Mais de 532 mil receberam a primeira dose

No DF, 532.323 pessoas que receberam a primeira dose dos imunizantes e 283.561, o reforço. – (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A. Press )

Após afirmar que os professores devem ser vacinados contra a covid-19 até agosto, o Governo do Distrito Federal (GDF) pretende imunizar os rodoviários em seguida. De acordo com o que o governador Ibaneis Rocha (MDB) adiantou ao Correio, a categoria é a próxima a entrar na lista de prioridades. No entanto, como o DF depende do envio de doses do Ministério da Saúde, não há uma data para o início dessa fase. Por ora, o GDF está vacinando pessoas com comorbidades, além dos demais públicos já contemplados. Nessa terça-feira (11/5), a capital atingiu a marca de 532.323 pessoas que receberam a primeira dose (D1) dos imunizantes e 283.561, com o reforço.

Apesar da intenção, o governador afirmou que a prioridade, após comorbidades, são os educadores. “A imunização dos professores será capaz de trazer mais normalidade à vida de todos nós, até porque vivemos um problema de saúde social com os alunos em casa”, avalia Ibaneis.

O chefe do Executivo local reforça que o avanço da campanha no DF depende do envio de mais doses pelo Ministério da Saúde. “A esperança é de que venham mais vacinas para que a imunização seja mais rápida para todos, mas precisamos pensar nos rodoviários e em todos os profissionais que têm mais contato com outras pessoas”, completa. Até o momento, o DF recebeu 1.001.504 doses entre CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer. Nessa terça-feira, 9.651 pessoas foram imunizadas com a D1 e 3.277, com a D2 (segunda dose).

Entre as categorias que estão sendo imunizadas, apenas os profissionais da saúde estavam previstos no Plano Distrital de Vacinação da Secretaria de Saúde, o que havia sido estimado em 101 mil pessoas. Até o fechamento desta edição, 135.113 receberam a primeira dose e 100.948, o reforço. A previsão inicial considerava apenas aqueles que atuam na linha de frente no combate á covid-19, por isso a disparidade entre o público esperado e o vacinado.

Os profissionais da segurança pública foram incluídos ao longo da campanha. Dos 16.300 vacinados, 5.488 receberam a D2. Esta categoria não estava prevista no plano Distrital de Vacinação, mas foi incluída depois por determinação do governador do DF e do Ministério da Saúde.

Além dos profissionais de saúde, 96.166 idosos com 75 anos foram vacinados e ultrapassaram a previsão inicial, que era de 80,9 mil indivíduos. Segundo a pasta, isso ocorreu devido à vacinação de moradores de outros estados no DF. Já o grupo de 60 a 74, composto por 265,2 mil pessoas, têm 241.009 vacinados com a D1.

Reações

Após análise dos relatos de reações às vacinas contra a covid-19, o sistema e-SUS, do Ministério da Saúde, associou 529 casos às aplicações. Com relação aos eventos adversos pós-vacinação (EAPV) com a CoronaVac, 288 ocorrências foram classificadas como não graves e seis graves. Das pessoas que relataram sintomas após a imunização, 52,6% informaram dor de cabeça; 21,88%, dores musculares; 16,4%, diarreia e 13,7%, reação de hipersensibilidade na pele.

A vacina AstraZeneca, por sua vez, contabilizou 114 casos como não graves e dois graves. Os sintomas mais relatados foram: dor de cabeça (42,3%), dores musculares (36,4%), febre (35,5%), diarreia (10,1%) e reação no local de aplicação (16,1%). Não houve reação de hipersensibilidade na pele após a aplicação da vacina AstraZeneca.

Apesar das reações registradas, o infectologista e professor da Universidade Católica de Brasília (UCB) Leandro Machado ressalta que isso não é motivo para deixar de se imunizar. “Toda vacina tem reação, é uma coisa que já esperamos quando começamos a vacinar. Não compensa ficar sem vacina, porque a pessoa estará mais exposta à covid-19 e com maior risco de desenvolver a forma grave da doença”, explica.

8.184 mortos

Nas últimas 24 horas, o DF registrou mais 766 novos casos e 34 mortes pela covid-19. Com a atualização, a capital federal chegou à marca de 388,2 mil infecções confirmadas e 8.184 óbitos. A média móvel de casos da doença, levando-se em conta os últimos sete dias, está em 865. Enquanto a mediana de mortes, em relação ao mesmo período, é de 36,85.

A taxa de transmissão está em 0,9, o que significa que 100 pessoas transmitem o novo coronavírus para outras 90. O ideal, para o GDF, é que esse índice permaneça abaixo de 1, pois demonstra que a pandemia está desacelerando.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) estuda os dados diariamente para definir se vai flexibilizar ou não as medidas restritivas em vigor no DF. Esta semana, o chefe do Executivo local deve definir se autoriza ou não a realização de eventos com 25% da capacidade de público. “É preciso acompanhar sempre a evolução dos índices. Está na hora de flexibilizar outras atividades econômicas, a sociedade pede por isso. Se todos observarem as regras de segurança e asseio, é possível manter a doença sob controle até que a vacinação chegue a todos”, disse.

Retomada de cirurgias eletivas

Naide Castilho, 52 anos, sofre de catarata e aguarda, desde abril de 2021, a operação -  (crédito: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
crédito: Carlos Vieira/CB/D.A Press

Gradativamente, a Secretaria de Saúde (SES) do Distrito Federal retoma as cirurgias eletivas que estavam paradas devido ao agravamento da pandemia de covid-19. As cirurgias de pequeno e médio porte, como hérnias e vesículas, voltarão a ser realizadas nos hospitais públicos do DF. Os procedimentos eletivos ocorrem conforme a disponibilização de vagas nas unidades pelos núcleos de internação e alta da SES. A secretaria, no entanto, afirmou que não é possível estimar quantas pessoas estão aguardando por uma dessas cirurgias na capital.

O retorno foi possível graças à desmobilização dos leitos, iniciada esta semana visando o aumento da disponibilização de unidades para que as cirurgias transcorrem de maneira mais dinâmica. A retomada representa alívio para pacientes que esperam pelo procedimento. Naide Castilho, 52 anos, aguarda desde abril do ano passado por uma cirurgia de catarata. “O médico falou que tinha que esperar, que iam me ligar, mas, até hoje, nada. Eu estou doida para fazer essa cirurgia, mas essa pandemia atrapalhou”, lamenta.

Ela conta que, ao longo do último ano, os sintomas têm piorado. “Me atrapalha para ler as caixas de comprimido, para ler no celular. Para eu colocar a linha na agulha, tenho que sair na claridade. Fico preocupada de perder a vista. Às vezes, fico com a visão embaçada, me dá umas fisgadas”, reclama. Com o retorno das operações, ela se sente esperançosa. “Se for liberada, vai ser um alívio, bom demais, dá mais segurança, vou ficar despreocupada”.

Na semana passada, durante a inauguração do hospital de campanha do Gama, no Bezerrão, o governador Ibaneis Rocha (MDB) confirmou que os pacientes com covid-19 nas UTIs dos hospitais públicos seriam transferidos para as unidades de campanha. Os módulos no Autódromo de Brasília e na Escola Parque Anísio Teixeira, em Ceilândia ainda não foram entregues.

Emergência

A vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Bernadete Perez, diz que o “maior risco é morrer sem assistência, sem acesso”. Ela pondera que, no início da pandemia, os estados tiveram de dar uma resposta rápida à crise com a mobilização de leitos, mas que a medida é incompleta e insuficiente para o enfrentamento de uma pandemia. “A gente tem tempo suficiente para conseguir fazer essa organização de serviços de maneira que não tenha, também, um aumento de letalidade entre a população com outras doenças crônicas e agudas que precisam de assistência”, acrescenta.

A enfermeira e professora da Universidade de Brasília (UnB), Fátima Sousa ressalta que a suspensão das cirurgias eletivas em meio à pandemia do novo coronavírus é resultado de erros na gestão da saúde no DF. “Deveríamos ter feito os hospitais de campanha para dar suporte aos hospitais de referência, como o Hran (Hospital Regional da Asa Norte), e deixado os demais funcionando normalmente”, avalia.

A professora diz que a solução de transferir os pacientes com covid-19 para os hospitais de campanha veio tarde, mas é necessária. “Tem que colocar um garrote rapidamente e estancar essa sangria. Tem que organizar, não pode deixar morrer de outras doenças”, declarou.

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Voltas às aulas presenciais na rede pública só com vacinação, diz Educação

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Segundo a pasta, imunização de servidores é fundamental para retorno. Expectativa é de que, até agosto, professores tenham recebido ao menos a primeira dose

(crédito: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

O Distrito Federal se prepara para vacinar contra a covid-19 os professores e servidores da rede pública de ensino da capital. Com o plano de vacinação da categoria estruturado e finalizado, a expectativa dos técnicos é de que os profissionais sejam imunizados a partir do mês que vem para que as aulas presenciais comecem em agosto. “Pelo que tenho conhecimento, o Ministério da Saúde se manifestou com relação à vacinação dos professores em junho. O governador pretende iniciar as aulas até agosto”, reiterou o secretário da Casa Civil do DF, Gustavo Rocha, durante coletiva ontem. Com a redução no número de casos e na ocupação dos leitos de UTI, Ibaneis Rocha estuda também liberar a volta de eventos, com público reduzido para 25% (leia mais na página 14).

Os próximos passos da ação ficarão sob responsabilidade das secretarias de Educação e Saúde do DF. Ao Correio, o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero, disse que as pastas vão ter a primeira reunião para definir as tratativas do processo na tarde desta terça-feira. “Temos que avaliar se há compatibilidade com o que recebemos de dose”, afirmou.

Valero não deu detalhes sobre o plano e os critérios de imunização dos profissionais e disse que o GDF, assim como as demais unidades da Federação, é obrigado a seguir o Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. “Hoje, nem a gente tem autonomia, porque dependemos de doses que vêm do Ministério da Saúde”, disse.

Em nota, a Secretaria de Educação do DF (SEEDF) afirmou que a capital está preparada para o retorno presencial, que só ocorrerá após a vacinação dos professores, demais servidores e funcionários terceirizados que atuam nas escolas. “A Secretaria de Educação estruturou o plano de volta às aulas presenciais a partir da vacinação dos profissionais de educação”, disse o comunicado.

Segundo a pasta, o retorno ocorreria de forma gradual. “A partir da pré-escola, em ordem crescente, até o ensino médio. A execução do plano, porém, depende da oferta de vacinas pelo Ministério da Saúde”, ressaltou a nota. A reportagem questionou a secretaria sobre a quantidade de profissionais da educação que estariam contemplados pela vacinação, considerando que parte do público pode ter sido vacinado por outros critérios, como idade e comorbidades. A pasta não respondeu até o fechamento desta edição. A previsão inicial era de que seriam 50 mil servidores.

Outro entrave para acelerar o processo é a falta de vacinas. Na semana passada, o Governo Federal voltou atrás e determinou que os imunizantes entregues aos estados e ao Distrito Federal fossem usados para completar o ciclo de vacinação. Com isso, inviabilizou a ampliação do público-alvo que, no momento, é composto por pessoas com comorbidades, profissionais de segurança, da saúde e idosos a partir de 60 anos. A Secretaria de Educação destacou que não tem informações sobre quando novos lotes do imunizante serão destinados aos profissionais da área. “(O ministério) Não sinalizou quando enviará aos estados doses para vacinação do grupo de professores”. concluiu.

A diretora do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) Rosilene Corrêa afirmou que os profissionais não se sentem seguros para voltar ao trabalho presencialmente. “O ritmo de vacinação no DF está muito lento. Não tem como ter segurança para um retorno sem vacina. E, de preferência, com a população vacinada, e não só os professores”, disse. A representante da entidade diz que reconhece a importância das aulas presenciais, mas que, na atual situação, a saúde é prioridade. “Os professores nunca deixaram de trabalhar. Eles estão em sala de aula, o que diferencia é que estamos em uma sala de aula virtual. Lamentavelmente, sabemos e reconhecemos o prejuízo de muitos estudantes porque não dispõem de recursos para acompanhar a aula virtual. Falta de internet ou computador. Mas, isso não é responsabilidade dos professores”, ressalta.

Preocupação

Pais de alunos reconhecem que o rendimento escolar dos filhos diminuiu com o ensino remoto, mas temem que eles sejam contaminados pelo novo coronavírus nas salas de aula. A auxiliar operacional Divina Pereira de Morais, 28 anos, preocupa-se em deixar que o filho frequente a escola. “Eu estava tranquila em relação ao meu filho voltar, mas ouvi de uma moça que a irmã dela estava com covid e a filha estava indo para a creche. Tem pais que estão doentes e mandam os filhos para a escola. Essas crianças podem transmitir o vírus para as outras”, conta a moradora de Planaltina.

A empresária Brunna Araújo Nunes, 35 anos, moradora de Taguatinga, também se sente insegura para o retorno das aulas presenciais. Ela acredita que apenas a vacinação dos profissionais não é suficiente. “Não adianta somente vacinar os professores porque tem as crianças. Se uma criança estiver com o vírus, vai passar para as outras. Eu tenho três filhos na escola pública, gostaria muito que as aulas voltassem, mas só se tivesse um controle maior”, aponta.

A técnica em radiologia Maria das Graças Barbosa, 55 anos, vacinou-se contra a covid-19, pois faz parte do grupo das comorbidades. Mesmo aliviada, ela expressa outra preocupação: os netos que estão em idade escolar. Para Maria, os professores devem ser imunizados com urgência. “Eles deveriam ser vacinados, porque não tem como dar aula sem vacinar. E fica aquele problema: eles serão vacinados, mas e as crianças? Esse é o ponto negativo”, ressalta.

O presidente da Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do Distrito Federal (Aspa-DF), Alexandre Veloso, destaca a preocupação da entidade com o retorno das aulas. “Acreditamos que isso é importante e vai ajudar muitas famílias. Também temos a necessidade de que isso seja opcional. Tem família, por exemplo, que sinalizou que só volta quando o filho for vacinado. Então, isso não vai acontecer este ano, porque vacina para criança não tem previsão”, comenta.

Mais 37 mortes
O DF registrou 37 mortes e 832 casos da covid-19 ontem. Com as ocorrências, a capital acumula 8.150 óbitos e 387.293 infecções pelo novo coronavírus. Desses, 371.293 são pacientes considerados recuperados. A média móvel de casos está em 865, o que representa queda de 8,57%, em relação ao número de 14 dias atrás. Quanto às mortes, em comparação ao mesmo período, o índice é de 38 — redução de 22% comparada à média móvel de 26/5.

Ontem, foram mais 7.606 pessoas imunizadas com a 1ª dose da vacina contra a covid-19. O número dos que receberam a segunda aplicação totaliza 1.439. Os dados são do vacinômetro da Secretaria de Saúde do DF. Com os números, a capital soma 520.625 aplicações da primeira dose e 280.378 da segunda, desde o início da campanha.

Palavra de especialista

Exposição

“É importante vacinar os professores porque eles vão ter que sair de casa, se transportar, chegar nesse ambiente (escola) e vão ter contato com muita gente na sala de aula. Temos visto que a transmissão de covid-19 em ambientes escolares tem uma característica que não é, em geral, do aluno para o professor, e, sim, do professor com outros professores e com funcionários. Assim, o aluno entra também como parte desse ciclo. Mas a transmissão em adultos é mais importante do que em crianças. Ao mesmo tempo, é importante que a gente tente elencar e fazer uma discussão ética sobre quais são os grupos mais vulneráveis e mais expostos para construir essa ordem de vacinação. Por exemplo, temos motoristas de ônibus, cobradores, profissionais de limpeza e segurança, que são serviços essenciais, que ainda não foram vacinados e que, em teoria, estão mais expostos que os professores.”

Jonas Brant, epidemiologista e professor da Universidade de Brasília (UnB)

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Covid-19: Saúde suspende vacinação de grávidas no DF

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Segundo nota da Secretaria de Saúde, a pasta aguarda as recomendações técnicas do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde para retomar a imunização deste grupo

A suspensão veio após investigação de efeito adverso da vacina em grávida no Rio de Janeiro – (crédito: JOE KLAMAR)

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal decidiu suspender a vacinação contra a covid-19 e o agendamento de grávidas. A decisão vem após uma recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após “evento adverso” à vacina da AstraZeneca investigado pelo Ministério da Saúde.

Segundo a pasta local, a suspensão estará em vigor até que as recomendações técnicas do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde sejam encaminhadas. A orientação é que as gestantes aguardem para as novas recomendações.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o ministério investiga a morte de uma mulher, no Rio de Janeiro, vacinada com este fármaco. Além do DF, São Paulo e Rio de Janeiro suspenderam a vacinação de grávidas.

 

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Lira defende ‘reforma tributária possível’ e destravar pauta econômica

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De acordo com o parlamentar, o atual Congresso Nacional é reformador e quer destravar a pauta econômica ainda em 2021

(Adriano Machado/Reuters)

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defendeu nesta segunda-feira, 10, a aprovação de uma “reforma tributária possível”, possivelmente fracionada entre Câmara e Senado e dividida em duas, sendo um texto para alterar incidência de impostos sobre renda e outra sobre consumo. “Quanto mais pesada, pior de ser feita”, declarou Lira, em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil.

De acordo com o parlamentar, o atual Congresso Nacional é reformador e quer destravar a pauta econômica ainda em 2021, considerando a dificuldade em dar andamento a projetos polêmicos em ano eleitoral.

Lira ainda voltou a defender a extinção da comissão mista da reforma tributária, medida anunciada na semana passada alegando esgotamento de prazos regimentais. “Reforma tributária é uma pauta que não pode ter percalços”, afirmou.

O presidente da Câmara também manteve seu discurso de que a alteração no sistema de tributação brasileiro não deve ter paternidade, e sinalizou que outro relator poderá ser indicado para tocar a pauta na Casa. Responsável pelo relatório na comissão extinta, o deputado Aguinaldo Ribeiro (Progressistas-PB), apesar de correligionário de Lira, é aliado político do deputado Baleia Rossi (MDB-SP), rival do atual presidente da Câmara nas eleições de fevereiro deste ano.

Já a reforma administrativa, após apreciação em comissões e plenário, deve ser entregue ao Senado dentro de um mês e meio, disse Lira, durante a entrevista. O presidente da Câmara também se comprometeu em discutir privatizações, sem especificar de quais empresas se tratava.

Urnas eletrônicas

Embora tenha reiterado sua confiança urnas eletrônicas, Arthur Lira defendeu a possibilidade de se “tirar dúvidas” sobre o sistema eleitoral brasileiro. Segundo ele, se a adoção do voto impresso tiver de ser discutida, será debatida rapidamente no Congresso Nacional.

“Se eu acredito na urna eletrônica, não tem por que não tirar dúvidas. Não podemos chegar a uma eleição com uma parcela da população colocando sub judice o resultado da eleição”, declarou Lira ao programa da TV Brasil.

O presidente da Câmara ainda renovou críticas à instalação da CPI da Covid no Senado Federal. O colegiado, na visão de Lira, estaria acontecendo em um “momento inoportuno”.

“Não é momento de procurar culpados. Quem cometeu seus erros, pagará por eles”, disse, argumentando que o Congresso Nacional deveria estar mais preocupado com o fornecimento de vacinas contra o novo coronavírus e com a pauta econômica. “Eu não estou defendendo o Palácio do Planalto. Eu nunca disse que era contra a CPI. Mas estão transformando a CPI em palanque político, e a população está de olho nisso”.

Lira disse ainda ser prejudicial discutir alianças para eleições de 2022 em meio à pandemia e à crise econômica. O deputado afirmou também que não participa dessas conversas neste momento, nem mesmo em Alagoas, seu Estado.

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Covid-19: taxa de ocupação dos leitos de UTI na rede privada está em 90,4%

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Segundo dados da Sala de Situação, há 27 leitos vagos em unidade de terapia intensiva nos hospitais particulares do DF para atender pacientes graves com a covid-19

(crédito: Breno Esaki)

As unidades de terapia intensivas (UTI) reservadas para atender pacientes com a covid-19 na rede particular estão perto da capacidade total. De acordo com dados divulgados na Sala de Situação, a taxa de ocupação dos leitos de UTI Covid chegou a 90,4% na manhã desta segunda-feira (10/5). Há apenas 27 leitos disponíveis, sendo que um deles é pediátrico.

Em contrapartida, na rede pública, com a abertura do Hospital de Campanha do Gama na última sexta-feira (7/5), o índice de ocupação dos leitos de UTI Covid está em 79,7%. Segundo informações da Secretaria de Saúde, dos 480 leitos reservados para pacientes graves com a doença, 91 estão vagos. Outros 30 estão bloqueados e um aguarda liberação.

Além das UTIs, a rede de saúde conta com 255 leitos em unidades de cuidados intermediários (UCI) para casos com suspeita ou confirmação da covid-19. Desse quantitativo, 124 leitos encontram-se disponíveis para receber pacientes — sendo que 53 estão localizados no Hospital de Campanha do Gama. De acordo com a pasta, a UCI tem a mesma estrutura que um leito de UTI convencional, por isso é capaz de dar todo o suporte necessário para os casos mais graves. Na manhã desta segunda-feira (10/5), 97 pacientes aguardavam na fila por um leito de UTI na rede pública. Desse quantitativo, nove são de pacientes com suspeita ou confirmação da covid-19. A expectativa da Secretaria de Saúde é zerar essa fila com a abertura dos hospitais de campanha.

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quinta-feira, 13 de maio de 2021

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