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Economia

Arrecadação federal chega a R$ 137,169 bilhões em junho

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Resultado foi impulsionado por recolhimentos atípicos de empresas

© Marcello Casal JrAgência Brasil

A União arrecadou R$ 137,169 bilhões no mês passado, de acordo com dados divulgados hoje (21) pela Receita Federal. Na comparação com junho do ano passado, houve um crescimento de 46,77% descontada a inflação, em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O valor é o segundo maior para os meses de junho desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995, em valores corrigidos pela inflação. Apenas em junho de 2011 a arrecadação foi maior, de R$ 143.793 bilhões.

Nos seis primeiros meses de 2021, a arrecadação federal soma R$ 881,996 bilhões, com alta de 24,49% acima da inflação pelo IPCA, recorde para o período.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comentou os resultados e disse que as altas expressivas na arrecadação mostram o forte impulso da economia. “Todos os sinais que estão vindo da Receita, exportações, importações, ritmo de pagamento de impostos em todas as variedades, todos dão sintomas clássicos de uma vigorosa retomada de crescimento econômico”, disse.

Guedes destacou que, dos 86 setores, apenas seis ainda estão com arrecadação abaixo do período pré-pandemia. “São eventos, agências de viagem, bares e restaurantes, por exemplo, porque ainda existem vetores importantes de distanciamento social, cuidados, muitas prefeituras e estados em regime de exceção à mobilidade”, explicou.

Resultado

De acordo com a Receita, o resultado da arrecadação federal pode ser explicado, principalmente, pelos fatores não recorrentes (que não se repetirá em outros anos), como recolhimentos extraordinários de aproximadamente R$ 20 bilhões em Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e em Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), de janeiro a junho de 2021.

No mesmo período do ano passado, os recolhimentos extraordinários foram de R$ 2,8 bilhões. No mês, o crescimento foi de 76,88% acima da inflação, com pagamento atípico de R$ 4 bilhões por empresas de diversos setores econômicos.

Nos últimos meses, esses recolhimentos fora de época têm impulsionado a arrecadação, por causa de empresas que registraram lucros maiores que o previsto e tiveram de pagar a diferença.

Os valores contrabalançaram a elevação de R$ 6,675 bilhões (em valores corrigidos pelo IPCA) nas compensações tributárias entre junho de 2020 e de 2021. O aumento foi de 89% em junho deste ano em relação a junho de 2020 e cresceram 51% no período acumulado.

Por meio da compensação tributária, uma empresa que previu lucros maiores do que o realizado e pagou IRPJ e CSLL por estimativa em um exercício pode pedir abatimento nas parcelas seguintes, caso tenha prejuízo ou lucro menor que o esperado. Por causa da pandemia da covid-19, que impactou o resultado das empresas, o volume de compensações aumentou de R$ 7,471 bilhões, em junho de 2020, para R$ 14,146 bilhões, em junho de 2021.

Outros fatores

Além do IRPJ e CSLL, os destaques do mês foram as altas registradas na arrecadação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), 116,25% em valores reais – corrigidos pela inflação. Além da alta de 26,20% no volume de vendas e de 23% no volume de serviços, a receita desses tributos subiu porque o recolhimento de PIS/Cofins foi postergado três meses no ano passado por causa da pandemia.

A arrecadação da Previdência Social aumentou 49,28% acima da inflação por causa do adiamento do recolhimento das contribuições patronais e do Simples Nacional.

Também houve crescimento da arrecadação dos tributos de comércio exterior, em razão, principalmente, do crescimento da taxa de câmbio e do valor em dólar das importações, que teve elevação de 73,81% em entre maio de 2020 a maio de 2021.

O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) teve aumento de 60,97% em relação a junho de 2020, especialmente nos setores de metalurgia, comércio atacadista e fabricação de produtos de borracha e material plástico. O resultado é explicado, principalmente, pelo crescimento de 25,79% na produção industrial. Agência Brasil

 

Economia

Caixa paga hoje auxílio emergencial a nascidos em março

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Benefício também será pago a inscritos no Bolsa Família com NIS 5

© Marcello Casal jr/Agência Brasil.

Trabalhadores informais nascidos em março recebem hoje (23) a sexta parcela da nova rodada do auxílio emergencial. O benefício tem parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família.

O pagamento também será feito a inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos no mesmo mês. O dinheiro é depositado nas contas poupança digitais e pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a três semanas após o depósito, o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta corrente.

Também hoje, recebem a sexta parcela do auxílio emergencial os participantes no Bolsa Família com Número de Inscrição Social (NIS) de final 5. As datas da prorrogação do benefício foram anunciadas em agosto.

Ao todo 45,6 milhões de brasileiros estão sendo beneficiados pela nova rodada do auxílio emergencial. O auxílio é pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.

Calendário de pagamento da sexta parcela do auxílio emergencial

Calendário de pagamento da sexta parcela do auxílio emergencial – Caixa/Divulgação

Para os beneficiários do Bolsa Família, o pagamento ocorre de forma distinta. Os inscritos podem sacar diretamente o dinheiro nos dez últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do NIS.

O pagamento da sexta parcela aos inscritos no Bolsa Família começou no último dia 17 e segue até o dia 30. O auxílio emergencial somente é depositado quando o valor for superior ao benefício do programa social.

Calendário de pagamento da sexta parcela do auxílio emergencial para beneficiários do Bolsa Família

Calendário de pagamento da sexta parcela do auxílio emergencial para beneficiários do Bolsa Família – Divulgação/Caixa

Em todos os casos, o auxílio é pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.

O programa se encerraria em julho, mas foi prorrogado até outubro, com os mesmos valores para as parcelas.

A Agência Brasil elaborou um guia de perguntas e respostas sobre o auxílio emergencial. Entre as dúvidas que o beneficiário pode tirar estão os critérios para receber o benefício, a regularização do CPF e os critérios de desempate dentro da mesma família para ter acesso ao auxílio. Agencia Brasil

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Reajuste salarial fica abaixo da inflação em agosto

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Informação é do boletim Salariômetro, divulgado pela Fipe

© Marcello Casal JrAgência Brasil.

No mês de agosto, o reajuste salarial mediano no país ficou 1,4 ponto percentual abaixo da inflação, considerando como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Apenas 9,5% das negociações resultaram em ganhos reais, de acordo com o boletim Salariômetro, divulgado hoje (23) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O reajuste médio negociado foi de 8,5% em agosto, enquanto o INPC, no acumulado de 12 meses, ficou em 9,9%. O piso salarial mediano – modelo que corrige discrepâncias – negociado foi de R$ 1.255 em agosto, enquanto o piso médio foi de R$ 1.396.

O Salariômetro analisa os resultados de 40 negociações salariais coletivas, que são depositados no Portal Medidor, do Ministério da Economia.

Não houve aumento mediano real como resultado das negociações em nenhum dos últimos 12 meses, conforme a fundação. Desde setembro do ano passado, o índice tem oscilado de -1,4% a zero.

Segundo a Fipe, a inflação projetada para as próximas datas-base ficará perto dos 10%, o que deverá comprimir o espaço para ganhos reais no futuro.

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Economia

Previsão de chuva nas estações do ano estão negativas

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Inmet diz que não há previsão de recuperação do nível dos reservatórios até fevereiro de 2022; Brasil aumenta compra de GNL dos EUA e de energia do Uruguai

Represa de Furnas, em Minas Gerais, sofre com a falta de chuvas (Douglas Magno / AFP via Getty Images/Getty Images)

Não vai ser dessa vez: o primeiro dia da primavera começa com previsões pouco promissoras sobre as chuvas esperadas para o período, o que deve agravar a crise hídrica. De acordo com projeções da NOAA, a agência para o clima dos Estados Unidos, há entre 70% e 80% de chance de ocorrência do fenômeno La Niña em outubro, com o resfriamento das águas do Pacífico e um menor volume de precipitações.

Vai até chover por aqui, mas não nos reservatórios de hidrelétricas em estado crítico. A expectativa é de precipitações acima da média até dezembro no Nordeste, enquanto no Sudeste e Centro-Oeste as chuvas devem estacionar no parâmetro dos últimos anos, quando começaram a ser registrados níveis mais baixos de umidade. E o verão deve ser seco.

“Não há previsão de chuva para recuperar o solo e o nível dos reservatórios”, disse Marcia Seabra, coordenadora geral de Meteorologia Aplicada, Desenvolvimento e Pesquisa do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) durante apresentação sobre a previsão do clima para a primavera e verão nesta terça, 21.

Os modelos matemáticos da NOAA apontam uma probabilidade de 60% a 70% de um volume menor de chuvas no Sul e Sudeste este ano. “Essas previsões são consistentes com o impacto que o La Niña deve provocar”, disse Michelle L’Heureux, meteorologista da agência americana,

“É preciso lembrar que fenômenos como o El Niño e La Niña estão aí desde sempre, mas as mudanças climáticas podem influenciar o impacto dessas condições, com secas acompanhadas por temperaturas mais altas por exemplo”.

Os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, responsáveis por 70% da geração de energia no país produzida a partir de hidrelétricas, já operam com menos de 22% da capacidade, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS).

Na Bacia do Rio Paraná, que abrange seis estados, a situação é considerada crítica. O reservatório Jurumirim opera com 22,4% da capacidade, seguido pelo Água Vermelha (11%), Nova Ponte (10,9%) e Ilha Solteira, que zerou.

“É um cenário muito complicado, com efeitos que vão além do aumento de preços causados pela baixa oferta de energia e uma alta da demanda com a recuperação econômica”, diz Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados. “Existe, inclusive, uma forte possibilidade de blecautes esparsos”.

Mais inflação, menos PIB

Na visão de Gabriel Barros, economista-chefe da RPS Capital, a crise hídrica deve provocar não só um efeito negativo sobre a inflação: o PIB também pode sair machucado. Se houver uma redução compulsória da carga de energia da ordem de 15%, deve haver um impacto no PIB de 2 pontos percentuais, de acordo com estudo realizado por Barros.

Os efeitos da seca já são visíveis. Com o nível de água praticamente zerado no maior reservatório de São Paulo, de Ilha Solteira, a navegação na hidrovia Tietê-Paraná, uma das principais do país, foi suspensa.

O corredor logístico representa uma das maiores vias de escoamento de carros-chefes da produção agrícola nacional, como soja, milho e cana-de-açúcar. Os prejuízos com a paralisação da hidrovia devem gerar perdas da ordem de 3 bilhões reais para o setor aquaviário, segundo o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros.

Não fossem os investimentos em inovações que permitem uma maior adaptação das plantas a um clima mais seco, algo que se anunciava no horizonte há uma década, a agricultura também estaria passando por maus bocados.

Mesmo com a umidade insuficiente do solo nesta primavera, quando começa o plantio de soja, produtores rurais do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo deram início ao cultivo em algumas áreas — por enquanto, não há previsão de atrasos.

Risco de racionamento

Enquanto o mercado internacional de alumínio se aquece, com um aumento da demanda, os fabricantes brasileiros têm dificuldade em incrementar a produção, com os preços da energia elétrica em alta – o insumo corresponde a 70% dos custos totais do metal. A Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) tem externado preocupação com a falta de sinalização sobre a real dimensão da crise hídrica no país.

Alguns indícios apontam que o problema pode ser maior do que parece. “O governo não quer falar em racionamento e não trata o assunto abertamente, mas sabemos que sem chuvas no verão, como parece ser o caso, teremos uma crise significativa”, diz Vale.

Com os reservatórios secando, o Brasil se tornou um dos maiores compradores mundiais de gás natural liquefeito (GNL), usado para a geração de energia, dos Estados Unidos. A Coréia do Sul segue como principal cliente global no acumulado do ano (91 embarques), seguida pela China (82) e Japão (79) mas o Brasil lá vem logo atrás (72). No início deste mês, o país ocupou o segundo lugar no ranking mundial de recebimento de GNL, perdendo apenas para a Coreia do Sul.

O risco de racionamento no Brasil também está provocando um aumento das importações de energia. Graças à crise hídrica no país, o Uruguai deve bater um recorde de exportação do insumo este ano, com 300 milhões de dólares em vendas.

“Esperamos continuar ajudando o país até o fim do ano. A situação é muito crítica para o Brasil”, disse Silvia Emeraldi, presidente da Administración Nacional de Usinas y Transmisiones Eléctricas (UTE), estatal de energia elétrica do Uruguai.

Enquanto isso, os economistas refazem as projeções sobre o impacto que o aumento do custo de energia deve causar na economia e na inflação este ano e em 2022. “Essa crise é um dos componentes do cenário fraco de atividade que observamos”, diz Vale.

Com a palavra, o governo

Procurado pela reportagem, o Ministério de Minas e Energia disse estar sem tempo para conceder entrevista. Em um comunicado enviado por e-mail, a pasta afirma que desde outubro de outubro de 2020 “tem adotado diversas medidas para mitigar o impacto no setor elétrico do pior cenário de escassez hídrica da história do país”, com ações como “o acionamento de mais termelétricas, importação de energia, entrada em operação de novos empreendimentos de geração e de transmissão, flexibilização de restrições de defluência mínima e de armazenamento mínimo em reservatórios de usinas hidrelétricas, flexibilizações de critérios operativos, disponibilização de unidades de regaseificação de gás natural, incentivo à oferta de excedente de geração de energia elétrica, programas de redução voluntária da demanda e do consumo e campanhas de consumo consciente de energia”.

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Economia

Conselho de Estado da China diz que garantirá estabilidade da economia

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O gabinete do governo chinês também prometeu fortalecer a coordenação entre as políticas fiscal, financeira e de emprego

Construção em Xangai, China (Aly Song/Reuters)

O Conselho de Estado da China afirmou que trabalhará para garantir que a economia siga dentro de um “alcance razoável” em meio a desafios impostos por altos preços de commodities e a disseminação do coronavírus no país. Os comentários constam em relatos na imprensa estatal chinesa, após reunião do órgão nesta quarta-feira

Para tanto, o Partido Comunista se comprometeu a “estudar e introduzir medidas que impulsionem o consumo, desempenhar melhor o papel do investimento social, expandir o investimento eficaz e manter o crescimento estável do comércio exterior e do investimento estrangeiro”.

O gabinete do governo chinês também prometeu fortalecer a coordenação entre as políticas fiscal, financeira e de emprego, além de promover melhorias em seus instrumentos “preventivos” com “ajustes finos e cíclicos”, conforme necessário.

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Economia

Caixa paga hoje auxílio emergencial a nascidos em fevereiro

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Também recebem os inscritos no Bolsa Família com NIS 4


© Leonardo Sá/Agência Senado.

Trabalhadores informais nascidos em fevereiro recebem hoje (22) a sexta parcela da nova rodada do auxílio emergencial. O benefício tem parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família.

O pagamento também será feito a inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos no mesmo mês. O dinheiro é depositado nas contas poupança digitais e pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a três semanas após o depósito, o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta corrente.

Também hoje, recebem a sexta parcela do auxílio emergencial os participantes no Bolsa Família com Número de Inscrição Social (NIS) de final 4. As datas da prorrogação do benefício foram anunciadas em agosto.

Ao todo, 45,6 milhões de brasileiros estão sendo beneficiados pela nova rodada do auxílio emergencial. O auxílio é pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.

Calendário de pagamento da sexta parcela do auxílio emergencial

Calendário de pagamento da sexta parcela do auxílio emergencial – Caixa/Divulgação

Para os beneficiários do Bolsa Família, o pagamento ocorre de forma distinta. Os inscritos podem sacar diretamente o dinheiro nos dez últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do NIS.

O pagamento da sexta parcela aos inscritos no Bolsa Família começou no último dia 17 e segue até o dia 30. O auxílio emergencial só é depositado quando o valor for superior ao benefício do programa social.

Calendário de pagamento da sexta parcela do auxílio emergencial para beneficiários do Bolsa Família

Calendário de pagamento da sexta parcela do auxílio emergencial para beneficiários do Bolsa Família – Divulgação/Caixa

Em todos os casos, o auxílio é pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.

O programa se encerraria em julho, mas foi prorrogado até outubro, com os mesmos valores para as parcelas.

A Agência Brasil elaborou um guia de perguntas e respostas sobre o auxílio emergencial. Entre as dúvidas que o beneficiário pode tirar estão os critérios para receber o benefício, a regularização do CPF e os critérios de desempate dentro da mesma família para ter acesso ao auxílio. Agência Brasil

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Economia

CNC: confiança do comerciante diminui 0,4% em setembro

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Esta foi a primeira queda depois de três altas seguidas

© Fernando Frazão/Agência Brasil

A confiança do comerciante brasileiro diminuiu 0,4% em setembro, registrando no mês 119,3 pontos. Apesar de ser a primeira queda depois de três altas seguidas, o indicador se mantém na zona de satisfação, acima dos 100 pontos. Os dados do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) foram divulgados hoje (21) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo a CNC, a redução ocorreu depois de o índice ter acumulado alta de 30,7% desde junho. Na comparação com o mesmo período de 2020, o aumento do Icec foi de 30,2%, com padrão de confiança acima do primeiro ano da pandemia.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os dados reforçam a ideia de recuperação do setor, mas ainda há muitos desafios para serem enfrentados até a economia brasileira retomar níveis mais altos de crescimento.

“A queda da confiança empresarial pode estar associada à pressão sobre os custos da alta dos combustíveis, do aumento da tarifa de energia elétrica e por conta da crise hídrica, além de refletir as expectativas com relação aos efeitos da inflação sobre o consumo”.

Componentes

No mês, todos os componentes do Icec caíram, pela primeira vez desde abril, quando o índice registrou 6,4%. Porém, a CNC aponta que, mesmo com a queda de 0,9% no indicador que avalia as expectativas do empresário, ele permanece dentro da região de satisfação, com 153,9 pontos.

O indicador que avalia as intenções de investimentos caiu 0,7%, ficando em 104,2, também na região de satisfação. O único subíndice que ficou abaixo foi o que analisa as condições atuais do empresário, que chegou a 99,7 pontos com a queda de 0,3%.

Para a economista da CNC, Izis Ferreira, a queda não pode ser interpretada como uma tendência, já que o avanço da vacinação contra a covid-19 aponta redução da pandemia.

“Pode estar associada a uma relativa acomodação empresarial causada pelo crescimento anterior. Fatores como inflação, desemprego e possibilidade de aumento dos juros também podem ter contribuído para a deterioração das expectativas em geral”.

De acordo com ela, a aproximação do Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro e historicamente uma data importante para o varejo, deve ajudar a equilibrar a desconfiança evidenciada nesse mês. Agência Brasil

 

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