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Anatel aprova proposta de edital para o leilão do 5G

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O texto passará agora por uma consulta pública de 45 dias antes da publicação oficial

5G: o governo pretende licitar três blocos de espectro para a introdução da tecnologia no Brasil (Sergio Perez/Reuters)

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou nesta quinta-feira a proposta de edital para o leilão do 5G. O texto ainda passará por consulta pública, durante 45 dias, antes da sua publicação oficial. A decisão atende ao governo, que quer fazer a licitação até o fim deste ano.

A proposta aprovada pela Anatel está em linha com portaria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, publicada nesta semana, com as diretrizes para o leilão. O governo pretende licitar três blocos de espectro para a introdução da tecnologia 5G no Brasil. Os valores envolvidos no leilão ainda não foram definidos.

Um acordo entre empresas de radiodifusão e de telecomunicações permitiu acréscimo de mais 100 megahertz (MHz) na faixa de 3,5 gigahertz (GHz) – considerada como porta de entrada dos serviços 5G no Brasil. Junto com os blocos que já estavam previstos para serem negociados, a inclusão dessa faixa – que será desocupada pelas TVs – no edital fará o Brasil ter um dos maiores leilões de espectro do mundo.

O edital prevê a oferta de três licenças nacionais e duas regionais em 3,5 GHz, a faixa mais importante. Uma dessas licenças regionais seria reservada exclusivamente aos pequenos provedores. Porém, se não aparecer interessado numa primeira rodada, o bloco volta a ser oferecido novamente sem a exclusividade para operadoras menores.

O texto prevê como compromissos dos blocos nacionais a instalação de fibra em municípios sem essa infraestrutura. Para os blocos regionais, o compromisso é o atendimento a municípios abaixo de 30 mil habitantes e de municípios ainda sem a tecnologia 4G.

Esse desenho pode fazer com que uma das quatro grandes operadoras nacionais (Vivo, TIM, Claro e Oi) receba uma licença menor que as demais. A aposta do setor, segundo fontes do mercado, é que esta posição que possivelmente será ocupada pela Oi, devido à condição financeira ainda delicada da tele.

O edital apresenta ainda uma divisão do país para definir os lotes regionais. O desenho será feito por meio de sete grandes áreas: as cinco regiões do país, excluindo o mercado paulista; o Estado de São Paulo; e um bloco com o Triângulo Mineiro e cidades do interior de São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A ideia é combinar áreas consideradas mais e menos atrativas. Se não houver interessado no Norte, essa região seria agrupada com o estado de São Paulo.

A portaria do ministério traz uma solução para o destino das antenas parabólicas usadas na recepção da TV aberta, que interferem no sinal da quinta geração da internet móvel. O documento aposta na convivência entre o 5G e as antenas parabólicas.

As teles e os radiodifusores concordam com o uso de filtros nas antenas, para eliminar as interferências. Essa solução, assim como os custos dela decorrente, só será estabelecido no edital definitivo. Os valores, estimados em R$ 500 milhões, serão pagos pelas empresas vencedoras do leilão.

O edital ainda não define, porém, uma solução para a participação da chinesa Huawei na construção da infraestrutura das redes no Brasil. A participação da empresa chinesa no desenvolvimento da tecnologia no país é um assunto que ainda não está totalmente pacificado no governo. Não há, no entanto, predisposição do Brasil em vetar a Huawei, como pressionam os Estados Unidos.

O leilão é apenas o primeiro passo para a implementação do 5G no Brasil, que ainda dependerá da expansão da infraestrutura das operadoras de telefonia. Nesse leilão, as teles vão disputar o direito de operar as bandas de frequência nas cidades e começar a oferecer a tecnologia no Brasil. Não há data para a entrada em operação do 5G no país.

Mais que uma internet de altíssima velocidade para celulares, a quinta geração de redes móveis de telefonia representará um novo marco para indústria, para agricultura de precisão, na criação de tecnologias para cidades inteligentes, segurança pública e internet das coisas.

Após a consulta pública, o edital ainda será novamente analisado pela Anatel e, na sequência, passará pelo Tribunal de Contas da União (TCU) antes de ser publicado e o leilão ser marcado.

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Tecnologia

Novo smartphone com 5G da Huawei chega para competir com Apple e Samsung

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O próximo smartphone da Huawei será anunciado na manhã desta segunda-feira, 24

Huawei: empresa anuncia novo smartphone nesta segunda-feira (Rodrigo Garrido/Reuters)

São Paulo – Mesmo com o cancelamento do evento Mobile World Congress devido ao surto do coronavírus da China, a empresa chinesa Huawei irá anunciar o seu novo smartphone por meio de uma transmissão virtual. O lançamento acontecerá na próxima segunda-feira, 24, às 10h no horário de Brasília, via YouTube.

De acordo com o site americano Cnet, o smartphone P40, como está sendo chamado pela mídia internacional, virá com rede 5G e o novo Wi-Fi 6, que são conexões de rede da última geração. Além disso, o celular seguirá o modelo dos dispositivos P30 e não terá os serviços do Google, como Gmail e Google Maps.

Na mensagem abaixo, publicada no Twitter, a Huawei divulga a transmissão de seu evento via internet:

We invite you to join us online and explore our latest innovations in smart technology! Tune in at 14:00 CET on February 24th and discover how we bring Huawei seamless Al to life at http://bit.ly/HWLaunchTW#TogetherConnectingPossibilities

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Mais uma possível novidade é que o aparelho terá uma câmera com zoom óptico em até 10 vezes, que estará inclusa em um módulo retangular traseiro com cinco sensores. Para ativar o zoom, o usuário deve alterar a câmera objetiva grande-angular pela teleobjetiva, de forma que o zoom é um reflexo da diferença de comprimentos de ambas.

Uma reportagem do site GizChina diz que as câmeras da parte de trás virão com o sensor MX700, da Sony, que tem 52 megapixels. Isso demonstra um avanço em relação aos sensores dos dispositivos da geração anterior, que tinham 42 megapixels.

Sobre a aparência dos novos modelos, uma das imagens postadas pela Huawei mostra um smartphone dobrável, o que pode indicar que a companhia esteja tentando disputar o mercado com o Razr, da Motorola. O site 91mobiles acrescentou que o dispositivo deve vir com cinco opções de cores, que são: cinza, azul, preto, dourado e branco.

A Huawei busca se destacar no mercado global de smartphones, liderado hoje pela rival sul-coreana Samsung, que lançou recentemente smartphones da linha Galaxy S20 com zoom óptico de 10 vezes e zoom digital de até 100 vezes. Já a Apple, que recentemente perdeu a vice-liderança do mercado global, ainda não possui um celular com um zoom tão avançado.

 

 

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Tecnologia

Facebook processa empresa analítica por uso inapropriado de dados

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O site oneAudience pagou fabricantes de software para instalar um programa ”malicioso” em seus aplicativos que criava uma coleta “inadequada” de dados

A maior rede social do mundo enfrenta intensa pressão para tomar medidas fortes contra o uso inadequado de dados.
(foto: DENIS CHARLET / AFP)

O Facebook entrou com uma ação contra a empresa de inteligência de dados oneAudience por usar uma tática para obter informações sobre os usuários da plataforma de rede social.
O site oneAudience, com sede em Nova Jersey, pagou aos fabricantes de software a instalação de um programa “malicioso” em seus aplicativos que criava uma coleta “inadequada” de dados de pessoas no Facebook e em outros sites de redes sociais, disse o Facebook.
“Os investigadores de segurança primeiro relataram o comportamento da oneAudience como parte do nosso programa de recompensas por (denunciar) abusos de dados”, disse Jessica Romero, diretora de regras de plataforma e litígios, em um post no blog.
“O Facebook e outras empresas afetadas logo tomaram medidas contra a OneAudience”
As medidas que o Facebook tomou no final do ano passado incluem a desativação de aplicativos e o envio de uma notificação legal à oneAudience para interromper essa atividade, de acordo com a rede social.
O Facebook pediu à oneAudience para cooperar e auditar a conformidade com as políticas de redes sociais, mas, segundo Romero, a empresa se recusou a cumprir o pedido.
A maior rede social do mundo enfrentou intensa pressão para tomar medidas fortes contra o uso inadequado de dados, uma vez que um consultor político que trabalha na campanha de Donald Trump roubou informações pessoais de dezenas de milhões de usuários.
Desde então, o Facebook se comprometeu a revisar os acordos com todos os seus parceiros e aplicativos.
A oneAudience diz que trabalha com parceiros para precisar “identidades únicas de dispositivos móveis” que permitam localizar usuários “reais e verificados” e “compreender plenamente o usuário por trás da tela”.
Procurada pela AFP, a empresa não se manifestou.
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Política BSB

Lava Jato abre ação penal contra Walter Faria e mais 21 por lavagem

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A peça é resultado da 62ª fase da operação, denominada “Rock City”, deflagrada em 31 de julho do ano passado

Walter Faria: investigação diz que empresário atuou no esquema de lavagem de dinheiro (Grupo Petrópolis/Divulgação)

O juiz Luiz Antonio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba, abriu ação penal contra o empresário Walter Faria e outros 21 investigados que mantêm ligações com o Grupo Petrópolis, a Odebrecht e o Antígua Overseas Bank por 642 atos de lavagem de dinheiro. O esquema teria movimentado, entre 2006 e 2014, cerca de R$ 1,1 bilhão em valores atualizados. O magistrado não acolheu a denúncia contra Nelson de Oliveira. A decisão foi tomada na quarta-feira, dia 26.

A denúncia foi oferecida pela Lava Jato em Curitiba em 13 de dezembro de 2019. A peça é resultado da 62ª fase da operação, denominada “Rock City”, deflagrada em 31 de julho do mesmo ano, para apurar o envolvimento de executivos do grupo Petrópolis na lavagem de dinheiro desviado pela Odebrecht de contratos com a Petrobras.

A denúncia foi rejeitada em prol de Nelson de Oliveira, parcialmente aceita em face de Wladimir Teles de Oliveira e de Marcio Roberto Alves do Nascimento e totalmente aceita em relação aos outros 20 denunciados. Os acusados têm dez dias para apresentar defesa no processo.

O caso

As investigações apontam que Faria, do Grupo Petrópolis, “atuou em larga escala na lavagem de ativos e desempenhou substancial papel como grande operador do pagamento de propinas”. Ele também teria “atuado no pagamento de subornos decorrentes do contrato da sonda Petrobras 10.000”.

Em contrapartida, Faria teria recebido “altas somas no exterior e uma série de negócios jurídicos fraudulentos no Brasil”, diz o Ministério Público Federal.

A Lava Jato acusa a Odebrecht de repassar o dinheiro ilícito diretamente a contas no exterior relacionadas à empreiteira e ao grupo Petrópolis. Para isso, teria usado “camadas de contas estrangeiras em nome de diferentes offshores”.

A Procuradoria diz. “Essa estratégia envolveu também a utilização de complexa estrutura financeira de contas no exterior relacionadas às atividades do grupo Petrópolis. De acordo com documentação encaminhada pela Suíça, foram identificadas 38 offshores distintas com contas bancárias no EFG Bank de Lugano, controladas por Faria. Mais da metade dessas contas permaneciam ativas até setembro de 2018.”

A Procuradoria pedia a abertura de ação contra Nelson de Oliveira. Ele seria o representante da conta Headliner Limited, cujo beneficiário econômico seria Walter Faria. A conta teria recebido valores para benefício de Walter Faria entre 30 de outubro de 2007 e 1º de setembro de 2008.

Mas a defesa apresentou documentos que comprovam a desvinculação de Oliveira da conta em abril de 2006. Assim, o magistrado federal não abriu ação contra ele.

Defesas

A reportagem entrou em contato com o Grupo Petrópolis, a Odebrecht e o Antígua Overseas Bank. O espaço está aberto para posicionamento do banco e das empresas – bem como dos demais citados.

 

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