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Sobe para 33 o número de mortos em incêndio em estúdio do Japão

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Homem espalhou o que aparentava ser gasolina dentro do estúdio Kyoto Animation e incendiou o prédio

Incêndio: Suspeito foi detido e está sendo tratado em um hospital devido a ferimentos (Kyodo/Reuters)

Tóquio — Um incêndio criminoso em um estúdio de animação do Japão nesta quinta-feira deixou ao menos 33 mortos, informou a emissora pública NHK, depois que um homem foi visto gritando “morram” enquanto derramava combustível no edifício, no pior ataque ocorrido no país em quase duas décadas.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, classificou o incêndio na cidade de Kyoto — o episódio de violência brutal mais recente em um país conhecido por suas taxas de crime baixas é como “assombroso demais para as palavras”, e expressou condolências pelas vítimas.

A polícia colocou sob custódia um homem de 41 anos que gritou “morram” enquanto espalhava o que parecia ser gasolina ao redor do edifício de três andares da empresa Kyoto Animation pouco depois das 10h (horário local e 22h de quarta em Brasília), segundo a NHK.

As mortes de 33 pessoas foram confirmadas, disse uma autoridade do Corpo de Bombeiros de Kyoto.

Uma fumaça branca e preta emanava das janelas carbonizadas do prédio, mostraram imagens de televisão.

“Ouvi o som dos caminhões dos bombeiros e saí de casa, e vi grandes chamas brotando do edifício”, disse um menino de 16 anos, segundo citação da NHK.

“Agentes do Corpo de Bombeiros estavam tentando resgatar os feridos em um parque próximo, mas parece que não eram suficientes”, acrescentou.

O premiê Abe disse se tratar de um incêndio criminoso.

“Hoje, muitas pessoas foram mortas e feridas em um caso de assassinato por incêndio criminoso em Kyoto”, escreveu no Twitter. “É assombroso demais para as palavras”.

Parte das vítimas foi encontrada no interior do prédio, algumas no terceiro andar e outras em uma escadaria que leva ao telhado, disse a autoridade dos bombeiros. Trinta e seis pessoas ficaram feridas, 10 delas em condições graves, acrescentou.

O suspeito está ferido e sendo tratado em um hospital, por isso a polícia não conseguiu interrogá-lo, disse a NHK.

A polícia de Kyoto não quis comentar.

As redes sociais japonesas testemunharam muitas manifestações de solidariedade com o estúdio, e alguns usuários publicaram imagens de animações. Muitos usaram a hashtag “#PrayForKyoani”, uma referência à Kyoto Animation.

Os crimes violentos são relativamente raros no Japão, mas incidentes graves ocasionais chocaram o país.

O caso desta quinta-feira é o pior incidente de violência no Japão desde um suposto incêndio criminoso em um prédio de Tóquio em 2001.

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Ousado, projeto de brasileiro propõe cobrir Notre-Dame com vitrais

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Quatro meses depois do incêndio que destruiu parte da Catedral de Notre-Dame, em Paris, um arquiteto brasileiro apresentou um projeto para reconstrução do local. A proposta é usar vitrais para refazer o teto e a agulha, as partes mais prejudicadas pelo fogo.

Em uma postagem no Instagram, o arquiteto responsável pelo projeto explicou que a ideia é usar a iluminação natural, que ao passar pelos vitrais, se multiplicará em diversas cores. Alexandre Fantozzi completou que para a parte da noite, a iluminação interior se tornaria uma grande cobertura retroiluminada.

O projeto, batizado de Couronne Divine – ou Coroa Divina – tem como objetivo exaltar uma das características mais importantes do estilo Gótico, que norteia a Catedral. A proposta é usar materiais mais tecnológicos para isso.

O arquiteto reforçou que não pretende intervir no design e não tem aspirações artísticas. Fantozzi afirmou que quer respeitar o significado sagrado de Notre Dame, uma Catedral inaugurada nos anos 1345.

O governo francês pretende entregar as obras de recuperação da estrutura em até cinco anos, mas ainda não deu detalhes da escolha de um projeto de reconstrução.

 

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Impasse político na Itália mantém navio com 134 imigrantes à deriva

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Em meio a uma batalha entre ex-aliados políticos, o ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, impediu o desembarque do navio com imigrantes na Itália

Itália: a imigração se tornou um tema central do plano de Salvini para impor novas eleições (Guglielmo Mangiapane/Reuters)

Itália – Um navio de resgate com 134 imigrantes a bordo, a maioria africanos, aguardava no litoral da Itália nesta sexta-feira em meio a uma batalha entre ex-aliados políticos que impediu a embarcação de atracar em Lampedusa, ilha do sul do país.

O ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, determinou que suas autoridades impeçam o navio de desembarcar os imigrantes, que foram resgatados no litoral da Líbia 16 dias atrás, desafiando seu próprio primeiro-ministro e apesar de seis nações da União Europeia terem concordado em recebê-los.

O sofrimento dos imigrantes ressalta o colapso da coalizão governista italiana e como a imigração se tornou um tema central do plano de Salvini de impor novas eleições à nação e voltar ao poder como premiê.

Cinco pessoas seriamente traumatizadas foram retiradas do navio Open Arms, operado por uma organização espanhola homônima, na quinta-feira, acompanhados de quatro familiares. Outras três pessoas que necessitavam cuidado médico urgente foram levadas à terra firme durante a noite com um acompanhante, informou o Open Arms no Twitter.

“Elas estão se flagelando e ficando com raiva de outras pessoas do grupo”, explicou Alessandro di Benedetto, psicólogo do grupo humanitário italiano Emergency, à rádio RAI depois de examinar as cinco pessoas desembarcadas na quinta-feira.

“Algumas delas estão tendo pensamentos suicidas, então pensam que é melhor morrer aqui do que voltar.”

 

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Israel autorizará visita de congressista americana por razão ”humanitária”

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O ministro Aryeh Dery decidiu nesta sexta-feira autorizar a entrada de Rashida Tlaib “para uma visita humanitária a sua avó”

(foto: Ahmad Gharabli/AFP)

Israel autorizará a entrada em seu território da congressista democrata americana Rashida Tlaib para uma “visita humanitária”, anunciou nesta sexta-feira o ministro do Interior.
As autoridades israelenses haviam proibido na quinta-feira as visitas de Tlaib e de outra congressista americana, Ilhan Omar, devido a seu apoio à campanha de boicote ao Estado hebreu e após um pedido do presidente americano, Donald Trump.
Mas o ministro Aryeh Dery decidiu nesta sexta-feira autorizar a entrada de Rashida Tlaib “para uma visita humanitária a sua avó”.
A própria congressista “prometeu não estimular a causa do boicote a Israel durante sua estadia”, afirma um comunicado divulgado pelo ministério.
Rashida Tlaib é a primeira congressista americana de origem palestina. O território de Israel é a porta de entrada para os Territórios Palestinos.
O movimento BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) defende o boicote econômico, cultural e científico de Israel para protestar contra a ocupação dos Territórios Palestinos.
Israel aprovou em 2017 uma lei que permite a proibição de entrada em seu território dos partidários do BDS, que o país denuncia como antissemitas, acusações que os ativistas rejeitam.
Rashida Tlaib escreveu na quinta-feira às autoridades israelenses para solicitar autorização para visitar sua família, em particular sua avó, que mora em Beit Ur al Fauqa, perto da Ramallah, na Cisjordânia ocupada.
“Pode ser minha última oportunidade para visitá-la”, escreveu a congressista. “Me comprometo a respeitar todas as restrições e a não promover o boicote contra Israel durante minha visita”, completou no texto.
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