O PSOL, pela primeira vez desde sua criação, decidiu não lançar candidato próprio para o Governo do Distrito Federal. Essa decisão foi tomada no sábado (25), durante a convenção da Federação PSOL-Rede, que oficializou o apoio ao pré-candidato Leandro Grass (PT) e apresentou a secretária de Finanças do partido, Tetê Monteiro, como candidata a vice-governadora. Essa aliança reúne os partidos PSOL, Rede, PT, PV, PCdoB e PDT para disputar o governo e o Senado.
O encontro destacou a importância de união do campo progressista frente ao crescimento da direita no Distrito Federal. Para o deputado distrital Fábio Felix (PSOL), que agora concorre a deputado federal, essa decisão representa um momento novo para a federação.
“Foi uma convenção para oficializar a posição do PSOL e da Rede no Distrito Federal”, afirmou. A prioridade foi definir um programa para a cidade e unir forças em torno das candidaturas de Leandro Grass ao governo, Erika Kokay (PT) e Leila Barros (PDT) ao Senado. “Pela primeira vez, o PSOL e a Rede não têm candidaturas majoritárias próprias e apoiam um projeto comum.”
Tetê Monteiro é a novidade na chapa
A grande novidade da convenção foi a confirmação de Tetê Monteiro como candidata a vice na chapa de Leandro Grass. Com 20 anos de militância no PSOL, ela aceitou o convite por acreditar na importância de uma construção coletiva.
“Essa escolha mostra a confiança do partido em mim e no projeto que Leandro Grass lidera”, declarou.
Tetê destacou a intenção de apresentar uma alternativa ao atual governo e ressaltou que temas como o aumento das mortes nas unidades de saúde, a insegurança e os problemas no transporte público precisam ser prioridade no debate político. “Para melhorar a vida da população, são necessárias ações concretas”, disse.
Leandro Grass promete governo atento à população
Ao receber o apoio da federação, Leandro Grass declarou que a união dos partidos fortalece a capacidade de diálogo com a população e reforça um projeto focado nos serviços públicos.
Ele criticou a situação da saúde no DF, considerando-a a pior da história recente da capital, e defendeu o fortalecimento do SUS e da atenção básica.
Sobre o desafio de conquistar votos em um eleitorado que tem se inclinado à direita, Grass disse que a estratégia será intensificar o contato direto com as pessoas.
“Queremos que nosso projeto atenda aos interesses da sociedade e não de poucos milionários. Nosso governo será de rua, com participação social, não de gabinete”, afirmou.
Meta de crescimento da bancada
A federação também lançou os candidatos proporcionais: Fábio Felix concorrerá a deputado federal e Max Maciel (PSOL) tentará a reeleição na Câmara Legislativa.
Max ressaltou que a decisão de não lançar candidatura própria para o governo mostra que o partido prioriza o projeto político acima das disputas internas.
“Temos compromisso e responsabilidade com o Distrito Federal e entendemos o momento que vivemos. A aliança visa construir uma cidade para as pessoas, priorizando saúde, desenvolvimento econômico e políticas sociais”, disse.
Programa comum da federação
Na convenção, PSOL e Rede aprovaram dez diretrizes para a campanha, incluindo a defesa do SUS público, o fim do IGES-DF, a implantação da tarifa zero no transporte público, fortalecimento dos serviços públicos, combate aos feminicídios, proteção do Cerrado e ampliação da assistência social. A federação também confirmou apoio às candidaturas de Erika Kokay e Leila Barros ao Senado.
