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segunda-feira, 20/04/2026

Promotores vão investigar morte de mulher em briga com policial em São Paulo

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Em Brasília

FOLHAPRESS

Promotores do Gaesp (Grupo de Atuação Especial de Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial), do Ministério Público de São Paulo, iniciaram uma investigação na segunda-feira (6) para entender a morte da ajudante-geral Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos, após uma discussão com uma policial militar na zona leste da capital paulista, na sexta-feira (3).

De acordo com relatos, o companheiro da vítima se desequilibrou na rua, no bairro Cidade Tiradentes, e bateu na viatura, o que gerou uma confusão que terminou com um tiro contra a mulher.

Testemunhas e uma advogada que assistiu à gravação da ocorrência contestam a versão da polícia. Elas afirmam que Thawanna foi agredida antes de ser baleada.

Ajudante-geral ficou ferida e permaneceu no chão por mais de 45 minutos até a ambulância chegar, segundo moradores do local.

A Secretaria de Segurança Pública declarou que o caso está sendo investigado com prioridade pela Polícia Civil e manifestou pesar pela morte da Thawanna da Silva Salmázio, solidarizando-se com a família. Dois policiais, incluindo a soldado que atirou, foram afastados do serviço nas ruas.

Quatro moradores da rua Edimundo Audran, em Cidade Tiradentes, relataram ter visto a agressão e o tiro, além da movimentação após o disparo.

A advogada Viviane Leme, que representa a família de Thawanna, destaca que as imagens da câmera corporal de um policial mostram que a agressão partiu da policial militar, não da vítima.

Segundo a advogada, em 33 segundos, desde que a viatura se aproximou do companheiro de Thawanna até o disparo, houve uma discussão simples, em que policiais reclamaram por estarem no meio da rua e Thawanna questionou se seriam atropelados.

A Secretaria de Segurança Pública informou que as imagens foram anexadas ao inquérito e que a ausência de uso das câmeras corporais, que são obrigatórias, será investigada pela Corregedoria da PM. Irregularidades serão punidas conforme a lei.

Moradores relataram que tentaram ajudar Thawanna, mas foram impedidos por policiais que ameaçaram atirar caso chegassem perto.

Thawanna era mãe de cinco filhos, de 5 a 16 anos, e três deles dependiam da renda dela para terem o que comer. Ela faria 32 anos na próxima quarta-feira (8).

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