A Polícia Federal iniciou nesta terça-feira, 3, a Operação Decrypted II com o objetivo de desmantelar um grupo criminoso especializado em fraudes eletrônicas relacionadas a carteiras de criptomoedas e lavagem de dinheiro internacional. As ações incluem um mandado de prisão preventiva, um mandado de busca e apreensão, além do bloqueio de bens dos suspeitos, na cidade de Imperatriz, localizada a 635 km de São Luís, no Maranhão.
As investigações começaram com informações fornecidas pela El Dorado Task Force (EDTF), uma força-tarefa chefiada pela Homeland Security Investigations, órgão do Departamento de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos.
Com sede em Nova York, a EDTF é especializada em combater organizações criminosas internacionais que praticam lavagem de dinheiro e crimes financeiros. Fundada em 1992, ela trabalha em parceria com o setor privado para desarticular essas redes.
Após um ano de apuração no Brasil, a Polícia Federal identificou indivíduos envolvidos no roubo eletrônico de cerca de 2,6 milhões de dólares (aproximadamente 13,48 milhões de reais) em criptomoedas, retiradas de carteiras mantidas em uma corretora dos Estados Unidos.
De acordo com a Polícia Federal, alguns dos suspeitos estão no Maranhão. Foi também detectado movimentação financeira incompatível com a renda dos principais investigados, que receberam valores altos de prestadores de serviços de ativos digitais sem justificativa comercial clara.
“As ações firmes são resultado das transferências disfarçadas de grandes quantias em criptomoedas, mesmo após mandados de busca na fase inicial da investigação, o que mostra que um dos investigados continuou com a prática ilícita”, disse a Polícia Federal.
Estadão Conteúdo.

