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Pela 1ª vez, Butantan vai exportar vacina da gripe a países asiáticos

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O pedido foi feito pela Organização Mundial da Saúde que vai levar 550 mil doses para a Mongólia e a Malásia

(Karoly Arvai/Reuters)

O Instituto Butantan vai exportar, pela primeira vez na sua história, a vacina da gripe a países asiáticos. Serão 550.000 doses, sendo 300.000 distribuídas para a Mongólia e 250.000 para a Malásia. De acordo com o diretor do Butantan, Dimas Covas, o pedido de envio foi feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Este pedido consolida a instituição como uma das mais importantes e referência na produção de imunizantes e soros ao redor do mundo”, disse ele em entrevista coletivas nesta sexta-feira, 28.

Fundado há 119 anos, o Instituto Butantan tem a maior fábrica de vacina contra a gripe do Hemisfério Sul. Em 2020 já produziu e distribuiu um total de 80 milhões de doses ao Ministério da Saúde, um recorde.

Vacina contra a covid-19

O estado de São Paulo, por meio do Instituto Butantan, desenvolve a vacina chinesa contra a covid-19 que está na fase 3 de testes para comprovar a eficácia. Ao lado da vacina desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca, é uma das mais promissoras e avançadas do mundo.

A fase de testes no Brasil começou no fim de julho. Ao todo, 9.000 profissionais de saúde voluntários participam do estudo em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal.

O governo estadual pretende ampliar a produção da vacina para 120 milhões de doses. Para isso, está indo atrás de doações da inciativa privada e de recursos do governo federal.

Na quarta-feira, 26, Dimas Covas se reuniu com Eduardo Pazuello, ministro interino da Saúde. A expectativa do estado é conseguir um valor superior a 1 bilhão de reais, dinheiro similar ao destinado à Fiocruz para fabricar a vacina contra a covid-19 do laboratório AstraZeneca.

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Butantan entrega à Anvisa documentos que faltavam para autorização da Coronavac

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Também presente em coletiva, Doria disse que as doses da Coronavac proporcionalmente reservadas a SP no plano nacional não deixarão o território do estado

O Instituto Butantan entregou na manhã desta sexta-feira todos os documentos que faltavam para a obtenção da autorização para uso emergencial da CoronaVac, vacina contra covid-19 do laboratório chinês Sinovac, e faltam apenas dois esclarecimentos que serão dados à agência reguladora nesta tarde, disse o presidente do Butantan, Dimas Covas.

Ele afirmou, durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo, que espera que a Anvisa autorize o uso emergencial da CoronaVac no domingo e que a vacinação contra covid-19 no país comece na próxima semana.

“Esses documentos que foram solicitados ao Butantan, todos foram entregues até a manhã de hoje. Neste momento existem dois questionamentos apenas que serão respondidos agora às 14h numa reunião técnica entre Butantan e Anvisa“, afirmou

“Portanto no domingo tenho convicção que teremos a autorização para uso emergencial”, acrescentou.

O governo de São Paulo também informou que está providenciando o encaminhamento de 4,5 milhões de doses da CoronaVac para um depósito do Ministério da Saúde em Guarulhos, como parte do lote inicial de 6 milhões de doses do imunizante que serão usadas no Programa Nacional de Imunização.

Também presente na coletiva, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), desafeto político do presidente Jair Bolsonaro com quem tem tido atritos por causa da CoronaVac e do combate à pandemia, disse que as doses da CoronaVac proporcionalmente reservadas a São Paulo no plano nacional não deixarão o território do Estado.

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Mercado privado prevê vacina no Brasil em março, mas só para empresas

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Setor encomendou 5 milhões de doses do laboratório indiano Bharat Biotech. Vacina ainda depende de registro na Anvisa

(Javier Zayas Photography/Getty Images)

O mercado privado de vacinas no Brasil prevê um imunizante contra a covid-19 disponível no país em março. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (Abcvac), Geraldo Barbosa, foram encomendadas 5 milhões de doses do laboratório indiano Bharat Biotech.

Cerca de 60% desse total devem estar em solo brasileiro na primeira remessa. Mas para que o cronograma seja cumprido, ainda é necessário o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Eles nos deram o prazo de que vão submeter o registro no dia 15 de fevereiro e vamos sempre acompanhar. Eles já solicitaram o certificado de boas práticas da fábrica. Todos os cronogramas estão sendo cumpridos”, disse Barbosa.

Representantes do mercado privado de vacinas do Brasil foram até a Índia na semana passada para conhecer os processos de fabricação da chamada Covaxin. O laboratório indiano assinou um acordo com a empresa brasileira Precisa Medicamentos, para fazer a distribuição e venda no Brasil.

De acordo com Barbosa, o foco do mercado privado é atender empresas, que querem comprar uma vacina para os funcionários. E que neste primeiro momento não deve ser disponibilizado um imunizante em clínicas, vendido diretamente às pessoas. Veja os principais trechos da entrevista.

Como foi a inspeção da comitiva ao laboratório na Índia?

Quando assinamos o memorando de entendimento, colocamos que precisávamos ver in loco, a qualidade, se a vacina não era conflitante com o mercado público. A gente também queria saber como foram feitos os estudos de eficácia e qualidade. Eu posso dizer que fiquei impressionado com o investimento da Índia e a capacidade de tecnologia. Tem uma estrutura incrível, isso ficou bem evidente e realmente tudo o que falaram é muito maior. Saímos com mais certezas do que dúvidas.

O que ficou acordado?

O memorando foi ratificado. Agora, nós dependemos só do registro da Anvisa. Eles nos deram o prazo de que vão submeter o registro no dia 15 de fevereiro e vamos sempre acompanhar. Eles já solicitaram o certificado de boas práticas da fábrica. Todos os cronogramas estão sendo cumpridos. E está mantida a previsão de ter uma vacina no mercado privado em março.

Já há uma previsão, agora, de quanto vai custar cada dose?

Estamos cuidando do custo efetivo, que envolve seguro, a logística, barreiras regulatórios. Tudo isso será feito pelo laboratório e impacta no preço. Ainda não temos este valor. A questão do seguro não imaginávamos qual seria o valor. Os riscos envolvidos com a vacina contra a covid-19 fizeram aumentar o preço de um seguro em 300%, em média, se comparado com o seguro de uma outra vacina.

Quantas doses foram encomendadas? Como será a distribuição?

Nós solicitamos 5 milhões de doses e na visita pedimos doses adicionais. Mas eles nos informaram que só vão disponibilizar mais, após cumprirem todos os contratos com os governos. A distribuição será feita de forma escalonada, mas a gente espera receber 60% deste total já na primeira remessa.

O setor privado foi muito criticado por fazer uma negociação ao mesmo tempo do setor público. Como a associação avalia essas críticas?

Essa foi uma crítica muito superficial porque desconsidera que o nosso objetivo é ofertar para o mercado corporativo, que vai dar a vacina de forma gratuita para os seus funcionários. Claro que podemos distribuir para pessoas físicas, mas isso só vai ocorrer se tivermos doses adicionais, ou se sobrar. Vamos somar mais 2,5 milhões de brasileiros protegidos. Se o mercado privado pode contribuir, é mais do que justo. Todo mundo que criticou tem plano de saúde, tem algum plano de saúde suplementar, e não usa 100% o SUS. A nossa busca é suplementar o que o governo está fazendo.

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Profissionais de saúde recuperados da covid-19 estão protegidos, diz estudo preliminar

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Segundo os pesquisadores, 44 indivíduos foram reinfectados pela covid-19 em um total de 6.614 pessoas; anticorpos podem durar por até cinco meses

Saúde: profissionais da área podem ter anticorpos mais duradouros (Amanda Perobelli/Reuters)

Segundo os pesquisadores, 44 indivíduos foram reinfectados pela covid-19 em um total de 6.614 pessoas que, em testes, apresentaram anticorpos suficientes para uma proteção contra a doença por pelo menos cinco meses – de junho a novembro de 2020. Isso quer dizer que existe uma proteção de ao menos 83% em relação aos trabalhadores que não foram expostos ao vírus. O estudo é preliminar e ainda não passou pela revisão de pares.

Apesar disso, os pesquisadores britânicos alertam que alguns participantes, mesmo com um nível alto de anticorpos em seu organismo, continuam a disseminar o vírus para outras pessoas. “Agora sabemos que grande parte das pessoas que tiveram o vírus e geraram anticorpos estão protegidas contra reinfecção, mas essa proteção não é completa e ainda não sabemos quanto tempo dura. E, o mais importante, acreditamos que as pessoas podem continuar a transmitir o vírus”, resume a autora principal do estudo, Susan Hopkins.

Para chegar a essa conclusão foram analisados cerca de 20.800 profissionais de saúde, incluindo funcionários do hospital na linha de frente do atendimento de pacientes com covid-19, convidados a fazer diagnósticos regulares para verificar se ainda eram portadores do vírus ou se geraram anticorpos – um sinal de uma infecção mais antiga.

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Estes dois fatores psicológicos podem reduzir a eficácia das vacinas contra covid-19

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Nem tudo está perdido: cientistas também apontam formas de driblar problemas no sistema imunológico causados por doenças psicológicas

Vacina: fatores psicológicos podem atrapalhar eficácia (Amanda Perobelli/Reuters)

Tanto o estresse quanto a depressão já são dois itens conhecidos na redução da imunidade humana, reduzindo a eficácia de outros imunizantes, principalmente na população mais velha. Os desafios, segundo os cientistas, foi intensificado por conta da pandemia, que forçou as pessoas ao isolamento e ao distanciamento social – que impactaram diretamente a saúde mental de alguns indivíduos.

“Em adição aos problemas físicos causados pela covid-19, a pandemia também causa problemas na saúde mental, causando ansiedade e depressão, bem como outros problemas. Estressores emocionais como esses podem afetar o sistema imunológico das pessoas, prejudicando a habilidade de o corpo se livrar de infecções”, afirmou Annelise Madison, uma das autoras da pesquisa.

Segundo ela, o estudo traz luz à eficácia da vacina e ajuda a entender “como os comportamentos de saúde e estressores emocionais podem alterar a habilidade do corpo humano de desenvolver uma resposta imune”. “O maior problema é que a pandemia pode estar amplificando esses fatores de risco”, disse.

As vacinas funcionam ao desafiar o sistema imunológico dos seres humanos e, após horas de uma vacinação, uma resposta imune é criada ao mesmo tempo em que o corpo começa a reconhecer uma ameaça biológica em potencial – todo esse processo leva a produção de anticorpos que lutam contra patógenos específicos. De acordo com a ciência, é a continuidade da produção desses anticorpos que determinam o quão eficaz uma vacina é a longo prazo.

Os imunizantes são uma das formas mais eficazes e seguras para proteger a sociedade de doenças – e não é de hoje que fatores como depressão, estresse e solidão estão diretamente ligados a uma piora no sistema imunológico das pessoas.

Mas existe um lado bom. Segundo os pesquisadores, as vacinas em circulação têm uma eficácia aproximada de 95% – e, mesmo que os fatores psicológicos desempenhem um papel negativo, é possível fazer algumas coisas para amplificar os efeitos da vacina. Exercícios físicos e uma boa noite de sono antes da vacinação pode ajudar a gerar uma resposta imune ainda mais forte. Nem tudo está perdido.

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Indonésia anuncia eficácia de 65,3% da CoronaVac e aprova uso emergencial

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Dados preliminares são de testes em estágio avançado. No Brasil, eficácia foi de 78% para casos leves e de 100% contra mortes, casos graves e internações

CoronaVac na sede da empresa Sinovac, na China (Thomas Peter/Reuters)

A Indonésia aprovou nesta segunda-feira, 11, o uso emergencial da CoronaVac, vacina contra covid-19 produzida pela chinesa Sinovac — e que no Brasil é desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan. A agência reguladora do país também informou que o imunizante apresentou 65,3% de eficácia nos testes realizados no país, segundo resultados preliminares.

“Esses resultados atendem aos requisitos da Organização Mundial da Saúde de um mínimo de eficácia de 50%”, disse Penny K. Lukito, responsável pela agência reguladora de alimentos e medicamentos do país, BPOM.

Na semana passada, o Butantan informou que, nos testes feitos no Brasil, a Coronavac teve eficácia de 78% em casos leves e de 100% em casos moderados e graves — isto é, afirmando que nenhum dos vacinados precisou ser hospitalizado ou teve a doença de forma grave. Mas falta ainda a divulgação da eficácia geral nos testes brasileiros.

Com base em dados divulgados pelo diretor do Butantan, Dimas Covas, na semana passada, pesquisadores já estimam que a eficácia tenha sido na linha da Indonésia, de pouco mais de 60%.

A Indonésia já recebeu 3 milhões de doses da CoronaVac, e está programada para receber cerca de 122,5 milhões.

A Indonésia está enfrentando o pior surto de covid-19 no sudeste da Ásia e as autoridades estão contando com uma vacina para ajudar a aliviar as crises econômicas e de saúde que devastam o país. No total, 836.718 casos e 24.343 mortes por covid-19 já foram registrados no país.

O Butantan fez o pedido de registro emergencial da Coronavac junto à Anvisa na última sexta-feira, 8. No fim de semana, a Anvisa solicitou mais detalhes sobre a Coronavac, após o envio da documentação inicial. O secretário de Saúde paulista, Jean Carlo Gorinchteyn, disse que o material completo já havia sido enviado, mas que irá procurar a Anvisa na manhã de hoje. Na opinião de ex-presidentes da Anvisa ouvidos pelo Estadão, o pedido não coloca em risco a aprovação da vacina.

Após meses de embates, o governo federal anunciou que vai adquirir todo o estoque da Coronavac e incluir a vacina no Plano Nacional de Imunização. O governo federal comprou 46 milhões de doses da Coronavac, com parte do montante produzido no Butantan e parte importado, e distribuirá o imunizante a todos os estados de acordo com os grupos prioritários e população de cada lugar.

A outra vacina no Brasil mais próxima da aprovação é de AstraZeneca e Universidade de Oxford, testada em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que também teve o pedido de registro junto à Anvisa feito na sexta-feira.

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Delegação da OMS vai à China esta semana para investigar origem do coronavírus

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Negociações para a visita estão em andamento há algum tempo. Não ficou claro se os especialistas da OMS vão viajar para Wuhan, onde o coronavírus foi detectado pela primeira vez

Pandemia derruba lucro dos bancos chineses (Aly Song/Reuters)

A China confirmou que um grupo de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) vai chegar ao país nesta quinta-feira, 14 para conduzir uma investigação sobre as origens da pandemia do coronavírus. Um comunicado de uma sentença da Comissão Nacional de Saúde chinesa afirmou que a delegação vai se reunir com as autoridades de saúde do país.

Não ficou claro se os especialistas da OMS vão viajar para a cidade de Wuhan, onde o coronavírus foi detectado pela primeira vez, no fim de 2019.

Negociações para a visita estão em andamento há algum tempo. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, expressou frustração com o atraso na semana passada, dizendo que membros da equipe científica internacional partindo de seus países de origem já tinham iniciado a viagem como parte de um acordo entre a entidade e o governo chinês.

A China tem exercido um controle estrito de todas as pesquisas domésticas sobre a origem do vírus. A Austrália e outros países pediram uma investigação sobre a origem da pandemia.

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

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