O ministro dos Transportes, George Santoro, assinou nesta terça-feira (30) acordos de cooperação que liberam trechos ferroviários parados nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Essa ação prepara o caminho para que esses trechos, onde não há interesse comercial para renovação das concessões de transporte de cargas, possam ser usados para outros fins pelos estados.
O objetivo é aproveitar essa infraestrutura ferroviária que está parada e, quando não for possível usar para transporte de cargas, permitir que estados e municípios desenvolvam projetos que atendam melhor a população local. Santoro explicou que esse modelo já teve bons resultados em Araraquara (SP) e está sendo expandido para outras regiões, com planos também em estudo para Aracaju (SE) e Campina Grande (PB).
No Espírito Santo, o governo estadual informou que aproximadamente 260 quilômetros da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), administrada pela VLI, podem ser transformados para usos como turismo, lazer ou melhorias no transporte urbano. Essa proposta é vantajosa para moradores de 11 cidades: Vila Velha, Cariacica, Viana, Domingos Martins, Marechal Floriano, Alfredo Chaves, Vargem Alta, Cachoeiro de Itapemirim, Atílio Vivácqua, Muqui e Mimoso do Sul.
O governador Ricardo Ferraço afirmou que o estado está preparado para assumir esses trechos ferroviários e criar um plano que una os municípios, fortaleça o turismo, o esporte e a economia local, dando nova vida a essa infraestrutura atualmente pouco usada. No Paraná, a iniciativa abre portas para o uso de trechos ferroviários que somam entre 50 e 80 quilômetros, controlados pela Rumo, nas cidades de Arapoti, Carambeí, Castro, Jaguariaíva, Piraí do Sul, Ponta Grossa e Ventania.
Em Piraí do Sul, o prefeito Henrique de Oliveira declarou a intenção de transformar a área que receberão em um espaço cultural e artístico, além de um parque para a população. Após a assinatura dos acordos, serão realizados estudos para definir as melhores formas de transferir os trechos ferroviários.
