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sexta-feira, 13/03/2026




Ministério da Saúde recebe 35 mil novos residentes para fortalecer o SUS

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Em Brasília

Cerca de 35 mil profissionais da saúde iniciam em março sua formação em programas de residência médica e áreas relacionadas em instituições de todo o Brasil. Esta ação do governo federal tem como objetivo fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) aumentando o número de especialistas em várias regiões do país.

O Ministério da Saúde financia cerca de 60% das bolsas para residência médica e 90% das bolsas para residências profissionais na área da saúde. Nos últimos anos, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), houve uma expansão significativa desses programas, especialmente na Amazônia Legal, onde o número de programas de residência médica aumentou 27% e a residência profissional da saúde aumentou 123%. Isso resultou na criação de 323 novas vagas para residência médica e 594 para residência profissional, priorizando áreas como oncologia, medicina de família e comunidade, anestesiologia, cardiologia, neurologia pediátrica, pediatria, psiquiatria e cuidados à saúde da mulher e da criança.

Atualmente, os programas cobrem 44 especialidades e 29 áreas de concentração. Segundo o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Felipe Proenço, ampliar as residências é fundamental para melhorar o atendimento à população, especialmente em regiões onde há menos profissionais, fortalecendo o SUS e facilitando o acesso a serviços especializados.

Luís Gustavo Soares Rodrigues, que iniciou residência em medicina paliativa no Hospital da Baleia, em Minas Gerais, destaca que essa formação é importante para melhorar o atendimento como médico de família e oferecer conforto a pacientes em momentos difíceis, como no tratamento contra o câncer.

Essa expansão faz parte de uma política para melhorar a qualificação na formação em saúde e está ligada ao programa Agora Tem Especialistas, que tem o objetivo de diminuir o tempo de espera por atendimento especializado. Durante um evento de recepção em Minas Gerais, no dia 12 de março, o diretor de Programa da SGTES, Rodrigo Cariri, ressaltou que essa iniciativa realiza o sonho do presidente Lula de levar mais especialistas para cuidar da população, focando na qualidade dos serviços para cirurgias, tratamentos de câncer e hemodiálise. Cariri também destacou o compromisso de Minas Gerais na formação e envio de especialistas para o Brasil.

Entre os avanços recentes, destacam-se programas inéditos na Amazônia Legal, como o primeiro programa de oncologia pediátrica em Rondônia e os de atenção à saúde de pessoas com deficiência no Pará e Tocantins. Também foram abertas vagas para saúde indígena e saúde do campo, da floresta e das águas, preparando profissionais para atender as necessidades específicas dessas regiões.

O representante do MEC, Aristóteles dos Santos, destacou que a chegada dos novos residentes é resultado de um esforço coletivo para ampliar as vagas em todo o país, inclusive em Minas Gerais. A residência em saúde, que integra ensino e serviço, é essencial para melhorar a qualificação dos trabalhadores no SUS.

Com informações do Governo Federal




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