Jorge Messias, advogado-geral da União, agradeceu publicamente ao líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), pelo apoio na votação de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), que não foi aprovada.
Messias recebeu 34 votos favoráveis, mas precisava de 41 para ser aprovado. A poucos dias da votação, o advogado-geral expressou gratidão em rede social, chamando Jaques Wagner e o senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, de amigos e agradecendo os senadores que o apoiaram.
A rejeição ao nome de Messias no Senado gerou especulações de falhas na articulação política e possíveis traições de parlamentares que inicialmente haviam demonstrado apoio. Aliados relataram que Messias desconfiava de uma manobra envolvendo o líder do governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o que teria prejudicado sua indicação.
Além disso, acredita-se que a movimentação tinha o objetivo de impedir o fortalecimento do ministro André Mendonça no STF. Mendonça manifestou tristeza publicamente após a derrota e é relator de investigações importantes no tribunal.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que historicamente resistiu à indicação de Messias, teria liderado essa articulação. Ele defendia a nomeação de seu antecessor, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), e tentou acelerar a análise de Messias para fragilizar a base governista.
