19 C
Brasília
quinta-feira, 16/04/2026

Mercosul e União Europeia fecham acordo comercial

Brasília
nublado
19 ° C
19 °
19 °
79 %
1.8kmh
99 %
qui
24 °
sex
23 °
sáb
24 °
dom
25 °
seg
26 °

Em Brasília

A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (25) um acordo temporário de comércio entre Mercosul e União Europeia. Esse acordo prevê a redução gradual das tarifas de importação em até 18 anos para vários setores. O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 41/26, relatado pelo deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), será enviado agora ao Senado.

Marcos Pereira destacou que a aprovação é importante para o futuro econômico do Brasil, dizendo que a decisão mostra o papel do país no mundo. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reforçou que o acordo confirma a força do Brasil nas exportações e é um passo importante para sua participação no mercado global. Ele ressaltou que as negociações foram suficientes e que ajustes serão feitos pelo Itamaraty e ministérios, com acompanhamento do Congresso.

O acordo provisório, assinado em janeiro deste ano, inclui apenas aspectos comerciais, mas faz parte de um acordo mais amplo que também inclui questões políticas e de cooperação. Na União Europeia, o texto enfrenta resistência, pois precisa do aval do Parlamento Europeu, que pediu uma análise jurídica que pode levar até dois anos. Países como França, Hungria, Áustria e Irlanda votaram contra, preocupados com possíveis reduções em auditorias de importações agrícolas do Mercosul.

No debate, o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), afirmou que o Brasil se beneficiará bastante, com produtos entrando no mercado europeu com preços melhores. O líder da Maioria, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que cada R$ 1 bilhão exportado para a Europa gera 22 mil empregos, mencionando o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Pedro Lupion (Republicanos-PR), coordenador da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), sugeriu um decreto executivo para proteger o Brasil, equilibrando as medidas europeias que protegem suas importações agrícolas sensíveis em casos de variação de preços.

Alguns parlamentares criticaram o acordo por favorecer a exportação de commodities como soja, carne e minério, enquanto a União Europeia mantém a tecnologia de maior valor agregado, perpetuando desigualdades e com pouca atenção a sanções ambientais. Entre os críticos estão Duda Salabert (PDT-MG), Tarcísio Motta (Psol-RJ), Orlando Silva (PCdoB-SP) e Fernanda Melchionna (Psol-RS). Por outro lado, Pedro Uczai (PT-SC) e Carlos Zarattini (PT-SP) defenderam o acordo como uma chance para a indústria brasileira ganhar competitividade e se preparar para o período de transição.

Veja Também