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Lula ‘explica’ como tuíta da cadeia e ironiza Bolsonaro

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Conta do petista na rede social fez referência a Carlos, conhecido por engatilhar no Twitter uma série de crises do pai

Jair Bolsonaro (PSL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil – Daniel Pinheiro/Agência Brasil)

Um tuíte publicado na conta oficial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) embarcou na polêmica do entorno familiar de Jair Bolsonaro (PSL) para “explicar” como, mesmo preso em uma sala da Polícia Federal em Curitiba, o petista usa a rede social.

Segundo Lula, ele, “do mesmo jeito que o Bolsonaro”, tem “um filho que eu não controlo”, em referência ao vereador Carlos Bolsonaro (PSC), que cuida das redes sociais do pai e já engatilhou uma série de crises no governo. “Se ele solto não controla o dele, imagina eu preso”, ironizou a mensagem.

 

Levantamento publicado pela coluna Radar mostra que mais de 90% das publicações da conta @jairbolsonaro são feitos através de um celular do modelo iPhone, igual ao de Carlos, e não de um com sistema Android, como o do próprio presidente da República. Bolsonaro já admitiu que o filho o ajuda nas redes sociais.

De dentro da PF, Lula não tem acesso a internet. Na conta @LulaOficial, são compartilhados vídeos de discursos e entrevistas antigas do ex-presidente, notícias de jornais e revistas com comentários usualmente irônicos ou laudatórios em favor do governo do petista e divulgação dos eventos e caravanas pela libertação de Lula.

 

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ONGs pedem que Salles seja investigado por descaso ambiental

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Razão do pedido é o aumento da devastação da floresta amazônica e “omissão do ministério diante da gravidade da situação”

Ricardo Salles: ministro vem sendo criticado por supostamente fazer vista grossa para problemas ambientais do país (Fundo Amazônia/Agência Brasil)

O Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), aliado a outras 50 organizações não governamentais (ONGs), protocolou nesta terça-feira, 20, representação na Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão com um pedido de averiguação de improbidade administrativa do ministro do Meio Ambiente,Ricardo Salles (Novo-SP).

A razão do pedido é o aumento da devastação da floresta amazônica e a “omissão do ministério diante da gravidade da situação, além da redução das multas aplicadas na região pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), diz nota do Proam.

Para Luiz Mourão de Sá, da coordenação do Fórum de ONGs do Distrito Federal, “o grau de devastação demonstra que as Unidades de Conservação da Amazônia vêm sendo desguarnecidas e com notícias de agentes intimidados em sua função precípua de fiscalização”.

A representação será entregue pessoalmente à procuradora Deborah Duprat, coordenadora da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, amanhã às 9h, durante o seminário “Participação Social em Conselhos Ambientais: Aspectos Conceituais e Legais”, promovido pelo Ministério Público de SP, Ministério Público Federal e Proam.

 

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Frota critica governo Bolsonaro: “Não pode opinar que é expulso”

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Deputado federal foi expulso do PSL na terça-feira, 13 e, três dias depois, se filiou ao PSDB, com apoio do governador de São Paulo, João Doria

Deputado Alexandre Frota: “Bolsonaro quer fazer as coisas do jeito dele, ouve muito pouco aqueles que querem se posicionar” (Valter Campanato/Agência Brasil)

São Paulo — O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP), expulso na última semana do PSL, o partido do presidente Jair Bolsonaro, criticou o que chamou de “ditadura bolsonariana” na noite de segunda-feira, 19, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

Segundo Frota, que apoiou o presidente durante a disputa eleitoral, não existe abertura ao diálogo e nem espaço para quem pensa diferente.

“Bolsonaro quer fazer as coisas do jeito dele, ouve muito pouco aqueles que querem se posicionar. E a gente tem que procurar um diálogo, ele não está aberto a isso, ele está aberto só para determinadas pessoas que ele acha que fazem parte do mundo dele” afirmou, citando que o presidente ouve o filho Carlos Bolsonaro vereador no Rio, o filósofo Olavo de Carvalho e o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Filipe Martins.

Segundo ele, o comportamento de apoiadores do presidente nas redes sociais configuraria uma “ditadura”. “Você não pode falar nada, não pode criticar, não pode opinar, que você é expulso. Haja vista o que passou o Santos Cruz, o (Gustavo) Bebianno (ministros demitidos).

Todo mundo que esbarra em alguma coisa, que cria uma divergência, que dá uma opinião contrária, se torna a ovelha negra. Não pode falar nada. Eu acho isso uma ditadura bolsonariana, não existe diálogo, não existe uma democracia ali”.

Questionado se não foi possível perceber isso durante a campanha Frota negou e disse que o presidente mudou. “É uma outra pessoa. Era aberto, comunicativo. Vejo ele tomando atitudes e interferindo no Coaf, na Receita, na PF.

Se algo não o agrada, ele muda”, afirmou. “Pelo menos comigo e com algumas pessoas que você conversa, elas têm esse mesmo entendimento da maneira como ele se comporta, com determinadas ações, coisas combinadas que se perderam no meio do caminho”, afirmou.

Expulsão do PSL e filiação ao PSDB

O deputado federal foi expulso do PSL na terça-feira, 13 e, três dias depois, se filiou ao PSDB, com apoio do governador de São Paulo, João Doria. Em relação à saída do partido, disse que é necessário respeitas as legendas, “mas não se tornar um fantoche do partido”.

Sobre o novo partido, disse que não retira nenhuma das críticas que fez no passado, mas que agora é outro momento. “Estou começando agora dentro desse partido, um partido renovado, a convite do João Doria e do Bruno Araújo (presidente do PSDB). Acho que vou ter mais independência, mais liberdade”, disse.

Equilíbrio

O deputado defendeu a abertura de diálogo e o equilíbrio na relação com a oposição. “Se eu colocar fogo de um lado e o Paulo Pimenta (líder do PT na Câmara dos Deputados) colocar fogo do outro lado, as coisas não andam. Quando tiver que bater eu vou bater, mas quando tiver que trabalhar em cima de um equilíbrio, eu vou fazer isso”.

 

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Moro e Araújo proíbem entrada de altos funcionários de Maduro no Brasil

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Portaria editada pelos ministros prevê o “impedimento” de ingresso no país de “altos funcionários do regime venezuelano de Nicolás Maduro”

Moro – Araújo: ministros editaram portaria que impede a entrada de alto escalão de Maduro no Brasil (Alan Santos/PR – Marcos Corrêa/PR/Site EXAME)

Os ministros Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) e Ernesto Araújo(Relações Exteriores) editaram nesta segunda-feira, 19, portaria que prevê o “impedimento” de ingresso no País de “altos funcionários do regime venezuelano de Nicolás Maduro, que, por seus atos, contrariam princípios e objetivos da Constituição Federal, atentando contra a democracia, a dignidade da pessoa humana e a prevalência dos direitos humanos”.

“Os nomes das pessoas de que trata o caput constarão de rol taxativo a ser elaborado pelo Ministério das Relações Exteriores e, posteriormente, encaminhado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública”, diz o ato dos ministros.

Segundo o texto, “as pessoas listadas no rol taxativo não poderão ingressar no território nacional”.

 

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