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domingo, 12/07/2026

Inflação diminui para 0,16% em junho com queda nos preços dos alimentos

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A inflação apresentou uma redução significativa em junho, registrando uma alta de apenas 0,16%, influenciada principalmente pela queda dos preços dos alimentos. Esse valor é o menor para o mês desde 2023, quando houve uma deflação de 0,08%, e ficou abaixo da expectativa do mercado, que previu uma alta de 0,31%.

No primeiro semestre do ano, a inflação acumulada ficou em 3,36%, a maior para este período em quatro anos, enquanto a inflação anual diminuiu levemente, passando de 4,7% em maio para 4,64% em junho, que ainda está acima do teto da meta estipulada, que é de 4,5%.

Entidades financeiras, como o Bank of America, indicam que os dados recentes favorecem um possível novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, que poderia chegar a 14%, apesar das incertezas atuais causadas por fatores externos, como o conflito no Oriente Médio, e a espera por novos indicadores econômicos.

O Citi também avaliou o resultado como “claramente melhor”, destacando especialmente a surpresa positiva nos preços dos alimentos consumidos em casa.

Com peso de 21,75% no índice geral, o setor de Alimentação e Bebidas registrou queda de 0,24% em junho, após três meses seguidos de altas acima de 1%. A alimentação no domicílio caiu 0,39%, enquanto a alimentação fora de casa desacelerou para 0,15%.

Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, explicou que essa queda nos preços de alimentos e bebidas está ligada a diversos fatores, como a redução nos preços dos combustíveis, que diminui o custo do transporte de mercadorias, a reversão parcial de aumentos anteriores e o aumento da oferta de certos produtos, como o café. No entanto, itens como batata, alho e feijão carioca continuaram com alta nos preços, mostrando que o comportamento dos alimentos varia bastante.

O Itaú Unibanco ressaltou que a melhora foi mais evidente principalmente nos produtos in natura, reforçando a perspectiva de inflação mais controlada a curto prazo. Segundo relatório da economista Luciana Rabelo, a previsão aponta um balanço de riscos para queda na inflação no decorrer do ano.

Estadão Conteúdo

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