Nossa rede

Economia

Governo espera criação de 4 milhões de vagas com estímulo à contratação

Publicado

dia

Novo programa vai reduzir o custo das empresas nas contratações de jovens de 18 a 29 anos em busca do primeiro emprego e de pessoas acima de 55 anos

Carteira de trabalho: estimativas ainda estão sendo fechadas pelo governo, mas a avaliação é de que será um programa simples na aplicação (Amanda Perobelli/Reuters)

São Paulo — O governo espera incentivar a geração de cerca de 4 milhões de empregos ao longo de três anos com o Trabalho Verde Amarelo, programa que será criado para estimular contratações de jovens e pessoas acima de 55 anos, segundo apurou o Estadão/Broadcast.

As estimativas ainda estão sendo fechadas pelo governo, mas a avaliação é de que será um programa simples na aplicação e no entendimento, o que facilitará seu alcance. A equipe econômica também tem conversado com parlamentares para medir a receptividade da ação.

Os detalhes da medida foram levados nesta quarta-feira, 6, ao presidente Jair Bolsonaro pelo secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. A expectativa é de que o lançamento do programa ocorra na semana que vem, com a assinatura de uma medida provisória, que tem vigência imediata, mas precisa do aval de deputados e senadores. As elevadas taxas de desemprego têm sido o calcanhar de aquiles do governo Jair Bolsonaro.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, o novo programa vai reduzir o custo das empresas nas contratações de jovens de 18 a 29 anos em busca do primeiro emprego e de pessoas acima de 55 anos. Elas poderão ser admitidas com remuneração de até 1,5 salário mínimo, o equivalente hoje a R$ 1.497,00.

Ao limitar a faixa salarial para o programa, a equipe econômica pretende impedir que os benefícios sejam destinados a contratações de profissionais que encontram trabalho com maior facilidade. O objetivo é dar oportunidade a pessoas com menor qualificação que hoje estão com dificuldades para conseguir uma vaga formal.

O programa vai livrar as empresas de pagar a contribuição patronal para o INSS (de 20% sobre a folha) e as alíquotas do Sistema S, do salário-educação e do Incra. A contribuição para o fundo de garantia, o FGTS, será de 2%, menos que os 8% dos atuais contratos de trabalho. O valor da multa será de 20% sobre o saldo em caso de demissão sem justa causa.

Com essas medidas, a estimativa é de que o custo das contratações sob o programa ficará 32% menor do que é hoje.

Antes mesmo de ser lançado, o programa tem sofrido críticas por parte dos economistas por destinar os incentivos a um tipo específico de contratação. O temor é repetir o fiasco da política de desoneração da folha de pagamento praticada por governos petistas, que se transformou em lucro para as empresas, sem reflexo substancial nos empregos.

A avaliação na área econômica, porém, é que o novo programa está focado em uma “população muito vulnerável”, que não tem encontrado oportunidades no mercado e geralmente é a última a ser beneficiada pela geração de novas vagas em momento de recuperação da economia.

 

Comentário

Economia

Dólar oscila sem viés definido com retomada econômica e tensão comercial

Publicado

dia

Dados industriais da China e da Europa sugerem que o pior já ficou para trás

(halduns/Getty Images)

O dólar oscila sem direção definida contra o real, nesta segunda-feira, refletindo a maior cautela entre os investidores sobre o conflito comercial entre China e Estados Unidos, após a agência Bloomberg noticiar que o gigante asiático disse para as empresas estatais interromperem compras de produtos agrícolas americanos. Às 9h40, o dólar comercial permanecia praticamente estável, sendo vendido por 5,339 reais. O dólar turismo, com menor liquidez, subia 0,2%, cotado a 5,63 reais.

A relação entre os dois países, que já vinha azeda, se deteriorou ainda mais na semana passada, quando o parlamento chinês aprovou a lei de segurança nacional sobre Hong Kong, visto como uma tentativa de aumentar o controle sobre o território autônomo.  Na sexta-feira, o presidente Donald Trump anunciou retaliações à medida, mas não ameaçou a primeira fase do acordo comercial.As tensões sino-americanas, por outro lado, contrastam com o otimismo com a recuperação econômica no mundo. Nesta segunda, a China voltou a apresentar números fortes.

Divulgado ainda na noite de domingo, o o índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial chinês ficou em 50,7 pontos, acima dos 50 pontos, que delimitam a expansão da contração da atividade.

Os números da indústria também vieram positivos na zona do Euro. Embora ainda tenha ficado abaixo dos 50 pontos, 39,4 pontos o PMI europeu de maio veio quase em linha com as expectativas e melhor do que o 33,4 pontos registrados em abril.

“Os dados da indústria na China e Europa podem indicar que o mês de maio já mostrou uma retomada e o pior tenha ficado para trás”, afirmaram analistas da Necton Investimentos em relatório desta manhã.

 

 

Ver mais

Economia

Pior pode ter acabado para indústrias da zona do euro, mostra PMI

Publicado

dia

Depois de cair para a leitura mais baixa já registrada nos quase 22 anos de história, em abril, o PMI de indústria se recuperou um pouco no mês passado

Zona do Euro: apesar da recuperação da indústria, a contração da economia deve continuar (Kai Pfaffenbach/Reuters)

As indústrias da zona do euro aparentemente passaram pelo seu pior, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) nesta segunda-feira, mas a atividade ainda está contraindo com força diante das medidas de restrições ao coronavírus.

Depois de cair para a leitura mais baixa já registrada nos quase 22 anos de história da pesquisa em abril, o PMI de indústria se recuperou um pouco no mês passado.

O índice subiu a 39,4 em maio de 33,4 em abril, mas ainda longe da marca de 50 que separa crescimento de contração e pouco abaixo da preliminar de 39,5.

O subíndice de produção permaneceu fraco mas quase que dobrou a 35,6, de 18,1 em abril.

“A contração da indústria parece ter saído do fundo do poço em abril, com a produção caindo a uma taxa bem mais lenta em maio”, disse Chris Williamson, economista chefe do IHS Markit.

“A melhora reflete em parte apenas a comparação contra uma queda acentuada em abril, mas de forma mais encorajadora está também ligada à retomada pelas empresas do trabalho uma vez que as medidas de restrição pelo vírus são aliviadas.”

Ver mais

Economia

Mercado eleva expectativa de queda do PIB em 2020 para mais de 6%

Publicado

dia

Após resultado ruim do 1º trimestre, especialistas consultados pelo Banco Central veem agora um recuo de 6,25%, contra queda de 5,89% prevista anteriormente

Lojas fechadas no Rio de Janeiro: pandemia do novo coronavírus deve fazer economia do país ter recessão recorde (Tania Regô/Agência Brasil)

A expectativa do mercado pra a contração da economia neste ano ultrapassou 6%, como consequência das medidas de contenção do coronavírus, mostrou nesta segunda-feira a pesquisa Focus do Banco Central.

Os especialistas consultados veem agora um recuo de 6,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, contra queda de 5,89% prevista anteriormente. Para 2021, permanece a expectativa de uma recuperação de 3,50%.

O PIB brasileiro contraiu 1,5% no primeiro trimestre deste ano sobre os três meses anteriores, de acordo com dados do IBGE divulgados sexta-feira, a mais forte retração desde 2015.

A maioria das outras estimativas no levantamento semanal sofreu pouca alteração. Os economistas veem uma inflação de 1,55% este ano e alta do IPCA de 3,10% em 2021, contra projeções na semana anterior respectivamente de 1,57% e 3,14%.

O centro da meta oficial de 2020 é de 4 por cento e, de 2021, de 3,75 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

A pesquisa com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros deve terminar este ano em 2,25%, sem alterações, com a projeção para 2021 sendo ajustada a 3,38% de 3,29%, na mediana das estimativas.

Na última reunião do Banco Central sobre a política monetária, a taxa caiu para a mínima recorde.

O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, manteve as perspectivas para a Selic respectivamente em 2,25% e 2,88% em 2020 e 2021.

 

Ver mais

Economia

Dólar sobe com escalada de tensões entre China e Estados Unidos

Publicado

dia

Mercado mantém cautela antes de Presidente Donald Trump tratar de tema em coletiva de imprensa

Mercado mantém cautela antes de Presidente Donald Trump tratar de tema em coletiva de imprensa

O dólar sobe frente ao real, nesta sexta-feira, 29, com a apreensão dos investidores antes da coletiva de imprensa em que o presidente Donald Trump irá tratar de assuntos relacionados à China. Às 13h20, o dólar comercial subia 0,7% e era negociado por 5,425 reais, enquanto o dólar turismo, com menor liquidez, avançava 2,5%, cotado a 5,73 reais.

A expectativa é a de que o presidente americano anuncie medidas duras como forma de retaliação à tentativa da China de aumentar o controle sobre Hong Kong. Nesta semana, o parlamento chinês aprovou a lei de segurança nacional, motivo de protestos no território autônomo. “Se ele anunciar sanções vai azedar o mercado”, disse Jefferson Ruik, diretor de câmbio da Correparti.

Ruik também avalia que o a “briga da Ptax” de fim de mês pode pressionado o dólar para cima. A taxa serve como referência para contratos em dólar. Para definir a taxa, o Banco Central realiza quatro consultas ao mercado, sendo a última se encerrou às 13h10.

Apesar do tom negativo para a moeda local, o dólar chegou a abrir em queda frente ao real, logo após Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgar que o produto interno bruto (PIB) do primeiro trimestre teve contração de 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado. A mediana das projeções do mercado apontava para uma queda de 0,4%.“O mercado gostou. Esse 0,1% faz toda diferença”, afirmou Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus.

Laatus também destacou que o último pronunciamento do presidente do Banco Central, Roberto Campos Netto também ajudou a fortalecer o real na abertura. Na véspera, o presidente do BC disse que estava preparado para atuações mais incisivas no câmbio, antes de o real sair das mínimas do ano. “Ele mandou um recado claro. Quem apostar contra o real vai quebrar a cara”, disse Laatus.

Ver mais

Economia

Já sob efeito do coronavírus, PIB cai 1,5% no 1º trimestre

Publicado

dia

Número marca o menor resultado para o período desde o segundo trimestre de 2015; políticas de isolamento começaram a ser adotadas no país em março

Pedestre usando máscara protetora segura um guarda-chuva enquanto passa em frente a lojas temporariamente fechadas no bairro de Campo Grande, no Rio de Janeiro. 7 de maio de 2020. (Andre Coelho/Bloomberg)

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu 1,5% no primeiro trimestre de 2020, na comparação com o último trimestre do ano anterior, afetado pela pandemia do novo coronavírus e o distanciamento social, informou o IBGE nesta sexta-feira, 29.

A queda interrompe uma sequência de quatro trimestres de crescimentos seguidos e marca o menor resultado para o período desde o segundo trimestre de 2015 (-2,1%), ressalta o instituto. Com isso, o PIB está em patamar semelhante ao que se encontrava no segundo trimestre de 2012.

“Aconteceu no Brasil o mesmo que ocorreu em outros países afetados pela pandemia, que foi o recuo nos serviços direcionados às famílias devido ao fechamento dos estabelecimentos. Bens duráveis, veículos, vestuário, salões de beleza, academia, alojamento, alimentação sofreram bastante com o isolamento social”, explica a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, em nota.

O consumo das famílias, que responde por 65% do PIB, teve a maior queda (-2%) desde a crise do apagão em 2001, enquanto o consumo do governo ficou praticamente estável.

Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo), por outro lado, cresceram 3,1%, puxados pela importação líquida de máquinas e equipamentos pelo setor de petróleo e gás.

Já a balança comercial brasileira teve uma queda de 0,9% nas exportações de bens e serviços, enquanto as importações de bens e serviços cresceram 2,8%.

Previsões de instituições financeiras e de pesquisa, como o Bradesco e o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), projetam uma queda de -1% na economia brasileira nos três primeiros meses do ano. Já o Itaú BBA prevê um tombo de -0,5%.

O fraco desempenho dos indicadores de atividade econômica em março foi suficiente para comprometer o resultado do primeiro trimestre como um todo.

O destaque negativo no setor de serviços foi em  transporte, armazenagem e correio (-2,4%), informação e comunicação (-1,9%), comércio (-0,8%), administração, saúde e educação pública (-0,5%), intermediação financeira e seguros (-0,1%). A única variação positiva veio das atividades imobiliárias (0,4%).

Já na indústria, a queda foi puxada pelo setor extrativo (-3,2%). Também tiveram taxas negativas a construção (-2,4%), as indústrias de transformação (-1,4%) e a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,1%).

 

Ver mais

Economia

Comércio demite 1,2 milhão de trabalhadores em um trimestre, diz IBGE

Publicado

dia

Com a crise do coronavírus, o comércio foi o setor que puxou a extinção de vagas no trimestre encerrado em abril

Comércio: apenas seis setores terminaram o trimestre com saldo positivo de contratações (Cris Faga/Getty Images).

O comércio foi o setor que puxou a extinção de vagas no trimestre encerrado em abril, com 1,218 milhão de demissões em relação ao trimestre terminado em janeiro. Houve dispensas recordes de trabalhadores de forma disseminada, alcançando sete entre as dez atividades pesquisadas, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta quinta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na passagem do trimestre terminado em janeiro para o trimestre encerrado em abril, houve demissões também nas atividades de outros serviços (-366 mil ocupados), indústria (-685 mil), alojamento e alimentação (-699 mil), transporte (-242 mil), agricultura, pecuária, produção florestal pesca e aquicultura (-157 mil), construção (-885 mil), serviços domésticos (-727 mil) e informação, comunicação e atividades financeiras (-218 mil).

A única exceção foi o setor de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com 287 mil contratações no período.

Em relação ao patamar de um ano antes, a agricultura perdeu 233 mil trabalhadores. A construção demitiu 671 mil, o comércio dispensou 789 mil. Alojamento e alimentação fechou 507 mil vagas e serviços domésticos perderam 628 mil trabalhadores.

A indústria dispensou 343 mil funcionários, enquanto o setor de informação, comunicação e atividades financeiras demitiu 129 mil. Transporte perdeu 122 mil vagas, e outros serviços demitiram 127 mil pessoas.

Por outro lado, a administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais contratou 464 mil trabalhadores a mais.

 

Ver mais

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?