Nossa rede

Mundo

Governo da Holanda renuncia após escândalo com subsídios fiscais

Publicado

dia

Inquérito parlamentar descobriu que funcionários do serviço de impostos acusaram erroneamente famílias de fraude em subsídios para creches

Mark Rutte: erros de autoridades fiscais levaram milhares de famílias à ruína financeira na Holanda (John Thys/Pool/Reuters)

O governo do primeiro-ministro Mark Rutte renunciou nesta sexta-feira, 15, após erros de autoridades fiscais que levaram milhares de famílias à ruína financeira na Holanda. Um inquérito parlamentar descobriu no mês passado que funcionários do serviço de impostos acusaram erroneamente famílias de fraude em subsídios para creches, causando uma “injustiça sem precedentes”.

“Erros foram cometidos em todos os níveis que geraram grande injustiça para milhares de famílias. Pessoas inocentes foram criminalizadas e suas vidas destruídas”, disse Rutte em entrevista coletiva.

Cerca de 10 mil famílias foram obrigadas a reembolsar dezenas de milhares de euros, em alguns casos levando ao desemprego, falências e divórcios. Muitas das famílias foram visadas com base em sua origem étnica ou dupla nacionalidade, disse a administração fiscal no ano passado.

Orlando Kadir, um advogado que representa cerca de 600 famílias em um processo contra políticos, disse que as pessoas foram visadas “como resultado de perfis étnicos por burocratas que escolheram seus nomes de aparência estrangeira”.

“Nunca é aceitável que alguém sinta que está sendo discriminado com base na nacionalidade, raça, gênero ou (orientação) sexual. É absolutamente inaceitável em um estado baseado na lei”, afirmou o primeiro-ministro, no poder desde 2010. “Trata-se de dezenas de milhares de pais que foram esmagados pelo Estado. Não pode haver dúvida, esta é uma mancha colossal. Todos concordamos: quando todo o sistema falha, apenas uma responsabilidade comum pode ser assumida”.

O gabinete permanece no cargo por enquanto para cuidar da crise do coronavírus. Rutte, que está no fim de seu terceiro mandato, se dirigiu ao palácio barroco Huis Ten Bosch, em Haia, para discutir sua renúncia. Uma eleição já foi marcada para 17 de março.

A crise política ocorre em meio ao mais difícil confinamento da pandemia de covid-19. Embora o apoio público às medidas tenha diminuído nas últimas semanas, o Partido Popular para a Liberdade e a Democracia (VVD), de Rutte, ainda está em alta nas pesquisas de opinião pública antes das eleições de março.

No poder desde 2010, o partido tenta um quarto mandato. As pesquisas indicam algo em torno de 30% dos votos, mais do que o dobro do segundo colocado PVV, do partido anti-islã de Geert Wilders.

Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Mundo

Como o Chile se tornou o 7º país com a maior taxa de vacinação contra covid-19 do mundo

Publicado

dia

Por

De acordo com os últimos dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde do país, 2.375.725 pessoas foram imunizadas no Chile contra a covid-19 até o dia 16 de fevereiro

Getty Images
O Chile começou sua campanha de vacinação em massa no dia 03 de fevereiro

Na primeira semana da campanha de vacinação em massa contra covid-19 em idosos, o Chile já havia ultrapassado o marco de um milhão de pessoas imunizadas.

A meta do governo chileno é vacinar os maiores de 65 anos antes de 19 de fevereiro para que toda a população que faz parte do grupo de risco — incluindo pacientes crônicos e profissionais de saúde — seja imunizada no primeiro trimestre de 2021, de modo a vacinar 15 milhões dos 19 milhões de habitantes do país até julho.

Em meados de 2020, o governo chileno enfrentou fortes questionamentos em relação à gestão da pandemia, à medida que o país registrava as maiores taxas de infecção por covid-19. Mas agora está sendo aplaudido por seu plano de vacinação. A campanha é gratuita e voluntária.

De acordo com os últimos dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde do país, 2.375.725 pessoas foram imunizadas no Chile contra a covid-19 até o dia 16 de fevereiro.

Até a última sexta-feira (19), o país havia administrado 15,03 doses da vacina para cada 100 habitantes — segundo a plataforma Our World in Data, da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Número muito superior às 3,07 doses no Brasil, 1,48 na Argentina e 1,22 no México.

O desempenho até agora coloca o país como líder latino-americano e 7º no ranking mundial de taxa de vacinação contra a doença, liderado por Israel (82,40).

Mas como o Chile alcançou esse resultado?

De acordo com Luis F. López-Calva, diretor regional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) da América Latina e Caribe, para que uma campanha de vacinação seja bem-sucedida, três fatores importantes devem ser levados em consideração: primeiramente, dispor de recursos financeiros para adquirir as vacinas; segundo, ter uma boa estratégia para distribuir as doses e, finalmente, ter capacidade institucional e estrutura governamental para implementá-la.

“Essas três características foram bem atendidas no caso do Chile”, afirmou López-Calva à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.

Campanha de vacinação em massa no Chile

Getty Images A campanha de imunização no Chile é gratuita e voluntária

Compra antecipada de vacinas e diversificação

O Chile agiu rapidamente e logo assinou acordos com diferentes desenvolvedores de vacinas contra covid-19.

Até agora, o país já garantiu mais de 35 milhões de doses de vacinas, das quais 10 milhões são da empresa americana Pfizer-BioNTech, outras 10 milhões da chinesa Sinovac e o restante da AstraZeneca, da Johnson & Johnson e do consórcio Covax, iniciativa liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir o acesso universal à vacina.

Além disso, está em meio a negociações para comprar doses da vacina russa Sputnik V, que em breve poderá garantir as duas doses necessárias da vacina para toda a população.

O país também foi o primeiro da América do Sul a iniciar a vacinação contra o covid-19.

As autoridades começaram a imunizar os profissionais de saúde da linha de frente em 24 de dezembro com as doses fornecidas pela Pfizer/BioNTech, às quais se somaram as do laboratório chinês Sinovac na campanha de vacinação em massa que começou no dia 03 de fevereiro.

Para isso, é preciso levar em conta que o Chile dispõe de recursos para obter a vacina. Membro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), possui um dos maiores PIB per capita da região, embora também deva ser levado em consideração que apresenta uma taxa de desigualdade superior à média da OCDE.

Segundo López-Calva, “a compra das vacinas foi prevista com bastante tempo, houve um bom planejamento”.

“E a ideia era priorizar: primeiro os profissionais de saúde, depois os idosos — para os quais o Chile adquiriu um número significativo de doses da Pfizer — e depois ter vacinas de outras empresas farmacêuticas para o resto da população”.

Broches para pessoas já vacinadas

Getty Images O Chile optou por uma estratégia de diversificação na compra de vacinas

Nesse sentido, López-Calva acredita que foi importante apostar na diversificação na hora da compra, diferentemente de alguns países de alta renda, por exemplo, que apostam apenas nas vacinas ocidentais.

“A diversificação de desenvolvedores tem sido muito importante porque o mercado está muito distorcido e a oferta muito limitada. Alguns países optaram por um ou outro e só recentemente estão tentando diversificar”, afirmou o diretor regional do PNUD.

Colaboração científico-clínica

Para Alexis Kalergis, acadêmico da Universidad Católica de Chile e diretor do Instituto Millennium de Imunologia e Imunoterapia, a colaboração científico-clínica foi fundamental para alcançar alguns dos acordos.

“Foi estabelecido um acordo de colaboração acadêmica-científica entre a Universidade Católica e a Sinovac, que visa o desenvolvimento recíproco e colaborativo de vacinas contra a SARS-CoV-2, por meio de estudos científicos e clínicos”, explica Kalergis à BBC News Mundo.

“Este acordo deu origem a algo muito importante, que foi a possibilidade de acesso prioritário e preferencial a um fornecimento de doses para uso no Chile, uma vez aprovado pelos respectivos órgãos reguladores”.

“Este direito obtido pela Universidade Católica foi transferido 100% para o Estado do Chile por meio de um convênio entre a Universidade Católica e o Ministério da Saúde. O que permitiu ao nosso país poder garantir um fornecimento antecipado e prioritário de doses para os próximos meses”, acrescenta.

Capacidade institucional e coordenação

O Chile também possui uma sólida rede de atendimento primária, por meio da qual já são realizadas outras campanhas anuais de vacinação, afirma a jornalista Paula Molina.

Segundo ela, tanto essa rede robusta quanto a experiência em campanhas de vacinação têm facilitado a logística. E em relação a isso, o Chile tem uma vantagem.

“Temos uma população pequena e ela está muito concentrada na região metropolitana (Santiago)”, diz Molina.

Além da capacidade institucional em termos de centros de saúde, López-Calva também destaca a utilização de recursos materiais e humanos existentes para acelerar o ritmo da vacinação.

Assim, estádios, centros educacionais e esportivos foram transformados em postos de vacinação, e todo profissional de saúde capacitado — como dentistas e parteiras — foi chamado para realizar a vacinação.

“É uma estratégia que tem funcionado bem e acho que outros países podem aprender com ela”, avalia o diretor regional do PNUD.

Nesse sentido, a colaboração entre os diferentes níveis de governo tem sido fundamental.

“Tem havido uma coordenação do governo central mas com muita intervenção dos governos regionais, dos governos locais, viabilizando espaços ao ar livre, ginásios, estádios, para poder haver mais postos de vacinação.”

Segundo López-Calva, em estruturas mais descentralizadas, onde os governos locais têm mais autonomia, como no Brasil ou no México, esse tipo de estratégia e planejamento leva mais tempo.

Contra o ‘turismo das vacinas’.

As autoridades chilenas retificaram o plano inicial de vacinação divulgado pelo Ministério da Saúde e anunciaram na semana passada que não vão vacinar estrangeiros não residentes no país contra a covid-19, com o objetivo de evitar o chamado “turismo das vacinas”.

“Os estrangeiros que estão no país com visto de turista (…), ou aqueles que se encontram de forma irregular, não terão direito de se vacinar no Chile”, declarou o ministro das Relações Exteriores, Andrés Allamand.

Para ter acesso à imunização, é necessário ter nacionalidade chilena, permanência ou residência no país, ou, na ausência disso, uma solicitação de visto em andamento, esclareceu o chanceler.

“O que se tenta evitar é o turismo da vacina, não se trata de não vacinar estrangeiros, mas de não vacinar pessoas com visto de turista”, diz López-Calva a respeito do anúncio chileno.

Pelo novo decreto, todos os migrantes em situação irregular também são excluídos da campanha de vacinação, o que deixa sem vacina os milhares de estrangeiros que entraram no país nas últimas semanas pela fronteira ao norte com a Bolívia — e que estão em quarentena preventiva.

 

Ver mais

Mundo

EUA distribuirão 25 milhões de máscaras contra a covid-19

Publicado

dia

Por

As máscaras serão de tecido lavável de alta qualidade e serão distribuídas gratuitamente, informou a Casa Branca em um comunicado

(crédito: Michael loccisano / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

O governo do presidente Joe Biden planeja distribuir 25 milhões de máscaras contra a covid-19 a partir do próximo mês como parte dos esforços para derrotar a pandemia, afirmou um alto funcionário americano nesta quarta-feira (24).

Em março começaremos a entregar milhões de máscaras aos bancos de alimentos e centros comunitários de saúde de todo o país”, disse o coordenador de resposta ao coronavírus da Casa Branca, Jieff Zients.

“Entregaremos mais de 25 milhões de máscaras em todo o país, essas máscaras estarão disponíveis em mais de 1.300 centros de saúde comunitários e 60.000 bancos de alimentos em nível nacional”, explicou.

As máscaras serão de tecido lavável de alta qualidade e serão distribuídas gratuitamente, informou a Casa Branca em um comunicado.

“Realmente acreditamos que esta política tem muito sentido porque permite a distribuição de máscaras para pessoas que em algumas situações não conseguem encontrá-las ou pagar por elas”, explicou Zients.

Os centros de saúde comunitários são clínicas para pacientes ambulatórios que prestam serviços em áreas de recursos escassos.

Dois terços das pessoas atendidas por esses centros vivem na pobreza, 60% são minorias raciais e quase 1,4 milhão não têm casa, de acordo com o comunicado.

Os beneficiários do programa, que custa 86 milhões de dólares, poderão receber duas máscaras por pessoa em sua residência.

De acordo com a última diretiva do Centro para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC), a agência federal de vigilância da saúde pública, usar uma máscara de tecido por cima de uma máscara cirúrgica é uma boa combinação, já que melhora tanto o ajuste quanto os níveles de filtração.

O uso de máscaras nos Estados Unidos foi muito politizado durante o recente governo de Donald Trump e o presidente republicano raramente aparecia em público usando uma.

Quando assumiu o cargo, o democrata Biden pediu aos americanos que as usassem durante 100 dias. “Não é uma declaração política, é um dever patriótico”, disse.

Ele também impôs seu uso em estabelecimentos federais e meios de transporte interestaduais.

Ver mais

Mundo

Chinês é condenado a indenizar ex-mulher por trabalhos domésticos

Publicado

dia

Por

A mulher receberá 50 mil yuans (cerca de R$ 41,8 mil) por cinco anos de trabalho não remunerado

Em uma decisão histórica na China, um tribunal de Pequim ordenou que um homem indenize sua agora ex-mulher pelo trabalho doméstico que ela realizou durante o casamento.

A mulher receberá 50 mil yuans (cerca de R$ 41,8 mil) por cinco anos de trabalho não remunerado.

A decisão, que tem despertado amplas discussões em redes sociais, ocorre após a entrada em vigor de um novo código civil na China.

De acordo com os autos do tribunal, o homem identificado pelo sobrenome Chen pediu o divórcio no ano passado. Ele e a esposa, de sobrenome Wang, haviam se casado em 2015.

Ela relutou em se divorciar no início, mas depois pediu uma compensação financeira, argumentando que Chen não tinha assumido nenhuma responsabilidade doméstica, como cuidar do filho do casal.

O Tribunal Distrital de Fangshan, em Pequim, decidiu a favor da mulher, ordenando que o homem pagasse sua pensão alimentícia mensal de 2 mil yuans (cerca de R$ 1.680), bem como o pagamento único de 50 mil yuans pelas tarefas domésticas que ela realizou durante o casamento.

O juiz afirmou à imprensa, na segunda-feira (22/2), que a divisão da propriedade conjunta de um casal após o casamento geralmente envolve a divisão de bens tangíveis. “Mas o trabalho doméstico constitui um valor patrimonial intangível”, disse o magistrado.

De acordo com o novo código civil, o cônjuge tem o direito de buscar indenização em um divórcio se tiver mais responsabilidade na criação dos filhos, no cuidado de parentes idosos e na ajuda no trabalho do parceiro.

Anteriormente, os cônjuges divorciados só podiam solicitar essa compensação se um acordo pré-nupcial tivesse sido assinado — uma prática incomum na China.

Nas redes sociais, o caso gerou um debate acalorado, com uma hashtag na plataforma de microblog Weibo visualizada mais de 570 milhões de vezes.

Alguns usuários de mídia social opinaram que uma indenização de 50 mil yuans por cinco anos de trabalho doméstico era muito pouco. “Estou um pouco sem palavras, o trabalho de uma dona de casa em tempo integral está sendo subestimado. Em Pequim, contratar uma babá por um ano custa mais de 50 mil yuans”, disse um usuário.

Outros apontaram que os homens, em primeiro lugar, deveriam assumir mais tarefas domésticas.

Alguns também apelaram às mulheres para continuarem cultivando suas profissões ao casar. “Senhoras, lembrem-se de sempre ser independentes. Não desistam do trabalho depois do casamento, deem a si mesmas sua própria saída”, escreveu um usuário de mídia social.

De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), as mulheres chinesas gastam quase quatro horas por dia em trabalho não remunerado — cerca de 2,5 vezes mais que o tempo que os homens passam realizando as mesmas tarefas.

Esse índice é mais alto do que a média nos países da OCDE, onde as mulheres passam o dobro do tempo em trabalho não remunerado em comparação com os homens.

No Brasil, uma pesquisa do IBGE divulgada em junho de 2020 apontou que as mulheres dedicam 10,4 horas por semana a mais do que os homens para trabalhos domésticos ou cuidados com pessoas (crianças ou idosos). A dedicação delas a esses serviços era de 21,4 horas semanais, contra 11 horas para os homens.

Ver mais

Mundo

Máscara, distanciamento social e ‘passaporte verde’: Israel inicia reabertura pós-pandemia

Publicado

dia

Por

Autoridades começaram a diminuir as restrições depois que a vacina da Pfizer foi considerada 95,8% eficaz

Israel começou a flexibilizar a partir deste domingo (21) o confinamento depois que estudos mostraram que a vacina contra o coronavírus da Pfizer é 95,8% eficaz na prevenção de hospitalizações e morte por covid-19.

Lojas, bibliotecas e museus podem abrir suas portas, mas será necessário o uso de máscaras e a manutenção do distanciamento social.

O Ministério da Saúde do país afirma que este é o primeiro passo para voltar à vida normal.

Israel tem a maior taxa de vacinação do mundo. Mais de 49% da população já recebeu pelo menos uma dose.

O país havia iniciado seu terceiro confinamento em 27 de dezembro, após o aumento do número de infecções.

Sob as novas regras, as pessoas agora podem ir a shoppings e visitar atrações turísticas como zoológicos.

Passaporte verde

Outros tipos de instalações, incluindo academias, hotéis e sinagogas , também podem ser reabertas.

Porém, para frequentá-los é necessário um “passaporte verde” : um atestado que só pode ser obtido após a pessoa ser vacinada.

Centro comercial

Reuters Shopping centers podem abrir suas portas ao público a partir deste domingo

 

Um pequeno número de pessoas que se recuperou do vírus e, portanto, não é elegível para a vacina, pode ter acesso ao certificado.

O passaporte é emitido pelo ministério da saúde e tem validade de seis meses , a partir de uma semana após a segunda dose.

Não são permitidos shows com grande número de pessoas e eventos esportivos foram perdidos com lotação máxima de 75%, sendo o limite máximo de 300 pessoas no ambiente interno e 500 no externo.

Apesar da flexibilização das restrições, o aeroporto de Israel ficará fechado por mais duas semanas.

No sábado (20), o Ministério da Saúde disse que estudos revelaram que o risco de doenças causadas pelo vírus caiu 95,8% entre as pessoas que receberam as duas doses da vacina Pfizer.

A pasta também informou que a vacina foi 98% eficaz na prevenção de febre ou problemas respiratórios.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse esperar que 95% dos israelenses com mais de 50 anos sejam vacinados nas próximas duas semanas.

No início da semana passada, o território palestino da Faixa de Gaza, ocupado por Israel, recebeu suas primeiras doses de vacinas depois que Israel aprovou a transferência através de sua fronteira.

Envio de vacinas a Faixa de Gaza

Getty Images Israel começou a enviar vacinas para a Faixa de Gaza. Estima-se que 5 milhões de palestinos aguardem a vacina

A remessa inclui 2 mil doses da vacina russa Sputnik V, que será usada em pacientes que receberam transplante de órgão e aqueles com insuficiência renal, disse um oficial israelense à agência de notícias Reuters.

Isso ocorre depois que o ministro da Saúde palestino chegou a um acordo com o Ministério da Saúde de Israel para vacinar 100 mil palestinos que trabalham no país.

Estima-se que 5 milhões de palestinos aguardem a vacina.

 

Ver mais

Mundo

Príncipe Philip responde bem ao tratamento por infecção

Publicado

dia

Por

Até então, nenhuma informação havia sido divulgada sobre as causas de sua internação há uma semana

(crédito: Ben STANSALL / AFP)

O príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II, está “respondendo ao tratamento” por uma “infecção” – informou o Palácio de Buckingham nesta terça-feira (23).

Até então, nenhuma informação havia sido divulgada sobre as causas de sua internação há uma semana.

“O duque de Edimburgo permanece no hospital King Edward VII”, acrescentou o Palácio em um comunicado, informando ainda que o príncipe, de 99 anos, está “respondendo ao tratamento, mas não deve sair do hospital por vários dias”.

Ver mais

Mundo

Espanha volta a prorrogar limitações a chegadas do Brasil, Reino Unido e África do Sul

Publicado

dia

Por

A intenção é “conter na medida do possível os contágios associados” às variantes, disse a porta-voz do governo, María Jesús Montero, em coletiva de imprensa

(crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O governo espanhol anunciou nesta terça-feira (23) uma nova prorrogação, até 16 de março, das restrições impostas aos voos do Reino Unido, Brasil e África do Sul, para prevenir a propagação das variantes do coronavírus.

A intenção é “conter na medida do possível os contágios associados” às variantes, disse a porta-voz do governo, María Jesús Montero, em coletiva de imprensa.

Desse modo, a Espanha volta a prorrogar a suspensão que impôs no final de dezembro das chegadas de passageiros do Reino Unido, exceto espanhóis e residentes, pela expansão da variante britânica, mais contagiosa.

Prolonga também a estrita limitação às chegadas do Brasil e África do Sul, de onde só podem entrar passageiros com nacionalidade ou residência na Espanha e Andorra. A exceção são os passageiros em trânsito, que não podem sair do aeroporto ou permanecer mais de 24 horas.

Pelo medo das variantes detectadas na África do Sul e Brasil, o governo impôs também uma quarentena obrigatória de dez dias, ou de sete dias em caso de ter um teste negativo de covid-19, para qualquer viajante que chegar desses países.

As cepas detectadas no Reino Unido, África do Sul e Brasil preocupam a comunidade internacional que se questiona sobre sua contagiosidade e a eficácia das vacinas contra elas.

A variante britânica se espalhou na Espanha, segundo o Ministério da Saúde, com cerca de 900 casos confirmados. Um número subestimado, uma vez que as autoridades de saúde estimam que essa variante pode ser majoritária na Espanha em março.

Além disso, foram detectados seis casos da variante sul-africana e um da brasileira.

A Espanha, um dos países europeus mais afetados pela pandemia do coronavírus, contabiliza cerca de 68.000 mortes e mais de 3,1 milhões de casos notificados.

Ver mais

Hoje é

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Publicidade

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?