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terça-feira, 03/03/2026

Filho de subsecretário do RJ é acusado de estupro coletivo

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BRUNA FANTTI
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

Um jovem de 18 anos, filho de um subsecretário do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, é suspeito de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, ocorrido no dia 31 de janeiro.

O suspeito, Vitor Hugo Oliveira Simonin, filho de José Carlos Costa Simonin, subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, está foragido junto com outros três maiores de idade envolvidos. O caso corre em segredo de Justiça, e não se sabe se ele possui advogado.

De acordo com informações oficiais, José Carlos Simonin é advogado e ocupa diversas funções importantes no governo do estado, além de participar de conselhos sociais e de segurança pública.

A assessoria de imprensa do governo tentou contato com José Carlos Simonin, mas ele não respondeu se ajudará na entrega do filho à Justiça.

O governo do Estado repudiou o crime e informou que a secretaria da Mulher dará suporte à vítima.

Na segunda-feira (2), a Justiça do Rio negou habeas corpus para três dos quatro homens acusados. Os nomes dos réus permanecem em sigilo, assim como os dos advogados de defesa.

Entenda o caso

A vítima foi levada por seu ex-namorado a um imóvel em Copacabana, onde, enquanto os dois mantinham uma relação consensual, quatro homens maiores de idade entraram. A jovem contou que inicialmente consentiu, mas depois foi obrigada a atos sexuais sob violência física, como socos e chutes.

O exame mostrou ferimentos e hematomas, e câmeras de segurança confirmaram a presença dos acusados no local.

Os acusados são Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, João Gabriel Xavier Bertho e Matheus Veríssimo Zoel Martins, além de um menor de idade. Todos estão foragidos após a polícia não localizá-los na operação “Não é Não.”

A defesa de João Gabriel nega as acusações, alegando que mensagens mostram que a jovem sabia da presença de outros rapazes e que houve consentimento inicial. As defesas dos demais não foram encontradas.

Dois suspeitos estudavam no Colégio Pedro 2º, Unidade Humaitá, que repudia o ato e desligou os alunos envolvidos. A polícia investiga se o grupo cometeu outros crimes similares.

A Justiça aceitou a denúncia e tornou os jovens réus pelo crime de estupro qualificado, que prevê pena de oito a doze anos de prisão, com agravantes por envolvimento de várias pessoas e por a vítima ser menor.

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