No Distrito Federal, mais de 34,2 mil contratos atrasados do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), ligados a instituições locais, poderão ser renegociados pelo programa Desenrola Fies, que começou em 13 de maio de 2026. O total de dívidas possíveis de renegociação no estado chega a R$ 2,3 bilhões.
O programa faz parte do Novo Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal em 4 de maio de 2026, e foi criado pela Medida Provisória nº 1.355/2026, que altera a Lei nº 10.260/2001. A expectativa é ajudar mais de 1 milhão de estudantes em todo o país, regularizando as dívidas e diminuindo a inadimplência.
Podem participar os estudantes que fizeram contratos até 2017 e estavam na fase de pagamento a partir de 4 de maio de 2026. A negociação deve ser feita até 31 de dezembro de 2026, pelos canais online do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal.
As condições dependem do tempo de atraso e do perfil do estudante. Para dívidas vencidas há mais de 90 dias, é possível pagar à vista com desconto total dos encargos e redução de até 12% do valor principal, ou parcelar em até 150 meses com 100% de desconto em juros e multas.
Estudantes inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) por situação social vulnerável, com dívidas vencidas há mais de 360 dias e cadastro atualizado até 4 de maio de 2026, podem conseguir desconto de até 99% do valor total para quitar a dívida. Para dívidas com mais de 360 dias, o desconto pode chegar a 77% do total. Quem está em dia ou com atrasos de até 360 dias, tem opção de quitar com 12% de desconto no saldo devedor.
O processo de renegociação é digital: o estudante deve acessar o app ou site do banco, solicitar adesão, aceitar os termos, pagar a entrada e acompanhar a regularização. Após a confirmação, o nome do estudante e dos fiadores sai dos registros de inadimplentes.
O Fies, criado em 2001, financia cursos superiores em instituições privadas aprovadas no Sinaes, oferecendo juros zero desde 2018 para quem mais precisa, com critérios como participação no Enem a partir de 2010 e renda familiar de até três salários mínimos por pessoa.
*Informações do Ministério da Educação
