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sábado, 02/05/2026

Europa discute assumir defesa do continente após decisão dos EUA

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A decisão do governo de Donald Trump de retirar soldados norte-americanos da Alemanha gerou repercussões significativas, não só para o país governado por Friedrich Merz, mas também para outros aliados europeus. Agora, a Europa discute a possibilidade de assumir maior responsabilidade pela defesa do continente.

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, afirmou neste sábado (2/5) que “os europeus precisam assumir mais responsabilidade por sua própria segurança”.

Mais cedo, a porta-voz da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Alisson Hart, comentou a decisão dos Estados Unidos em uma publicação na rede social X. Ela destacou que a aliança mantém contato com os EUA para entender os detalhes da retirada e pediu que os países europeus aumentem os esforços na área de defesa.

“Esse ajuste destaca a necessidade de a Europa continuar a investir mais em defesa e assumir uma parcela maior da responsabilidade pela nossa segurança compartilhada”, disse Hart. “Estamos confiantes em nossa capacidade de garantir dissuasão e defesa, enquanto avançamos para uma Europa mais forte e uma Otan mais robusta”.

A retirada planejada de 5 mil soldados norte-americanos das bases na Alemanha ocorre após tensões entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz. Recentemente, Merz criticou a atuação dos EUA na guerra contra o Irã, chegando a dizer que o país está sendo “humilhado” no conflito.

Crise entre EUA e Europa

A crise entre os EUA e seus aliados europeus não é recente e antecede o segundo mandato de Donald Trump. Durante a campanha presidencial de 2024, o presidente norte-americano afirmou que incentivaria a Rússia a atacar países da Otan que não cumprissem as metas de gastos militares estipuladas pela aliança.

No último ano, os membros da Otan concordaram em aumentar os gastos de defesa para 5% do PIB de cada país, mas isso não foi suficiente para amenizar o descontentamento do presidente dos EUA.

Em janeiro deste ano, a disputa aumentou quando Trump sugeriu anexar a Groenlândia, uma região autônoma da Dinamarca, um dos países membros da Otan. Essa proposta gerou preocupação, pois qualquer ação dos EUA contra a Groenlândia poderia acarretar uma resposta dos demais membros da aliança, conforme o estatuto da organização.

Além disso, a guerra no Irã intensificou os desentendimentos entre os EUA e a Otan. O presidente Trump chegou a ameaçar retirar os EUA da Otan após não receber apoio para reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte de petróleo.

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