Como resposta ao aumento dos ataques no Estreito de Ormuz, os Estados Unidos decidiram reforçar sua presença militar na região enviando aproximadamente 2,5 mil fuzileiros navais. Segundo autoridades norte-americanas, os militares estão em trânsito, embarcados em navios de guerra, para fortalecer as tropas já posicionadas no local.
O pedido foi feito pelo Comando Central dos Estados Unidos, responsável pelas operações na região do Oriente Médio, ao Secretário de Defesa Pete Hegseth. Estes fuzileiros se juntarão a mais de 50 mil soldados americanos previamente alocados na área.
Informação divulgada pelo jornal The Wall Street Journal destaca que a mobilização envolve uma unidade expedicionária anfíbia e um grupo de prontidão de fuzileiros navais, geralmente composto por múltiplos navios de guerra e cerca de 5 mil militares entre fuzileiros e marinheiros.
Além disso, o navio de guerra USS Tripoli, com base no Japão, e sua tripulação de fuzileiros já estão a caminho do Oriente Médio.
Este destacamento acontece em meio à escalada de ataques que têm bloqueado o tráfego no Estreito de Ormuz, uma rota crucial por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente, impactando a economia global.
Embora o reforço militar seja significativo, ainda não está claro como esses novos destacamentos serão empregados, conforme apurado pelo The New York Times.
Na semana anterior, o então presidente Donald Trump declarou que, se necessário, a Marinha dos Estados Unidos poderia escoltar petroleiros pela região para garantir a continuidade do fornecimento de petróleo e gás diante das crescentes tensões.
