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DER começa nesta terça os reparos na pista da barragem do Lago Paranoá

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Construída há 60 anos, a pista sob a barragem terá velocidade máxima reduzida para 40km/h. Em março, veículos pesados serão proibidos de trafegar nos 630 metros da pista de asfalto

Equipes do GDF realizarão o recapeamento na via, com reforço de 5cm de pavimento asfáltico, além de sinalização e drenagem das saídas de água. (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)

Após a tragédia com a barragem de rejeitos em Brumadinho (MG), o Governo do Distrito Federal (GDF) intensificou medidas de manutenção na barragem do Lago Paranoá. Uma das preocupações dos técnicos é com a circulação de veículos na via — cerca de 26 mil por dia. O trânsito pode danificar a estrutura da represa, construída há 60 anos. Para diminuir os impactos, a partir de 1° de março, o tráfego de caminhões será proibido no percurso. Além disso, a partir de amanhã,  o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) iniciará reparos ao longo dos 630 metros da pista de asfalto.

Apesar das obras, o trânsito não ficará obstruído, e a manutenção deve ser finalizada em até 15 dias, de acordo com o DER-DF. No entanto, a velocidade máxima da via será reduzida de 50km/h para 40km/h. O órgão ainda avalia se manterá essa medida como permanente ou se, com o fim dos reparos, o tráfego voltará ao normal.
Equipes do DER-DF realizarão o recapeamento na via, com reforço de 5cm de pavimento asfáltico, além de sinalização e drenagem das saídas de água. Toda a manutenção será feita por obra direta e o valor investido pelo Executivo Local será apurado após o fim dos trabalhos. O departamento ainda instalará placas sinalizando que há obras no lugar.

O diretor do DER-DF, Fauzi Nacfur, participou de vistoria na barragem, domingo. De acordo com ele, o pavimento e a base podem ser considerados bons, mas a capa asfáltica está desgastada. “Esta semana, a gente começa a restauração do pavimento, para evitar as trincas e a infiltração de água, que seria um problema para a saúde da barragem”, explicou, em vídeo divulgado pelo órgão.

Construída apenas para ser um acesso para vistoriar a barragem, a pista se tornou responsável por ligar Paranoá, Itapoã e condomínios habitacionais irregulares ao Plano Piloto, passando pelo Lago Sul. Com a ocupação desordenada, o fluxo de veículos cresceu, fazendo com que a manutenção da estrutura sexagenária se tornasse cada vez mais necessária. Ela foi construída para a formação do Lago e a geração de energia elétrica.

Caminhoneiros

Na semana passada, a Companhia Energética de Brasília (CEB) apresentou relatório ao governador, Ibaneis Rocha (MDB), mostrando que a circulação de caminhões pode ser a responsável pelas fissuras encontradas na barragem do Paranoá. Agora, técnicos do DER-DF realizam levantamento de quantos automóveis pesados passam pela pista, para traçar rotas alternativas para os caminhoneiros. Ainda neste mês, será feita instalação de placas de sinalização, informando que a circulação de caminhões permanecerá proibida.
Mesmo com os alertas, a barragem do Paranoá não apresenta problemas graves que comprometem a segurança da estrutura. De acordo com a CEB, a barragem está no nível B, que significa categoria risco médio. A companhia classifica nível A como risco alto e nível C como baixo. Em relação à estrutura da barragem, a autarquia destacou que as manutenções e vistorias ocorrem a cada 15 dias.

Prevenção

Confira ações realizadas pela CEB, periodicamente, na barragem do Lago Paranoá:
» Quinzenalmente, são realizadas leituras dos instrumentos de monitoramento da barragem;
» Mensalmente, acontece inspeção por meio de check-list de toda a estrutura da barragem;
» Bimestralmente, é realizada limpeza do terreno de toda a propriedade da barragem;
» Anualmente, ocorre inspeção regular. Neste procedimento, avalia-se todos os parâmetros e medições de forma mais detalhada, incluindo uma checagem de todo os dados coletados ao longo do ano;
» A cada sete anos, há revisão periódica por equipe multidisciplinar especializada externa.

Memória

Obra começou em 1959
Formada por rochas e terra, a Barragem do Lago Paranoá, erguida entre 1959 e 1961, tem cerca de 630 metros de extensão. Nela encontra-se a Pequena Central Hidrelétrica, com potência instalada de 30MW. A usina funciona desde 1962 e produziu, no último ano, cerca de 86,549 MWh, energia suficiente para suprir 1,5% de todo o consumo do Distrito Federal. O que é produzido, porém, entra no Sistema Interligado Nacional e é vendido a distribuidoras.
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Política BSB

Programa Empreenda Rápido promete facilitar a vida do microempreendedor brasileiro

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Além da formação e da qualificação, as maiores dificuldades dos empreendedores é o acesso ao crédito e o acesso ao mercado

Em parceira com o Sebrae, o Estado de São Paulo lança nesta sexta-feira (19) um programa de estímulo ao empreendedorismo. O Portal Empreenda Rápido promete ajudar o empreendedor em todas as fases do seu negócio e da sua jornada de trabalho.

A secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Patrícia Ellen, falou ao Jornal da Manhã sobre as novidades que a parceria vai proporcionar ao setor.

De acordo com Patrícia, o diferencial desse programa para os outros já firmados é que ele vai reunir todos os serviços em um Portal integrado. “Foi a primeira vez que nos reunimos para entender a realidade dos empreendedores brasileiros. Agora eles vão entrar na plataforma e ter fácil acesso a diversos serviços que antes não eram prestados ou já aconteciam em pequena escala.”

Além da formação e da qualificação, as maiores dificuldades dos empreendedores é o acesso ao crédito e o acesso ao mercado. Para isso, de acordo com Patrícia, o Empreenda Rápido está realizando diversas parcerias com o Sebrae, o Desenvolve São Paulo e o Banco do Povo para criar o maior programa de microcrédito do Estado.

Atualmente o Brasil tem 13.2 milhões de desempregados e, na última década, a maior parte dos empregos gerados vieram das micro e pequenas empresas. Mesmo com esses dados, a produtividade do MEI é menor do que das grandes empresas porque o microempreendedor tem menos acesso a informação técnica e acesso ao mercado e crédito. “É justamente por isso estamos fazendo esse programa totalmente integrado, para atuar em todos esses desafios.”

A secretária de Desenvolvimento Econômico lembrou que, atualmente, muitas pessoas empreendem por necessidade, não por vocação, e ressaltou que o Portal também está preparado para atender trabalhadores não formalizados ou que estão despreparados para o mercado.

“A primeira etapa do Programa é a qualificação empreendedora e, depois, a qualificação técnica. O Sebrae vai cobrir pelo menos um milhão de empreendedores com qualificação nos próximos 3 ou 4 anos.”

Todo as novidades podem ser conferidas no Portal Empreenda Rápido. Os canais presencias de auxílio ao empreendedor continuam funcionando e todos os mais de 300 postos de atendimento ao trabalho também estarão preparados para atender o setor.

 

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Política BSB

Bolsonaro confirma investigação sobre ameaça de morte de ecoterroristas

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“Risco sempre vai existir”, diz Bolsonaro sobre ameaça de morte de ecoterroristas que estaria ameaçando matá-lo, divulgada pela Revista Veja

Bolsonaro: o presidente afirmou que a GSI já tem conhecimento sobre o caso (Marcos Corrêa/PR/Flickr)

Brasília — O presidente Jair Bolsonaro confirmou na manhã desta sexta-feira que o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência já tinha conhecimento da investigação sobre um grupo de ecoterroristas que estaria ameaçando matá-lo, como revelou a revista Veja.

Ao ser perguntado sobre o caso no final de um café da manhã com jornalistas de agências internacionais, no Palácio do Planalto, Bolsonaro confirmou que havia lido a reportagem naquela manhã. “Eu li e encaminhei, o GSI já tinha conhecimento”, disse.

“O risco de atentado a mim ou a qualquer líder mundial sempre vai existir”, afirmou.

A revista afirmou que teria conversado com um líder de um grupo que se intitula Sociedade Secreta Silvestre, que seria formado por ecoterroristas que fazem ações violentas em defesa do meio ambiente e teriam uma célula no Brasil.

Veja cita um relatório da Polícia Federal em que responsabiliza o grupo pela queima de dois carros do Ibama e ameaças ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

 

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Brasília

Fiocruz diz que suas vacinas fazem governo economizar R$ 300 milhões

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De acordo com instituição, preço das vacinas vendidas pela Fiocruz é mais econômica em 30% em relação aos preços de mercado

Vacinas: governo suspendeu contratos com laboratórios públicos (Amir Levy//Getty Images)

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) proporciona economia anual de R$ 300 milhões aos cofres da União com a venda de vacinas por preços abaixo da média de mercado, disse o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde do órgão, Marco Krieger.

A maior parte desses contratos se dá via Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), tipo de colaboração do poder público com a iniciativa privada para fabricar remédios e imunizantes. Nesta semana, o Ministério da Saúde suspendeu 19 contratos desse tipo, conforme revelou o Estado.

À reportagem, Krieger disse que, apesar de dependerem de ajustes as PDPs precisam ser defendidas, assim como qualquer política pública. “O governo tem de ter preocupação estratégica de fornecimento de medicamentos e insumos. Essa é uma política que está ajudando a modernizar o parque tecnológico brasileiro”, disse.

Para ele, no entanto, muitos medicamentos foram reduzidos à metade do preço após a chegada das PDPs. “Temos vários casos de sucesso de economia muito grande para o País.

O preço das vacinas adquiridas da Fiocruz é mais econômica em 30% em relação aos preços de mercado. Uma economia de R$ 300 milhões ao ano para o governo. As insulinas são três vezes mais em conta”, afirmou.

Os laboratórios também dizem que as parcerias proporcionaram avanços no setor de medicamentos. Citam relatório do Ministério da Saúde que aponta o fornecimento, por parte dos laboratórios públicos, de valor superior a R$ 1,8 bilhão em remédios para o Sistema Único de Saúde (SUS) só nos últimos oito meses. Mais de 15 fórmulas foram adquiridas pelo governo.

Conforme mostrou o Estado ontem, a Fiocruz está entre os sete laboratórios públicos afetados pelas suspensões do ministério.

Segundo a pasta, parte das 19 suspensões, incluindo as da Fiocruz, foi orientada por relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU). O problema, na avaliação de Krieger, é que a maior parte dos problemas apontados pela CGU já foram sanados.

“Não refletem mais a situação atual das parcerias”, disse ele, que prevê reverter pelo menos quatro das seis suspensões até o fim do ano.

Cobrança

Estudos da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil apontam que, por meio dos acordos, o governo economizou R$ 20 bilhões, nos últimos oito anos, com a aquisição de remédios e outros produtos.

Um exemplo citado é o do cloridrato de sevelâmer, medicamento para tratar doenças renais crônicas, comprado via PDP, em contratos com a Bahiafarma. “O ministério comprava cada comprimido por R$ 6,70, em média, antes da assinatura da PDP, em 2013. Hoje, esse preço é de R$ 1,55. E são produzidos cerca de 70 milhões de comprimidos por ano para abastecer o SUS.”

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva se manifestou contra as suspensões e defendeu as PDPs, política iniciada em 2008. “Os efeitos desta medida podem gerar graves problemas para as pessoas que necessitam destes fármacos, requerendo critérios transparentes de avaliação para evitar que parcerias importantes sejam prejudicadas, colidindo com interesses públicos e do SUS”, diz nota da entidade. O ministério não quis se pronunciar sobre as críticas das associações.

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