SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
Condenado a 38 anos de prisão pelo assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen em 2002, Cristian Cravinhos, 50 anos, passou a trabalhar com a venda de conteúdo adulto para obter renda.
Em regime aberto, Cristian planeja usar a atenção que seu nome recebe para ganhar dinheiro e já está preparando um perfil na plataforma OnlyFans, onde conteúdos exclusivos são vendidos por assinatura. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.
De acordo com a reportagem, Cristian começou a vender vídeos e fotos íntimas por meio de mensagens privadas nas redes sociais, cobrando R$ 120 por um pacote contendo um vídeo solo e três fotos.
A repercussão aumentou após compradores compartilharem capturas das conversas mostrando como o material era comercializado.
Ao ser procurado para comentar, Cristian primeiro negou produzir conteúdo erótico, mas mudou sua versão após ser confrontado com as provas, confirmando as vendas e dizendo que está preparando novos conteúdos para seu perfil na plataforma.
Antes disso, ele tentava ganhar dinheiro vendendo quadros e gravuras feitas durante seu tempo preso em Tremembé. Em uma publicação do ano anterior, chegou a dizer que precisava “levantar dinheiro”.
Cristian explicou que a venda dessas obras não era suficiente para as despesas da casa e para ajudar a companheira e os dois enteados, e que recomeçar fora da prisão é muito difícil.
O nome de Cristian Cravinhos voltou a ser destaque recentemente com a estreia da série “Tremembé”, no Prime Video, que mostra a vida de presos famosos. Na série, o personagem de Cristian é interpretado pelo ator Kelner Macêdo, e aparece em um relacionamento com outro preso, inclusive em uma cena usando calcinha.
Cristian Cravinhos foi condenado junto com o irmão, Daniel Cravinhos, e Suzane von Richthofen pelo assassinato dos pais desta, Manfred e Marísia von Richthofen, em outubro de 2002. Recebeu regime aberto pela primeira vez em 2016, mas voltou à prisão dois anos depois por tentativa de suborno a policiais militares.
Em março de 2025, a Justiça permitiu que Cristian cumpra o restante da pena em regime aberto, contrariando a posição do Ministério Público no caso.
