Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, gravou um vídeo na noite de sexta-feira (15/5) para se manifestar sobre a Operação Sem Refino, conduzida pela Polícia Federal. A operação investiga o Grupo Refit, que é suspeito de usar uma estrutura financeira para esconder bens e enviar recursos ao exterior.
Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, além de sete afastamentos de funções públicas. Cláudio Castro foi um dos alvos da operação. A Polícia Federal afirma que o ex-governador permitiu atividades ilegais associadas à Refit Refinaria, do empresário Ricardo Magro.
“Após analisar a decisão da Justiça, noto algo estranho. Na próxima semana, meu advogado irá a Brasília para apresentar os fatos e esclarecer as informações falsas apresentadas pela autoridade policial”, declarou Castro.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Polícia Federal, o ex-governador direcionou esforços administrativos em favor do grupo liderado por Ricardo Magro.
Cláudio Castro destacou que o estado do Rio de Janeiro tem feito um grande esforço para cobrar dívidas dessa empresa, que é uma das maiores devedoras do país. Ele afirmou que o estado conseguiu recuperar mais de 1 bilhão de reais para os cofres públicos.
A investigação aponta que órgãos estaduais como a Secretaria de Fazenda, Secretaria do Meio Ambiente, Instituto Estadual do Meio Ambiente, Procuradoria Geral do Estado e a Polícia Civil participaram das ações suspeitas. Castro disse que a Procuradoria Geral atuou em diversas ações judiciais envolvendo essa e outras empresas devedoras.
Detalhes da Operação Sem Refino
O empresário Ricardo Magro, dono do Grupo Refit, é alvo de prisão preventiva, mas não foi preso por morar em Miami, nos Estados Unidos. A Polícia Federal incluiu o nome dele na lista vermelha da Interpol.
Além dele, a operação investiga o desembargador Guaraci de Campos Vianna, da 6ª Câmara de Direito Privado do TJRJ, o ex-secretário de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do Estado Renan Saad.
Os mandados foram cumpridos no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de 52 bilhões de reais em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas envolvidas.
Esta ação faz parte das investigações da ADPF nº 635/RJ, conhecida como ADPF das Favelas, e contou com apoio técnico da Receita Federal.
