A Justiça da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Florianópolis decidiu arquivar o caso envolvendo a morte do cão Orelha, decisão que encerra uma série de eventos marcados por debates e mobilização nacional. O incidente aconteceu em janeiro na Praia Brava, localizada no Norte da Ilha, em Florianópolis.
A decisão, divulgada na última sexta-feira, atendeu a um pedido do Ministério Público de Santa Catarina, que ressaltou a falta de provas para responsabilizar qualquer pessoa envolvida. A análise foi feita após o exame de quase dois mil arquivos digitais, incluindo vídeos, dados de celulares apreendidos e fotografias, além de depoimentos de adolescentes e testemunhas.
O principal motivo para o arquivamento é a impossibilidade de confirmar se as agressões ao cão realmente ocorreram. O Ministério Público destacou que a causa da morte do animal está mais relacionada a uma doença óssea grave, detectada apenas após um laudo da exumação do corpo. Este documento também descartou a possibilidade de ação humana nos ferimentos encontrados.
Com o caso encerrado, as investigações não avançam, e o Ministério Público entende que não há elementos suficientes para seguir com processos judiciais relacionados ao caso.
