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Ar em Marte? Rover da Nasa produz oxigênio pela 1ª vez

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A Nasa conseguiu produzir 5 gramas de oxigênio ao converter dióxido de carbono, o suficiente para um astronauta respirar por 10 minutos

Foto do MOXIE sendo instalado dentro do Perseverance, rover da Nasa (Nasa/Reprodução)

Mais uma vez, o Perseverance faz história em Marte.

Depois do primeiro áudio gravado do planeta vermelho e do voo histórico do seu companheiro e helicóptero-drone, Ingenuity, o rover da Nasa conseguiu converter dióxido de carbono da atmosfera em oxigênio, com seu instrumento experimental chamado de MOXIE.

O MOXIE (Experimento de Utilização de Recursos In-Situ de Oxigênio em Marte, em tradução livre) é um aparelho “do tamanho de uma torradeira”, de acordo com comunicado da agência espacial, e realizou sua missão nesta terça-feira, 20, no 60° dia marciano.

Eventualmente, o MOXIE pode isolar e armazenar oxigênio o suficiente para fornecer energia a foguetes para levantar astronautas da superfície do planeta. Um dia, ele também pode até chegar a fornecer ar respirável para os próprios astronautas e, quem sabe, uma população inteira.

“MOXIE tem mais trabalho a fazer, mas os resultados desta demonstração de tecnologia são promissores à medida que avançamos em direção ao nosso objetivo de um dia ver humanos em Marte”, disse Jim Reuter, administrador associado da Diretoria de Missão de Tecnologia Espacial (STMD) da Nasa. “O oxigênio não é apenas a substância que respiramos. O propelente do foguete depende do oxigênio, e futuros exploradores dependerão da produção do propelente em Marte para fazer a viagem de volta para casa.”

Um foguete deve ter mais oxigênio por peso para conseguir queimar seu combustível. De acordo com cálculos da Nasa, tirar quatro astronautas da superfície de Marte exigiria aproximadamente 7 toneladas métricas de combustível de foguete e 25 toneladas métricas de oxigênio. Em contraste, os astronautas que vivem e trabalham em Marte precisam de muito menos oxigênio para respirar. “Os astronautas que passam um ano na superfície usarão talvez uma tonelada métrica entre eles”, explica Hecht.

“MOXIE tem mais trabalho a fazer, mas os resultados desta demonstração de tecnologia são promissores à medida que avançamos em direção ao nosso objetivo de um dia ver humanos em Marte”, disse Jim Reuter, administrador associado da Diretoria de Missão de Tecnologia Espacial (STMD) da Nasa. “O oxigênio não é apenas a substância que respiramos. O propelente do foguete depende do oxigênio, e futuros exploradores dependerão da produção do propelente em Marte para fazer a viagem de volta para casa.”

Um foguete deve ter mais oxigênio por peso para conseguir queimar seu combustível. De acordo com cálculos da Nasa, tirar quatro astronautas da superfície de Marte exigiria aproximadamente 7 toneladas métricas de combustível de foguete e 25 toneladas métricas de oxigênio. Em contraste, os astronautas que vivem e trabalham em Marte precisam de muito menos oxigênio para respirar. “Os astronautas que passam um ano na superfície usarão talvez uma tonelada métrica entre eles”, explica Hecht.

Enquanto transportar 25 toneladas métricas de oxigênio é uma tarefa extremamente complicada, transportar um conversor de oxigênio (de uma tonelada) é bem mais prático. Para realizar seu trabalho, o MOXIE separa os átomos de oxigênio das moléculas de dióxido de carbono. Seu produto residual, o monóxido de carbono, é lançado na atmosfera. Ao todo, a atmosfera de Marte é 96% dióxido de carbono.

Após deixar o MOXIE aquecendo por 2 horas, o instrumento começou a produzir oxigênio a uma taxa de 6 gramas por hora (para o processo de conversão acontecer, o MOXIE teve que atingir uma temperatura de aproximadamente 800 °C). Algumas reduções foram feitas durante a execução para avaliar o status do aparelho e, depois de uma hora operando, o oxigênio total produzido foi cerca de 5,4 gramas, o que pode deixar um astronauta saudável respirar por cerca de 10 minutos.

O aparelho, projetado para gerar até 10 gramas de oxigênio por hora, continuará realizando testes para descobrir mais sobre o ar em Marte. Sua próxima fase incluirá ser executada em diferentes condições atmosféricas, horas do dia e estações. Na terceira e última fase, Hecht afirma que eles irão “inovar” com novos modos de operação.

MOXIE
Gif feito pela Nasa mostra composição do MOXIE, que, de acordo com a agência, tem tamanho de uma “torradeira” (/)

O que é a missão Perseverance da Nasa?

No dia 18 de fevereiro, o rover Perseverance (“perseverança”, em português) pousou em solo marciano com o objetivo de buscar por sinais de vida no planeta vermelho.

O rover irá analisar a geologia e procurar pistas sobre como era o clima de Marte no passado, abrindo caminho para exploração humana. Ele também irá coletar rochas e sedimentos do local para serem analisados posteriormente na Terra, algo nunca antes feito no planeta.

A espaçonave, que viajou por volta de 468 milhões de quilômetros desde o seu lançamento no dia 30 de julho de 2020, pousou na cratera de Jezero, uma bacia no planeta vermelho, onde os cientistas acreditam que um antigo rio desaguou em um lago e depositou sedimentos. Eles consideram provável que o ambiente tenha preservado sinais de alguma vida que tenha habitado Marte até bilhões de anos atrás.

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Ciência

Cientistas pesquisam ‘vacina universal’ para vários tipos de coronavírus

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Ainda em fase preliminar, o estudo indicou bons resultados na imunização de macacos

“Vacina universal”: com o possível novo imunizante, os surtos de coronavírus podem estar próximos do fim (Andriy Onufriyenko/Getty Images)

Uma promissora pesquisa feita pela Escola de Medicina da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, podem estar no caminho de obter uma “vacina universal” contra as principais formas variantes do coronavírus, incluindo as que causariam apenas um resfriado.

Sendo assim, o imunizante pode colocar uma pedra sobre o medo e a eminência de um novo surto ou pandemia movido por vírus que causam doenças virais respiratórias, segundo um estudo preliminar publicado na revista Nature.

A pesquisa, até o momento, testou a imunização em macacos, e conseguiu gerar anticorpos múltiplos contra a família do betacoronavírus. Esse gênero do coronavírus é o responsável pelas epidemias da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que surgiu na China, em 2002; de Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada na Índia, em 2013; e pela atual pandemia da covid-19.

O imunizante seria funcional também contra as variantes como a britânica (B.1.1.7), a brasileira (P.1) e a sul-africana (B.1.351). O estudo ainda encontrou resposta imune em macacos para o SARS-Cov-1 (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e à cepa batCoVs.

A pesquisa ainda precisa passar por revisão da comunidade científica sobre as provas apresentadas antes de ser divulgada em seu formato final, além de seguir nas fases de testagem em grupos controlados.

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Ciência

Chuva de meteoros pode ser vista até 28 de maio no céu de Brasília; confira dicas para observar

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A chuva de meteoros Eta Aquáridas poderá ser vista, a olho nu, no céu de Brasília até 28 de maio. O fenômeno, que começou em 19 de abril, atingiu o pico nesta quinta-feira (6), mas continuará visível durante as próximas madrugadas (veja dicas abaixo).

A visibilidade do fenômeno é favorecida no Brasil e nos países da América Latina, devido à posição da constelação de Aquarius em relação aos países do hemisfério Sul. O professor de física e astronomia da Universidade de Brasília (UnB), Paulo Brito, explica que a Eta Aquáridas ocorre anualmente, sempre na mesma época.

A chuva de meteoros é resquício do cometa Halley, que leva 76 anos para dar a volta no Sol e cruza a trajetória da Terra duas vezes por ano. Na primeira, ocorre a Eta Aquáridas e, na segunda, a Oriônidas, que ocorre em outubro, explica.

“Todo ano, o campo gravitacional da Terra atrai esses meteoros e ele aparece como várias ‘estrelas cadentes’. São entre 15 e 20 por hora, não é uma chuva intensa.”

Como observar

Chuva de meteoros Eta Aquáridas, em imagem de arquivo — Foto: Divulgação/Observatório Espacial Heller & Jung

Chuva de meteoros Eta Aquáridas, em imagem de arquivo — Foto: Divulgação/Observatório Espacial Heller & Jung.

Paulo deu dicas de como observar a Eta Aquáridas na capital. De acordo com ele, o fenômeno ficará mais visível a partir das 2h30. “O ideal é que se olhe para leste, acima da lua. Ali, vão ter duas ‘estrelas brilhantes’, que são Júpiter e Saturno. À esquerda desse ponto, estará a chuva de meteoros”, orientou.

O fenômeno pode ser visto a olho nu e até mesmo ser fotografado, mas a câmera precisa ficar apontada para o ponto durante várias horas, já que a chuva não é intensa.

Outra dica do astrônomo é para que as pessoas busquem ambientes sem iluminação. Por exemplo, o centro de Brasília, onde há prédios iluminados, não é um local indicado para a observação.

O tempo também precisa colaborar para a visibilidade. Caso o céu esteja nublado, será mais difícil de ver o fenômeno.

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Ciência

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Ciência

Rússia construirá sua própria estação espacial

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O anúncio foi feito depois de declarações contraditórias das autoridades russas sobre seus planos para o setor espacial

Rússia: a exploração da ISS é um dos poucos âmbitos de cooperação entre Rússia e Estados Unidos (Stocktrek Images/Getty Images)

A Rússia anunciou nesta terça-feira a intenção de construir o primeiro módulo de sua própria estação espacial até 2025, depois que o governo deu a entender que poderia abandonar a Estação Espacial Internacional (ISS).

O primeiro módulo básico para a nova estação orbital russa já está em construção”, anunciou no aplicativo Telegram o diretor da agência espacial russa Roscosmos, Dmitri Rogozin. “O objetivo é que esteja preparado para ser lançado em órbita em 2025”, explicou.

O anúncio foi feito depois de declarações contraditórias das autoridades russas sobre seus planos para o setor espacial.

O vice-primeiro-ministro, Yuri Borisov, sugeriu no domingo que Moscou abandonaria a ISS em 2025 para concentrar-se na construção de sua própria estação.

A Roscosmos atenuou o discurso e afirmou à AFP que a decisão será tomada depois de 2024 “com base no estado técnico” da estação.

Moscou alega que a ISS deixa a desejar, com módulos que “estão quase no fim de sua vida”.
No início de abril, o diretor de voo do segmento russo da ISS, Vladimir Soloviev, calculou que a vida útil do laboratório orbital poderia ser prolongada até 2030, mas que esperava uma “avalanche de falhas” a partir de 2025.

Borisov destacou na segunda-feira que o envelhecimento da Estação Espacial Internacional permite prever uma “catástrofe”.

“Não podemos colocar em perigo as vidas dos cosmonautas”, destacou. Na opinião de Borisov, a futura estação espacial russa poderia ser colocada em uma órbita mais elevada que a ISS e servir de “ponto de transferência intermediário para voos com destino à Lua”.

A exploração da ISS é um dos poucos âmbitos de cooperação entre Rússia e Estados Unidos, que passa por um período de grande tensão desde 2014.

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Hoje é

quinta-feira, 13 de maio de 2021

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