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terça-feira, 03/03/2026

Venezuela envia petróleo para os EUA durante conflito no Irã

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O governo da Venezuela comunicou a celebração de contratos com companhias para a venda de petróleo e seus derivados aos Estados Unidos. O anúncio foi realizado em uma terça-feira, dia 3 de março de 2026.

Essa iniciativa representa um gesto favorável do governo interino venezuelano, liderado por Delcy Rodríguez, em direção aos interesses norte-americanos após a prisão de Nicolás Maduro.

O acordo comercial ocorre em um cenário de instabilidade no mercado global de petróleo, influenciado pelo conflito no Irã, especialmente devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, uma rota crucial por onde transitam cerca de 20% das exportações mundiais de petróleo.

De acordo com a estatal Petroleira da Venezuela (PDVSA), “a empresa firmou contratos para o fornecimento de petróleo e derivados às companhias comerciais que destinam esses produtos ao mercado dos Estados Unidos, mantendo assim uma relação comercial histórica para assegurar a continuidade do abastecimento.”

Embora o anúncio não tenha especificado as empresas envolvidas, o governo dos EUA recentemente autorizou que grandes petrolíferas como BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell retomem suas operações de petróleo e gás na Venezuela sem serem afetadas pelas sanções.

Em janeiro de 2026, a administração interina venezuelana implementou uma reforma ampla que abriu o setor petrolífero nacional para a participação direta de empresas estrangeiras, algo que anteriormente era quase totalmente estatal.

Após a detenção de Maduro, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, destacou que o petróleo é um fator chave para a presença americana no país. A Venezuela detém as maiores reservas de petróleo conhecidas no mundo.

No mesmo mês da queda do ex-presidente venezuelano, o governo interino concordou em destinar cerca de 50 bilhões de barris de petróleo aos Estados Unidos, que passaram a atuar na revenda desse combustível no mercado internacional. Parte dos lucros gerados já foi repassada para o novo governo do país sul-americano.

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