22.5 C
Brasília
terça-feira, 17/03/2026




Vacina contra herpes-zóster é segura para quem tem doenças reumáticas, diz estudo da USP

Brasília
nuvens quebradas
22.5 ° C
22.5 °
21.7 °
73 %
1.5kmh
75 %
qua
26 °
qui
26 °
sex
26 °
sáb
25 °
dom
19 °

Em Brasília

Um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) mostrou que a vacina contra o herpes-zóster é segura para pessoas com doenças reumáticas autoimunes, como artrite reumatoide e lúpus.

A pesquisa, que é a maior no mundo a analisar a segurança e a resposta imunológica da vacina nesse grupo, acompanhou 1.192 pacientes com nove tipos diferentes dessas doenças. Cerca de 90% deles criaram anticorpos após receberem as duas doses da vacina. Não houve aumento do risco de piora das doenças, mesmo em pacientes que estavam com a doença ativa ou que estavam usando medicamentos que diminuem a resposta imunológica.

Eloisa Bonfá, responsável pela pesquisa e especialista em Reumatologia na FMUSP, afirmou que 30% dos pacientes estavam com a doença ativa, mas a vacinação não agravou seu estado. A taxa de piora entre os vacinados foi de 14%, parecida com os 15% do grupo que recebeu placebo. Além disso, os pacientes vacinados tiveram menos efeitos colaterais, como dor no local da aplicação e febre, se comparados a pessoas saudáveis.

A maioria dos participantes tinha artrite reumatoide, que afeta cerca de 1% dos adultos, seguida de lúpus e outras doenças como esclerodermia e espondilartrite. Porém, pacientes que tomavam remédios como rituximabe e micofenolato de mofetila tiveram respostas imunológicas menores, indicando que podem precisar de doses extras da vacina.

A vacina usada é do tipo recombinante e está disponível para pessoas acima dos 50 anos, que têm maior risco de ter herpes-zóster. Eloisa Bonfá destacou que vacinar pacientes com imunidade baixa ajuda a evitar complicações sérias, internações e riscos graves à saúde. Os resultados do estudo foram publicados na revista científica The Lancet Rheumatology.

O herpes-zóster, popularmente conhecido como cobreiro, é causado pelo vírus Varicela-Zóster, o mesmo que causa catapora. Depois da catapora, o vírus fica escondido no corpo e pode reativar em adultos ou pessoas com imunidade baixa. Os sintomas são dor forte, formigamento, ardor, coceira e manchas na pele. O tratamento inclui antivirais nas primeiras 72 horas, remédios para a dor e, se necessário, antibióticos para infecções.

Complicações comuns do herpes-zóster incluem dor prolongada após a cicatrização, problemas no sistema nervoso, queda de plaquetas, síndrome de Reye, varicela disseminada e infecções graves como sepse, pneumonia e meningite.

Com informações da Agência Brasil




Veja Também