Pular para o conteúdo
Dólar R$ 5,08 ▼ 0,57% Euro R$ 5,87 ▼ 0,00% Libra R$ 6,84 ▼ 0,18% Bitcoin R$ 333.134 ▲ 0,34%
Economia

Superávit de R$ 10,8 bilhões nas contas públicas em julho

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Governo Central apresentou um superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho, conforme dados divulgados na quinta-feira (27) pelo Tesouro Nacional. Esse foi o melhor resultado para o mês desde 2022, superando a expectativa do mercado, que previa um déficit primário de R$ 5,5 bilhões.

O resultado representa uma melhora significativa em comparação com julho de 2025, quando as contas do Governo Central — que inclui o Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central — registraram um déficit primário de R$ 59,1 bilhões.

Julho costuma ser um mês positivo para as contas públicas devido ao pagamento trimestral do Imposto de Renda por instituições financeiras. A receita líquida do Governo Central totalizou R$ 226,3 bilhões no mês, um aumento real de 7,7% em relação a julho de 2025. Já as despesas totais ficaram em R$ 215,5 bilhões, uma redução real de 20,7% na mesma comparação.

A diminuição das despesas em julho foi influenciada principalmente pelo menor pagamento de precatórios, uma vez que parte desses valores foi antecipada no primeiro semestre. No entanto, os investimentos continuam crescendo ao longo do ano.

Apesar do bom desempenho no mês, o cenário para 2026 segue desafiador. No acumulado do ano, há um déficit primário de R$ 81,3 bilhões, uma alta de 15,6% em valores nominais e de 12,4% quando descontada a inflação. Nos últimos 12 meses, o rombo chegou a R$ 71,6 bilhões, o que equivale a 0,55% do Produto Interno Bruto.

Considerando o acumulado do ano, o Tesouro apresenta um superávit de R$ 177,7 bilhões. Já a Previdência registra um déficit de R$ 258,4 bilhões, e o Banco Central, um déficit de R$ 627 milhões. A receita líquida acumulada alcançou R$ 1,499 trilhão, enquanto as despesas somaram R$ 1,580 trilhão.

A meta fiscal indicada para 2026 é um superávit primário de R$ 34,3 bilhões, o que corresponde a 0,25% do PIB, com uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual. Levando em conta os gastos com precatórios e alguns investimentos em áreas como saúde, educação e defesa, que não entram no cálculo oficial, a previsão para o resultado primário em 2026 é um déficit de R$ 52 bilhões.

Publicidade
Boletim Imprensa Pública

Comece o dia bem informado

O essencial do DF, do Entorno e do Brasil, de graça, no seu e-mail.