David Ellison anunciou que a empresa Skydance vai continuar usando os estúdios principais da Warner e da Paramount depois de um grande acordo entre as duas empresas, finalizado em 6 de junho. A ideia é focar a produção de filmes em um estúdio e os programas de TV e streaming no outro.
O anúncio foi feito em uma conversa com jornalistas no estúdio da Paramount em Los Angeles, logo após a fusão que criou a Skydance. O valor desse negócio foi de 110 bilhões de dólares, o que corresponde a cerca de 548 bilhões de reais.
Os logotipos da Warner e da Paramount continuarão aparecendo no início dos filmes, junto com a marca “Uma Empresa Skydance”. Segundo Ellison, juntar os nomes poderia diminuir a importância histórica dessas marcas.
Além de Ellison, Ynon Kreiz, que já foi chefe da empresa de brinquedos Mattel, também lidera a Skydance. Cada estúdio vai continuar tendo autonomia criativa. Dana Goldberg e Josh Greenstein, que comandam a Paramount Pictures, vão cuidar dos lançamentos. Ellison ficará responsável pela estratégia e tecnologia criativa, enquanto Kreiz cuidará das operações e integração.
Sobre possíveis ligações com o político Donald Trump, Ellison disse que não discutiu assuntos políticos, apesar de ter mencionado em outra ocasião conversas com o presidente dos Estados Unidos sobre incentivos fiscais para produções. Essas negociações ocorreram com o senador Lindsey Graham, que faleceu em julho.
A Skydance foi criada por Ellison em 2006 e assumiu o controle da Paramount em 2023. O nome significa “dança dos céus”.
A Paramount é conhecida por séries famosas como “Star Trek”, “Missão: Impossível” e “O Poderoso Chefão”. A Warner é a casa dos heróis da DC, dos “Looney Tunes” e do bruxo Harry Potter.
A empresa prevê lançar 30 filmes nos próximos dois anos e mais 32 nos três anos seguintes. Em 2023, a Warner lançou 11 filmes e a Paramount lançou 9.
Recentemente, a Justiça nos Estados Unidos aprovou o acordo da fusão, que foi questionado por 12 estados, liderados pela Califórnia, por medo de demissões em massa. Ellison afirmou que algumas reduções de funcionários acontecerão devido a uma dívida de 80 bilhões de dólares.
O acordo inclui uma janela exclusiva de 45 dias para os filmes nos cinemas e uma equipe de cinco membros, com limites para garantir imparcialidade nas notícias da CNN e CBS News. Essa equipe não poderá impedir contratações ou demissões de diretores.
O Cinema United, que é a maior organização de exibidores dos Estados Unidos, disse que a nova empresa vai controlar 40% dos lançamentos de filmes. A Justiça considerou que não há risco para a concorrência. No Brasil, o Cade aprovou a fusão sem restrições.
Alguns críticos temem que a proximidade da Paramount com Donald Trump possa limitar a liberdade criativa em Hollywood. Larry Ellison, pai de David e cofundador da Oracle, faz parte do conselho de ciência e tecnologia do presidente.
