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Sistema de GPS acompanhará todos os candidatos presidenciais, diz Jungmann

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Centro que vai coordenar ações de segurança das eleições começará a funcionar sete dias antes do primeiro turno

Brasília – O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, teve uma reunião com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, nesta terça-feira, 18, para tratar do centro de inteligência em Brasília que vai coordenar ações de segurança no primeiro e segundo turno das eleições em todo o País, inclusive com o monitoramento da localização dos presenciáveis em tempo real. O diretor-geral da Polícia Federal, Rogerio Galloro, também participou do encontro com Rosa, que ocorreu no gabinete da ministra no prédio do Supremo Tribunal Federal (STF).

O centro começará a funcionar sete dias antes do primeiro turno da eleição, que acontece no dia 7 de outubro, e fechará alguns dias após o segundo turno, que acontece no dia 28 de outubro.

“Nós vamos saber online o que estará acontecendo, onde há conflitos, onde tem necessidade da PF estar lá”, explicou Jungmann durante conversa com jornalistas.

Ele disse ainda que o centro acompanhará a localização dos candidatos à Presidência da República constantemente através de sistema de GPS que será colocado em pessoas próximas aos presidenciáveis e de integrantes da Polícia Federal responsáveis pela segurança.

Após o atentado ao candidato Jair Bolsonaro (PSL), que foi esfaqueado, Jungmann afirmou que não houve nenhum problema até o momento com a segurança dos demais candidatos. “Não temos tido maiores notícias de problemas. Eu, inclusive, coloquei para a PF a necessidade de fazer informes periódicos da campanha, se candidato está seguindo normas de segurança, e isso também foi levado aos candidatos. Há maior preocupação tanto dos candidatos em cumprir regras de segurança, quanto das equipes.”

Crime organizado

Jungmann disse que está sendo feita uma triagem e um levantamento em conjunto com o TSE para apurar possíveis candidatos financiados pelo crime organizado. “Não podemos permitir a formação de uma bancada do crime. E, se por acaso eles vierem a se eleger, vamos caçá-los e puni-los”, disse Jungmann.

Ele não soube explicar, no entanto, quais seriam os critérios ou o embasamento jurídico para a definição deste tipo de candidato.

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‘O senhor que me demita’, diz Mandetta em briga com Bolsonaro por telefone

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Em uma dura conversa, ministro da Saúde disse ao presidente que ele deveria se responsabilizar pelas mortes na pandemia

No jantar que teve com Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia na noite desta quinta — como o Radar revelou mais cedo –, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, narrou aos chefes do Legislativo o tenso diálogo que travou com o presidente Jair Bolsonaro pelo telefone.

Durante a ligação, o presidente teria dito ao ministro da Saúde que ele deveria pedir demissão e deixar o governo. Mandetta rebateu de pronto: “O senhor que me demita, presidente”.

A partir desse momento, a conversa teria esquentado ainda mais, ao ponto de o ministro da Saúde recomendar ao presidente que ele se responsabilizasse sozinho pelas mortes causadas pelo coronavírus, que já infectou 8.230 brasileiros e matou 343 pessoas.

Apesar da tensa discussão, Mandetta trabalha normalmente nesta sexta e já participou de uma série de reuniões.

Como o Radar mostrou mais cedo, depois de ser atacado publicamente pelo presidente nesta quinta, o ministro da Saúde foi jantar com os presidentes do Senado e da Câmara na residência oficial do Senado.

Na conversa, o ministro estava inconsolável. Disse aos chefes do Congresso que a situação com o presidente era “insustentável”.

Seguidamente boicotado nos bastidores pelo Palácio do Planalto, atacado nas redes sociais por aliados de Bolsonaro e agora publicamente pelo próprio chefe da República, Mandetta revelou estar no seu limite.

Na conversa, que entrou a madrugada, Mandetta disse a Maia e Alcolumbre que, por ele, está fora do governo. Bolsonaro não mereceria o empenho dele e de seus técnicos. Os chefes do Legislativo apelaram para que ele resistisse o máximo possível no cargo.

Em uma videoconferência do Valor, Maia disse que Bolsonaro “não tem coragem de tirar o ministro e mudar oficialmente a política de enfrentamento à pandemia”.

Bolsonaro deixou claro nesta quinta que teme ficar com a conta das mortes da pandemia no Brasil, se realizar mudanças no plano de combate do ministério e dos governadores. Mesmo assim, bateu duro em Mandetta.

“Mandetta já sabe que estamos nos bicando. Ele está extrapolando. Mas não posso demitir ministro em meio ao combate. Nenhum ministro meu é indemissível”, disse Bolsonaro nesta quinta.

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Farmácias de Alto Custo terão serviço de delivery no DF em meio à pandemia de coronavírus

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Contratação foi publicada no Diário Oficial. Custo será de R$ 10,8 milhões por prazo de seis meses.

Remédios estocados em Farmácias de alto custo do Distrito Federal — Foto: Andre Borges/Agência Brasília

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal abriu processo para contratar serviço de entrega em domicílio de medicamentos oferecidos pelas Farmácias de Alto Custo. A atividade será realizada pelo BRB Serviços a custo de R$ 10,8 milhões, pelo prazo de seis meses, sem prorrogação.

A medida foi publicada no Diário Oficial do DF de quinta-feira (2). Segundo o documento, a empresa terá que:

  • Agendar a entrega dos remédios;
  • Entregar na casa dos beneficiados;
  • Fornecer mão de obra especializada para atividades relacionadas à separação e transporte dos medicamentos.

O objetivo da contratação é evitar a aglomeração de pessoas nas Farmácias de Alto Custo em meio à pandemia do novo coronavírus.

Até a última atualização desta reportagem, a Secretaria de Saúde não havia informado se há previsão de quando o serviço será implementado. Também não disse quais serão os critérios para a escolha dos beneficiados pela medida.

Mudanças nas farmácias

Desde o início da pandemia, o procedimento de distribuição de remédios nas três Farmácias de Alto Custo do DF passou por alterações. A Secretaria de Saúde permitiu que pacientes em grupos de risco para a Covid-19 possam cadastrar cinco outras pessoas para buscar os medicamentos nesses locais.

No mês passado, a Diretoria de Assistência Farmacêutica da pasta também publicou uma portaria com medidas a serem tomadas para evitar o contágio do vírus nas farmácias. Entre elas estão:

  • Evitar a aglomeração de pessoas
  • Manter distância de 2 metros entre funcionários, pacientes e pessoas na fila;
  • Realização de triagens para agilizar atendimento;

A secretaria também estendeu a validade de receitas médicas e permitiu a liberação de doses dos medicamentos suficientes para durar até 120 dias. As farmácias funcionam em horário normal: de segunda a sexta das 7h às 19h, e sábado, das 7h às 12h.

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‘Coronavoucher’ deve começar a ser pago antes da Páscoa, diz Onyx

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Caixa Econômica Federal lançará na terça-feira um aplicativo que permite a autodeclaração de informais fora das bases de dados do governo

O auxílio emergencial a trabalhadores informais afetados pela crise do coronavírus deve começar a ser depositado para os trabalhadores já  na próxima semana, afirmou nesta sexta-feira, 3, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. De acordo com o ministro, a partir de terça-feira, a Caixa Econômica Federal irá disponibilizar um aplicativo para que trabalhadores que não estão em nenhum banco de dados possam fazer sua autodeclaração. O prazo para a validação dos dados é de 48 horas e, após esse período, o crédito será depositado em contas bancárias da Caixa, Banco do Brasil ou entidades privadas. Logo, o dinheiro poderia ser liberado já na quinta-feira, 9, véspera do feriado de sexta-feira santa.

Para quem não tem conta em banco, será feita uma autorização de saque para as lotéricas. Segundo Onyx, há entre 15 e 20 milhões de pessoas que estão fora das bases cadastrais do governo e seriam beneficiadas por essa autodeclaração disponível pelo aplicativo. A aplicação, aliás, não deve ter custo de tráfego de dados e dowloads.

O auxílio emergencial irá disponibilizar 600 reais por pessoa (até 1.200 reais por família) como renda mínima emergencial para trabalhadores que não tem emprego formal e possuem renda familiar de até três salários mínimos (3.135 reais).

Na próxima semana, a Caixa deverá montar um calendário com o pagamento de autônomos cadastrados no INSS, Microempreendedores Individuais e informais na base do CadÚnico. Os beneficiários de Bolsa Família começam a receber o ‘coronavoucher’ no dia 16, data de pagamento mensal do programa assistencial anterior.

O presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, destaca que o banco vem trabalhando para lançar o aplicativo na terça-feira e ressaltou que ainda não há nenhuma aplicação oficial no ar ainda. Segundo ele, é possível que haja uma instabilidade inicial já que muitas pessoas tentarão acessar logo de início as plataformas do programa. “Com certeza será o aplicativo mais baixado do mundo”. Também será disponibilizada uma página da internet e uma linha telefônica para atendimento.

De acordo com o presidente da Caixa, o aplicativo dá a opção para que a pessoa não precise ir à agência, o que facilita a operacionalização em tempos de crise e, principalmente, de distanciamento social. As contas pelo aplicativo devem ser abertas com base no CPF e “no mínimo de dados possíveis”, que não foram detalhados.

O ministro da economia, Paulo Guedes, afirmou que a resposta da crise do Brasil para o pagamento de pessoas vulneráveis à crise é o mais rápido de países emergentes e equiparado a dos Estados Unidos. “Estamos reagindo rápido, porque é uma operação muito complexa”, afirmou.

Quem pode receber

O programa emergencial do governo deve beneficiar cerca de 54 milhões de brasileiros que se encaixam nos seguintes critérios:

– Tenham a partir de 18 anos;
– Não possuam emprego formal;
– Não receba benefício assistencial ou do INSS, seguro-desemprego ou faça parte de qualquer outro programa de transferência de renda do governo, com exceção do Bolsa Família;
– Tenham renda familiar, por pessoa, de até meio salário mínimo (522,50 reais) ou renda mensal familiar de até três salários mínimos (3.135 reais);
– Que não precisaram declarar Imposto de Renda em 2018 (por ter renda tributável menor do que 28.559,70 reais)

Além disso, é preciso se enquadrar em algum dos critérios abaixo:
– Não ter carteira assinada e atuar como informal ou autônomo;
– Exercer atividade como Microempreendedor Individual (MEI);
– Ser contribuinte individual ou facultativo do INSS (nos planos simplificados ou baixa renda);
– Ser trabalhador intermitente;

Para poder receber, é necessário estar inscrito no CadÚnico, um cadastro do governo federal que reúne base de dados de programas sociais, até 20 de março deste ano. Caso não esteja, é necessário fazer uma autodeclaração disponibilizada no aplicativo.

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Governo de Goiás prorroga quarentena e flexibiliza restrições

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As medidas de combate à Covid-19 ficam válidas até 19 de abril

Governador Ronaldo Caiado prorrogou a quarentena em Goiás até meados de abril
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), publicou decreto prorrogando o prazo de quarentena no estado até 19 de abril. Entretanto, o chefe do Executivo goiano decidiu flexibilizar algumas medidas de restrição estabelecidas para combater o novo coronavírus.

De acordo com o novo decreto, alguns estabelecimentos que estavam fechados poderão passar a funcionar. Por exemplo, locais que estejam produzindo exclusivamente equipamentos e insumos para o combate à Covid-19 podem deixar as portas abertas.
Além disso, feiras livres de hortifrutigranjeiros poderão abrir as portas, porém, praças de alimentação e consumo de produtos no local estão vedados. Escritórios, podem funcionar, mas sem atendimento presencial ao público.
Oficinas, borracharias, restaurantes e lanchonetes de postos de gasolina localizados às margens das rodovias também serão abertos. Cartórios extrajudiciais também estão no pacote de serviços que poderão voltar a funcionar. Porém, eles devem seguir as normas editadas pela Corregedoria-geral da Justiça do Estado de Goiás.
Foto – usar foto do Ronaldo Caiado. Temos no sistema, se não me engano!
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Coronavírus: favelas e periferias preocupam autoridades e pesquisadores

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Especialistas dizem que população carente não só terá um papel importante no desenvolvimento da pandemia, mas também irá encarar consequências mais dramáticas

Talita Ribeiro, de 25 anos, tem três filhos e não consegue trabalho. Ela dorme com as crianças e o marido no mesmo quarto, em Sol Nascente
(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)

Édina Maria de Souza não sabia o que iria dar de jantar ontem aos três filhos, de 2, 5 e 13 anos. No café da manhã, foi arroz e feijão que sobrou do dia anterior. Para o almoço, repetiu o cardápio, depois de pedir um pouco de arroz à vizinha. Moradora da comunidade Sol Nascente, a segunda maior favela do Brasil, a mulher, de 31 anos, está entre os 13,5 milhões de brasileiros na extrema pobreza – ou seja, com renda mensal per capita inferior a R$ 145.

A situação, que já era difícil antes da pandemia do novo coronavírus, piorou após Édina perder a renda de R$ 500 que recebia para cuidar de três crianças em uma casa. Os pais preferiram dispensá-la durante a quarentena. As doações, que antes conseguia aqui e acolá, pararam de chegar. E ela, agora, vive com os R$ 180 do Bolsa Família, que conseguiu no mês passado.

A entrada do coronavírus nas comunidades mais pobres, como favelas e periferias de grandes cidades, é uma preocupação das autoridades e pesquisadores desde a chegada do vírus ao Brasil. Eles apontam desde as condições alimentares aos tamanhos das casas como pontos de fragilidade que deixam o vírus ainda mais perigoso para esses moradores.

A autônoma Talita Ribeiro, de 25 anos, mora em uma casa de três cômodos ao lado do marido e três filhos, um de 3 anos, um de 8 e uma bebê de 7 meses, na comunidade Sol Nascente. A família toda dorme no mesmo quarto. Asmática e lactante, Talita não parou de trabalhar no início do isolamento. Mas, sem movimento nas ruas, preferiu se resguardar em casa. O marido fez o mesmo. Ambos trabalhavam vendendo película para celulares em pontos de grande aglomeração em Brasília. “Estou esperando o auxílio do governo”, conta. O último dinheiro que tinha – R$ 300 de uma parcela do carro – foi gasto com alimentos. Ainda restam arroz, feijão e um pouco de açúcar na casa. Carne não está no cardápio da família desde a alta no preço.

Moradora da comunidade Sol Nascente, Adriana Dias Nascimento, 29, sobrevive há anos com uma renda vinda do Bolsa Família para sustentar os três filhos. Vez ou outra consegue fazer os pais das crianças ajudarem com alguma coisa, mas nunca é algo certo. A mulher, que relata com naturalidade a falta de alimento, conta que nos últimos dias tem evitado sair, com medo do vírus.

Desigualdade

Ministro da Saúde no governo Lula e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), José Gomes Temporão aponta que as situações de desigualdade vão ter um papel importante no desenvolvimento da pandemia no Brasil. “Tem uma frase sendo muito dita, que é: ‘o vírus não discrimina ricos e pobres’. Infelizmente, essa frase não está correta”.

O médico sanitarista afirma que em regiões pobres, os idosos e doentes crônicos, que têm mais risco de desenvolver um quadro grave da Covid-19, têm dificuldades de controlar suas comorbidades. Isso porque encaram uma deficiência no acesso a serviços de saúde; muitas vezes não conseguem comprar medicamentos ou mesmo cumprir determinações médicas, como uma dieta balanceada e atividade física. “Há uma desigualdade social que faz com que os mais frágeis encarem consequências mais dramáticas”, pontua. O sanitarista destaca que uma boa alimentação é fundamental para o combate ao coronavírus. Assim, pessoas subnutridas, ou sem alimentos de qualidade, com a quantidade ideal de vitamina e proteína, por exemplo, ficarão mais fragilizadas e mais suscetíveis a desenvolver sintomas do coronavírus.

Infectologista do Hospital Brasília, Ana Helena Germoglio afirma que a preocupação com as populações carentes passa pelo tamanho das casas e a quantidade de pessoas que vivem em pequenos cômodos. Além disso, o fator saneamento influencia no combate ao coronavírus: afinal, a maior orientação é lavar as mãos com água e sabão. No Brasil, o atendimento de água chega a 83,6% da população, enquanto a rede de esgoto alcança 53,2%, segundo dados do Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento (SNIS).

“Algumas comunidades lidam com falta de água em casa. E, às vezes, não conseguem fazer o isolamento social, tendo que sair para trabalhar. Aí, voltam para casa e dormem todos em um mesmo cômodo”, ressalta a infectologista.

Pesquisador da Plataforma Científica Pasteur-USP, o virologista especialista em coronavírus Luiz Gustavo Bentim Góes diz ver com grande preocupação a chegada do vírus às favelas, locais com problemas nutricionais, alta densidade de pessoas por residência, baixa educação e ausência de estrutura sanitária. “Todos esses pontos são potencializadores da facilidade de transmissão desse vírus.

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Governo zera imposto de importação de peças para respiradores e máscaras

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Até 30 de setembro, não será cobrado Imposto de Importação sobre 25 insumos, componentes e acessórios

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