O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em visita à China, assinou um acordo importante entre a Hemobrás, empresa brasileira de medicamentos de sangue, e a Tiantan, a maior produtora chinesa desses medicamentos. O acordo, firmado na terça-feira (17), é um passo importante para garantir que o SUS tenha acesso a esses remédios, aumentando a produção dentro do Brasil.
O memorando abre caminho para parcerias futuras, que incluem troca de tecnologia, inovação e crescimento da produção no Brasil. Esses medicamentos são essenciais para tratamentos de hemofilia, doenças autoimunes, problemas crônicos e casos graves em hospitais.
Para o ministro Alexandre Padilha, essa parceria melhora muito a produção e a tecnologia do país. Ele disse que esse acordo fortalece a Hemobrás e traz o que há de mais moderno para garantir segurança aos pacientes do SUS, além de reduzir a dependência de importações.
O ministro também mencionou que produzir no Brasil protege as pessoas, especialmente em momentos difíceis como pandemias ou crises internacionais. Com tecnologia e produção local, esses medicamentos chegarão sempre a quem precisa, salvando vidas e fortalecendo o SUS.
Ana Paula Menezes, presidente da Hemobrás, destacou que o acordo é um marco para a produção nacional de medicamentos estratégicos. Ela afirmou que a cooperação é um caminho para projetos conjuntos, transferência de tecnologia e aumento da capacidade do Brasil em oferecer esses medicamentos ao SUS.
A Hemobrás é fundamental para a política de produção própria do SUS. A empresa tem a maior fábrica de medicamentos de sangue da América Latina e trabalha para diminuir a dependência de insumos importados, garantindo o abastecimento seguro e constante dos tratamentos.
Durante a visita à fábrica da Tiantan, em Chengdu, a delegação brasileira liderada pela presidente da Hemobrás, Ana Paula Soter, conheceu processos modernos e tecnologias que podem ajudar a melhorar a produção no Brasil.
Esse acordo também apoia as estratégias do Ministério da Saúde para fortalecer a indústria da saúde no Brasil e projetos de inovação que envolvem a Anvisa, agência reguladora que acompanha os avanços em saúde pública.
Faz parte desse esforço um grupo que define regras para acelerar a avaliação e uso de novas tecnologias no SUS, dando suporte para a criação de uma rede nacional de hospitais e serviços inteligentes, com previsão de inauguração de 14 hospitais ainda este ano.
O ministro Padilha explicou que estão sendo feitas parcerias com hospitais que usam inteligência artificial e outras tecnologias para melhorar o atendimento. O objetivo é levar essas inovações ao SUS, garantindo atendimento mais rápido e de qualidade para salvar vidas.
A missão na China representa o esforço do Brasil para se destacar globalmente na saúde, focando em inovação, produção própria e acesso a tecnologias avançadas.
